<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520</id><updated>2011-07-31T05:05:08.074-03:00</updated><title type='text'>Reflexões de um egotista</title><subtitle type='html'>Algumas reflexões, uns poemas, revoltas, narrações e tudo em que eu conseguir pensar além disso.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>66</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-7681021792005564994</id><published>2009-02-06T23:11:00.007-02:00</published><updated>2009-03-29T23:35:41.191-03:00</updated><title type='text'>Encontros, despedidas e tendência à falta de imaginação</title><content type='html'>Elza chegou em casa e bebeu soda depois de brigar com Martim por o ter visto em seu quarto beijando outra mulher. O roçar de corpos lhe causou o choque que provocou o grito e a reação explosiva: atira-se um vaso nos amantes. Martim a seguiu escada abaixo tentou dizer a ela que gostava dela -- e da tal da Valdirene, dita Val, também, apesar de não saber explicar como gostava das duas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elza gritou enquanto lágrimas lhe invadiam os olhos e umedeciam os três quintos de rosto que ficavam abaixo da linha de seus olhos. Vociferou que era safadeza, que se abraçassem, ele um safado e ela uma vagabunda, pois se mereciam, e depois saiu, sendo seguida de perto por Martim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela tropeçou na escada, caiu com a saia levantada -- em tempo, a calcinha era nova -- e esfolou os joelhos. Ele bem que a ajudou a levantar, mas ela livrou-se dos braços dele, ganhou a rua e tomou o 3141 Terminal Pq. Dom Pedro II, que a deixou a quatro quadras de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em casa, apareceu na soleira da porta de entrada com os joelhos de sangue escorrido, com o vestido sujo, os cabelos despenteadas e uma expressão que lhe dava a um só tempo ares de idiota e de perturbada. Em sua cabeça, despontava sonora uma canção do Roberto Carlos, que ela achava que tinha tudo a ver com a traição e a separação, e lhe vinha um nó à garganta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a Helena pedia a Téo o divórcio e os comerciais faziam esperar pela reação de Téo, Elza abria o armário da pia da cozinha e pegava o pote amarelo de soda cáustica Búfalo que ficava dentro dele. Quando Téo disse a Helena que ela era o amor da vida dele, o primeiro e o único, Elza tomou a soda e só voltou a si no dia seguinte, já no hospital municipal, com três vizinhas, todas de regatas e bastante robustas e com uma penugem meio escura no buço, a seu pé, cochichando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdirene, dita Val, foi outra que se viu mexida pelas atitudes de Martim, sobretudo no que diz respeito à corrida dele atrás de sua namorada furiosa. Resolveu que estava sendo preterida e que era da outra que Martim gostava. Apanhou suas sandalhas e prendeu-as contra o corpo com o braço direito; o braço esquerdo ficou incumbido de carregar a bolsa marrom de couro falso e tamanho exagerado. Deixou a porta escancarada e desceu pelas escadas, chegando a tempo de ver Elza saindo em direção à rua e Martim aturdidamente coçando a cabeça a um metro e meio da soleira. Valdirene, a tal Val, dita vagabunda e sem-vergonha por Elza, chegou em casa, abriu uma cerveja. E outra. E assim sucessivamente até dormir à mesa da cozinha e acordar com a garganta raspando devido à bebida gelada e a cabeça a ponto de explodir por conta do álcool. Dois dias assim e Val já não pensava mais tanto em Martim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No hospital, dois dias depois do incidente com a tal base corrosiva, Elza sentia ainda muita raiva. Sua mãe lhe visitava e ela se divertia lendo a Tititi ou mesmo conversando com Marcelo, o enfermeiro que lhe vinha trazer o caldinho gelado e insosso de legumes que ela tomou por alguns dias naquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Valdirene, a tal Val, casou-se com Martim, pois acreditou quando ele lhe foi procurar com uma rosa vermelha. Ele pensou em fazer o mesmo com Elza, mas pensou que não seria bom vê-la enquanto estivesse convalecendo... Acabou desistindo conforme o tempo passou, pois Val acabou lhe ocupando muito o tempo, juntamente, aliás, com Maria, a quem ele chamava secretamente de galega, que era a vizinha loira que lhe havia feito o curativo na testa após o fatídico dia em que Elza lhe atirou um vaso e que não havia ainda entrado na história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elza casou-se com Marcelo, é claro, e trabalha fazendo doces para fora enquanto ele não arruma outro emprego... Sim, ele foi demitido do hospital e, apesar de não falar sobre o assunto, dizem as vizinhas que foi porque foi surpreendido beijando uma paciente cujo dedão havia sido esmagado por um tijolo baiano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-7681021792005564994?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/7681021792005564994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=7681021792005564994&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/7681021792005564994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/7681021792005564994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2009/02/encontros-despedidas-e-tendencia-falta.html' title='Encontros, despedidas e tendência à falta de imaginação'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-7558018426538070703</id><published>2008-06-29T04:16:00.025-03:00</published><updated>2008-09-10T13:41:08.951-03:00</updated><title type='text'>O bebê de Rosemeire</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ver filmes lhe haviam estragado a vida. Eles lhe haviam ensinado a acreditar em almas gêmeas e em destino. Tinha certeza de que havia uma pessoa que lhe fosse fazer feliz para sempre. Enquanto não o encontrava, gastava uns trocados toda semana em uma edição da Carícia, em que via os meninos de Malhação sorridentes falando sobre como suas parceiras ideias deveriam ser, sobre quais são suas comidas prediletas. Ela não percebe o photoshop no rosto deles. Nem a venda em seus próprios olhos. Recorta-os todos, e cola na agenda, junto dos bilhetinhos que troca nas aulas com suas amigas enquanto a professora fala sobre uma álgebra incompreensível, para a qual não parece haver espaço em sua vida. Ela pinta as unhas de vermelho toda semana - as dos pés, sua amiga pinta, pois a falta de exercício lhe rendeu, além do encurtamento nos tendões e da falta de flexibilidade, uma curva na coluna que lhe incomoda se ficar muito tempo curvada. Na verdade, já passa tempo de mais curvada. Não tem postura devido a seus músculos flácidos. O excesso de salgadinhos e a bebida renderam a ela e suas fezes um aspecto amarelado. É o que ela inconscientemente ganha por abusar da boa-vontade de seu fígado.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Eu sempre curti assistir TV, ainda mais quando a Márcia vinha aqui. Ela é doida pelo Richard Gere. Sempre vemos alguma coisa na Sessão da Tarde antes que comece Malhação. Às vezes ela traz um pacote de salgadinho Fofura e nós comemos tudo. Ela faz minhas unhas do pé, porque eu tenho dor quando fico abaixada muito tempo. Gosto delas vermelhas e passo a lixa no calcanhar porque ele racha. Tenho um pôster do Cauã Reymond na porta do meu armário. Minha mãe às vezes entra aqui, manda abaixar o rádio, diz para eu limpar a sujeira do cachorro e tirar o pó. Odeio tirar o pó e, por isso, acabo dizendo que já faço, que já vou, que me deixe ouvir um pouco de música, que é o que me faz relaxar depois que eu volto da escola. Às vezes, saio da escola e fico com os meninos ali perto, num bar, fumando e bebendo alguma coisa. É, eu fumo... É a parte mais legal do dia - ali dou um tempo para esquecer da encheção da minha mãe, da álgebra que eu não entendo, e ainda vejo se encontro o Gui. Às vezes me canso de esperar para ver o Gui e acabo dando uns beijos no Paulo. Em casa, não tem internet.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Às vezes, depois da escola, se sobra algum dinheiro, compramos cigarros e um saco de Fofura para comer à tarde na casa da Rosemeire. Às vezes damos uma olhada nas revistas que trazem os meninos da TV falando daquilo que gostam. Normalmente, diz a revista, fizeram escola de teatro enquanto estavam na escola. São lindos e eu às vezes penso um pouco se é com um tipo assim que eu vou casar. Outras vezes, penso que preciso mais de um Richard Gere. A Rose, não... Ela vai acabar com alguém mais novo, tipo o Cauã Reymond... Ou talvez, por falta dele, ela fique mesmo é com o Paulinho. Era com ele que ela estava na cama quando o estrado arrebentou e ela deu com as costas no chão e foi parar no hospital e ficou quatro dias gemendo e à base de Tandrilax. Talvez nas camas, do Paulinho e do hospital, seja o lugar onde ela esquece do Cauã.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Pior que ensinar álgebra e perceber que o conteúdo não é absorvido é perceber que não é aquele o único conteúdo a ser absorvido. Parece que falo outra língua, que sou de outro mundo. Fui ontem da escola para o ponto de ônibus e, no caminho, vi duas meninas, ambas do primeiro ano, num boteco. Entre bebuns, meninos mais velhos e outros caras - entre eles, o Paulinho, traficantezinho-de-porta-de-escola -, elas fumavam e bebiam cerveja. O boteco é ponto de drogas, é sabido, e isso me faz pensar que algo vai mal.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Era umas quatro da manhã já quando chegamos da balada na minha casa. Tinha chamado a Rosemeire para a balada e ela foi porque mulher não pagava até 1h da manhã; aí, era só pagar o busão. Ela estava altinha já porque tinha tomado umas cervejas e dado uns tapinhas. Toda soltinha. Deitou na cama e eu deitei junto. Em pouco tempo, estávamos sem roupa e desistido de ficar só nos carinhos. Ela era tinha um cheiro estranho na boca e ela era toda meio amarelada. Estava meio gordinha também. Primeira virada na cama e o estrado quebrou. Acabei tendo que levar no pronto socorro porque sentiu muita dor. Ela não tinha dinheiro para o remédio que o médico receitou, então, além de não ter rolado de passarmos a noite juntos, tive que comprar o tal remédio.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Dei sinal para um táxi e ele não parou. Acabara de sair cansada de um plantão. Xinguei o motorista com raiva. Chovia, chovia. Dei sinal a um segundo táxi, quando já estava encharcada. Ele parou, eu entrei e seguimos. Quatro quarteirões para frente, vejo o primeiro táxi sobre a calçada - um poste torto em sua frente, o motorista inconsciente, a buzina disparada, um barulho infernal sob a chuva que ainda caía. Há vezes que parece que a providência nos protege. Sentia-me encharcada, com um princípio de resfriado, mas salva. Nunca se sabe quando o taxista nos ignorará ou o estrado da cederá para nosso bem - apesar do Tandrilax.&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Um dia, Rosemeire saiu com as vinte unhas vermelhas e uma saia curta e umas amigas e Paulo e uns outros meninos. Nasceu, nove meses depois dessa noite, uma criança que hoje tem sete anos. Ela vive com a mãe num cômodo-e-cozinha no quintal da casa da mãe de Rosemeire. Rosemeire ainda detesta tirar o pó, mas descobriu que cozinhar é bastante pior, motivo pelo qual a criança termina por comer bastante miojo, o que a mantém magra, ao contrário de sua mãe. A criança é também bastante pequena para sua idade e vive meio suja. Herdou da mãe a cor amarela. A mãe, a criança sabe ser Rosemeire; do pai, Paulo, nada sabe além de que viajou quando ele era bem pequeno. Não é de todo mentira - viajou, sim, para uma penitenciária em Marília faz já um ano e voltará em quatro se tiver bom comportamento.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-7558018426538070703?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/7558018426538070703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=7558018426538070703&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/7558018426538070703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/7558018426538070703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2008/06/ver-filmes-lhe-haviam-estragado-vida.html' title='O bebê de Rosemeire'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-8976022954285567969</id><published>2008-03-23T20:00:00.009-03:00</published><updated>2008-05-31T22:37:47.777-03:00</updated><title type='text'>A maioridade de Robson Cruz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caminhava pela calçada de cimento e pedra já havia uma hora e meia. Sua orelhas e mãos haviam esfriado devido ao vento, que lhe gelava os ossos. As articulações doíam. As têmporas batiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A garoa começara havia pouco e caía diagonal sobre seu rosto fino branco pálido femino. Em breve estaria ensopado. Sobrancelhas contraídas, prenúncios de pele gretada. Era feio, o pobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos ônibus, as pessoas se amontoavam. Eram 18h, e as luzes dos carros formavam colares de contas vermelhas Av. Rebouças acima. As pessoas enjauladas entre as janelas embaçadas dos ônibus. Várias pessoas nos ônibus. Tristes transeuntes sem nome. Ônibus laranja, ônibus azul, ônibus amarelo, ônibus, ônibus, ônibus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminara o trabalho e passara no banco para carregar o telefone. Deixara cair molho no uniforme. Passara sabonete líquido na mancha já seca na hora de seu intervalo, para esfregar quando chegasse em casa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O freio dos ônibus, a primeira marcha, o freio dos ônibus - a luz amarela na tarde. Estaca-se.&lt;br /&gt;Há que se acordar às 5h45 para chegar no trabalho. O trânsito é impossível depois das 6h30. Cada vez mais impossível - engessado. A conta de luz vence todo dia 10, e este mês a comida está pela hora da morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinha 18 anos e havia dois meses que tinha uma conta no banco. Toda quarta-feira comia picadinho apesar de odiar carne cozida. Nesse dia comprava também uma trufa, que lhe fazia esquecer do sabor da carne que se lhe enterrava entre os dentes e o aço do aparelho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Subia a Rebouças sob a chuva. Sobre seu asfalto úmido, o longo colar de imobilidade escarlate.&lt;br /&gt;Tinha 18 anos e seu próprio &lt;em&gt;headset&lt;/em&gt; na mochila.&lt;br /&gt;Era terça-feira, dia 27 de maio de 2008.&lt;br /&gt;Eram 18h.&lt;br /&gt;Arfava.&lt;br /&gt;Chovia.&lt;br /&gt;-Acre é o ocaso da vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-8976022954285567969?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/8976022954285567969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=8976022954285567969&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/8976022954285567969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/8976022954285567969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2008/03/maioridade-de-robson-cruz.html' title='A maioridade de Robson Cruz'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-5358930526048549251</id><published>2007-11-25T20:24:00.000-02:00</published><updated>2007-11-26T00:41:02.377-02:00</updated><title type='text'>A busca</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;"Meu bonitinho" foi como ele lhe chamou, e o outro, ainda que aparentasse algum interesse, foi sugado para uma outra esfera, em que não havia nada além do escrutínio de algumas lembranças que faziam com que ele sentisse ausência, bem ali, em seu estômago, já que era no estômago que ele sentia a maioria das coisas. O estômago agora estava cheio daquela sensação que apenas a angústia e a brisa matinal causam nas pessoas - um frio inacreditável que lhe gelava os ossos, apesar da claridade do sol. Pensou em sua mãe, em Bruno, em amizades para as quais não encontrava mais tempo ou sentido, na situação precária de suas contas - se nada realmente importa, por que sua situação era tão opressiva?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era inescapável, entretanto: estava ali, num quarto, e alguém o chamara de "meu bonitinho", alguém que, como ele, apegava-se a algumas migalhas de um sub-amor qualquer, infinitamente opaco, para dar algum sentido a esta agitação que o senso comum chama de vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao pensar nisso, tudo pareceu-lhe patético. Os abraços, o suor que escorria e os beijos não seriam capazes de tanto. O quarto era barato; dois pedaços do mosaico de espelhos do teto haviam caído. Pensou que um pudesse cair e enterrar-se-lhe diretamente na garganta e seria o fim de tudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As paredes azuis estavam cheias de bolhas, e a tinta caía dias após dia. Havia mofo e a sensação era de o planeta todo cheirava a vinagre, irremediavelmente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ritmo acentuara-se. O espelho. A garganta. Que a cortasse sem dó, pois já era inútil - fazia anos que não produzia um som qualquer que fosse genuinamente forte, pungente. Havia a morte da alma; havia a rouquidão perene.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pensou no trabalho - os músculos retesaram-se; gemeu de modo insincero, pois ainda lhe sobrava, teimosa, alguma generosidade. Por que era mesmo que se sujeitava a algo assim?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma das mãos encontrou outra e os dedos entrelaçaram-se. A maldita empregada não virá amanhã; há reunião de pais na escola de sua filha. As pessoas têm filhos tão inadvertidamente... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"Meu bonitinho"... "Meu"... "bonitinho"... Era para rir. Quem, em sã consciência, diria algo assim - assim, inadvertidamente? Uma mão pousou em sua nuca, firme, trouxe sua cabeça para frente. "Bonitinho"... Era invasivo, carinhosamente invasivo, e era a transgressão do pacto, afinal, não era de comum acordo que estavam ali comungando de um mesmo vazio?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Que viesse um terremoto, um cataclisma, que uma lâmina de espelho os transpassasse. Inundação, desmoronamento... Nada importava e nada seria inédito, pois, fatalmente, já ocorrera antes, sem maiores conseqüências. A cabeça do mais alto, cansada de mentar, pensava, pensava. Dividiriam, afinal, a conta?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Contraiu as sobrancelhas e buscou apoio. A pele úmida grudava no corino.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Caíram ambos exaustos, insatisfeitos, lado a lado. Eram grãos-mestres da maçonaria dos que estão em posição de irrevogável, ainda que vacilante, temosia - condição permanente de muitos de nós.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sentiam ambos a vontade de escapar um do outro, eles que haviam se buscado com tanta sede. Uma lágrima no banho, o estômago inevitavelmente vazio, todo ocupado pelo vácuo. Estava, o mais alto, cheio do nada, que o torturava de modo incansável já havia dias. Arfava.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em minutos, saíram. Um beijo ritual selou aquele encontro de duas almas, cada qual um centro de gravidade da solidão irrevogável.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;--Me deixe na esquina. Desça essa rua e vire à esquerda. Sabe ir para casa saindo da Av. do Estado?...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-5358930526048549251?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/5358930526048549251/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=5358930526048549251&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/5358930526048549251'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/5358930526048549251'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2007/11/busca.html' title='A busca'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-5642279276041613301</id><published>2007-10-13T22:06:00.000-03:00</published><updated>2007-10-14T17:04:14.478-02:00</updated><title type='text'>Sobre o cinza e o azul</title><content type='html'>Com a ponta dos dedos, num movimento vigoroso, penteou as sobrancelhas de pêlos negros longos que encimavam os olhos, que agora eram baços e inexpressivos. A boca grande não mostrava os dentes, já que não havia traço de felicidade algum ali que não tivesse sido sobrepujado pelo fundo vazio que se instalara em seu estômago - vazio, apesar das esfihas.&lt;br /&gt;A conversa partia apenas dos outros e assemelhavam-se muito mais a tentativas dos seres humanos de não se verem infinitamente sozinhos dentro de um mundo opressor. Era como se passassem em frente à casa e tocassem a campainha, apenas para que houvesse a certeza de que o vizinho teimava em viver e que a solidão ainda não chegara.&lt;br /&gt;Era enganar-se demais, entretanto, imaginar que não chegaria. Sabia disso e tentava aguardar sem sofrimentos e da melhor forma que pudesse.&lt;br /&gt;O ar quente que o envolvia - era primavera e fazia, impiedosamente, 32ºC - deixava-o cansado e inerte como um hipopótamo sob o sol - analogia lícita apenas enquanto existirem hipopótamos - princípio universal de fugacidade.&lt;br /&gt;Eram monótonos os estímulos que tinha ali. Seus olhos castanhos e a pele branca estavam embotados. É verdade: seu coração não atrofiara, mas a sua estática realidade não era capaz de lhe proporcionar qualquer daquelas emoções raras que jazem nos interstícios da matéria quotidiana da qual ora nos destacamos e ora somos apenas bairro feito tijolo feito muro. Mais um muro.&lt;br /&gt;Não via nenhum encanto na alegria difícil da solidão, pois não a conseguia extrair. Além disso, uma vez ele lêra que esta tal alegria difícil existia e acreditou chorando, pois é isso que sobra quando não há saída alguma.&lt;br /&gt;Saiu por aí. Por vezes, viu algo que lhe alegrou o coração e elevou o espírito.&lt;br /&gt;Muitas outras vezes, saiu na rua e observou o cinza. E caminhou no vento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-5642279276041613301?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/5642279276041613301/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=5642279276041613301&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/5642279276041613301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/5642279276041613301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2007/10/com-ponta-dos-dedos-num-movimento.html' title='Sobre o cinza e o azul'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-796941979504038288</id><published>2007-05-20T23:46:00.000-03:00</published><updated>2007-05-24T11:00:38.085-03:00</updated><title type='text'>De Clarices a Solanges ou a vida amorosa de um transeunte</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Só se pode viver perto de outro, e conhecer outra pessoa, sem perigo de ódio, se a gente tem amor. &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;em&gt;Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(In: ROSA, Guimarães&lt;em&gt;. Grande Sertão: Veredas&lt;/em&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um dia, a tarde caiu e quebrou-se em mil pedaços, invadindo tudo. Não havia mais jeito: irrevogavelmente, o guerreiro estava prostrado, arquejando em meio a cacos negros de um vitral que já era a noite, que só escura porque precede a manhã.&lt;br /&gt;Ali entendeu que não havia como fugir - seus trezentos anos de viagens em terra, mar e água se faziam sentir. As juntas cansadas o obrigavam a se escorar. Seu cavalo morrera e a armadura há muito fora abandonada para que pudesse prosseguir viagem. Estava honestamente nu pela primeira vez, e examinava seu próprio corpo como se este lhe fosse estranho e providencialmente vislumbrado pela primeira vez. Desejou morrer onde havia nascido, e o lugar chamava-se solidão. As pernas já não suportavam o peso das cicatrizes acumuladas ao longo de tantas batalhas sem propósito algum. Era um cavaleiro solitário e triste.&lt;br /&gt;Soprou um vento frio, e ele abraçou seus joelhos sob a chuva, que teimosamente caía em maio.&lt;br /&gt;Adormeceu na relva que lhe tornava a aspereza do chão mais suportável, mas não descansou em paz: por trás dos olhos, via aqueles que o encontrariam indefeso e lhe riscariam de espada mais uma vez o já chagado peito.&lt;br /&gt;Acordou com os olhos vidrados, suor pelo corpo. Sem o consolo de ser tudo um sonho ruim, tinha a testa franzida e os olhos do indigente que se tornara. Cedo ou tarde chegariam.&lt;br /&gt;A manhã seguinte não teve luz nem sol ou brisa - espada apontada para seu ventre de crente. Morrera o guerreiro!&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Enterrado pela boa população do local, não mais suportava a dor que precede a morte que precede o renascimento - pois é sabido que é morrendo que se vive. A vida não passa de uma sucessão de mortes.&lt;br /&gt;Cento e cinqüenta anos depois, tudo já decomposto: sobre seu túmulo, antieuclidiana, nascia uma orquídea. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-796941979504038288?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/796941979504038288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=796941979504038288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/796941979504038288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/796941979504038288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2007/05/entre-antonios-e-clarices.html' title='De Clarices a Solanges ou a vida amorosa de um transeunte'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-6688851987913599161</id><published>2007-04-20T00:08:00.000-03:00</published><updated>2007-04-20T00:52:31.763-03:00</updated><title type='text'>Da gênese de um homem</title><content type='html'>Havia então um descompasso injustificado, uma quebra na dinâmica dos humores intersticiais de um organismo que se presumia vivo. E talvez estivesse vivo, já que pulsava.&lt;br /&gt;O estômago já não estava cheio de poesia; parecia, no lugar, abrigar a crescente culpa da inércia e a raiva do enfado. Mas pulsava.&lt;br /&gt;O pescoço, apesar dos protestos, ainda sustentava a cabeça fatigada pelos pseudo-problemas - a aceitação de que as coisas simples e cruelmente são, independentemente do desejável, do crível ou do moral, parecia insuportável. Um pseudo-problema ainda é um problema. Pulso.&lt;br /&gt;Vários conjuntos a um tempo unitários e incompletos continuavam bailando indefinidamente numa roda. Gira, gira, gira - teimosamente, pulsa. Tudo é sincopado sob o céu de chumbo inalterável - ritmo da vida, indefinidamente.&lt;br /&gt;Tristeza. Um estíolo cortado, corola desfeita, murcha e sem viço.&lt;br /&gt;É a arritmia e a apnéia - parada cardio-respiratória.&lt;br /&gt;Injeção de adrenalina no fatigado miocárdio.&lt;br /&gt;Nasce um quase-vivo.&lt;br /&gt;Ele vem de terno e gravata. Em seu bolso, o espírito domado, camisinhas e uma fatura de cartão de crédito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-6688851987913599161?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/6688851987913599161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=6688851987913599161&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/6688851987913599161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/6688851987913599161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2007/04/da-gnese-de-um-homem.html' title='Da gênese de um homem'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-1201715373451492388</id><published>2007-03-14T10:01:00.000-03:00</published><updated>2007-03-15T08:21:09.201-03:00</updated><title type='text'>Mal do mundo nº 2</title><content type='html'>Não o culpo por sorrir pouco, pois é sabido que seu sorriso é feio, borrado, coberto da ferrugem que se acumula sobre os homens com o decorrer dos anos. Ferrugem também em seu corpo de ombros sempre curvos, e pernas e braços cruzados, em esforço para ocupar sempre tão pouco espaço quanto possível. Aparência doente. Decididamente, gado nômade na Somália.&lt;br /&gt;Os olhos, egípcios e sempre observadores, desenhados a lápis, são duros e contradizem sua ternura inerente, tornando-se irremediavelmente torpes, com expressão pouco saudável - ar oprimido, de recalque - necessidade de sobreviver?&lt;br /&gt;Por feio e pela feiúra, não consegue escape nem mesmo em sua inocuidade: dentro, a vida pulsa insistentemente e, não fossem as limitações impostas, viria aos borbotões, inundando tudo, arrastando as casas, os carros, a iluminação pública, lavando definitivamente o azinhavre que despoja o cobre de sua cor avermelhada, enlace de metal e sangue vivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-1201715373451492388?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/1201715373451492388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=1201715373451492388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/1201715373451492388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/1201715373451492388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2007/03/mal-do-mundo-n-2.html' title='Mal do mundo nº 2'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-116681455275300784</id><published>2006-12-22T17:03:00.000-02:00</published><updated>2006-12-26T23:49:44.343-02:00</updated><title type='text'>Por onde ando (epifania ao som de Weezer)</title><content type='html'>Sinto que algo de errado está crescendo. Há um descompasso qualquer perturbando a ordem das coisas. Numa dessas noites abafadas, encarnei as características humanas mais repugnantes e fui hipócrita, pois as neguei com vontade de salvar minha pele. Persiste a preocupação com a opinião alheia, talvez mais forte que nunca. Houve o momento epifânico, e ele veio sem aviso. Prostrado, arquejei em desespero por ter finalmente conhecido a verdade a respeito do que de fato sou.&lt;br /&gt;O grande afresco, todo colorido, havia finalmente desbotado e perdido a força conforme as lascas de sua tinta caíam ao chão e eram varridas por alguma serviçal indolente. Três mil anos de apagamento condensados em um segundo. Tudo o que sobrou foi a imagem tímida da decadência do que fora construído pelo homem, mas que perdeu o frescor ao longo do tempo, ícone da decadência de um império ou da falência de um mecenato iletrado.&lt;br /&gt;A idéia de liberdade de então não vem senão como uma mentira, que se tenta justificar através das idéias de diferenças entre os humanos e na profusão de quadros explicativos da axiologia, todos elaborados às pressas, em desespero e fundados em algo que se quer crível.&lt;br /&gt;Mesmo um projeto falido de puro alargamento do próprio &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; parece mais profícuo que o atual, e causa a inveja de uma vida mais feliz, pautada por um ideal bonito e que parece render frutos a princípio, ainda que se saiba utópico no fundo de mim e de meu irmão.&lt;br /&gt;Sei que me afasto de meus amigos, pois nunca soube como tratá-los. Que minha presunção não os tenha atingido com força.&lt;br /&gt;Falta algo que não posso pedir a ninguém, algo que não deveria faltar e que falta e é o mal do mundo. Contaminei-me. Contaminei-me ou teria sempre sido assim e sido incapaz de perceber o que gritava em minha frente. Agora eu vejo com clareza a precariedade em que estou imerso e da qual não sei se é possível fugir. Talvez fugir não seja a escolha certa. No fundo, talvez não passe de um doloroso processo de aprendizagem, como tem sido sempre para aqueles cuja alma não se recusa a ver a verdade do mundo todo caótico em si e ordenado pelo pretensioso intelecto humano.&lt;br /&gt;Não sei qual a saída para tudo isso. Só sei que vejo a solidão como realidade inescapável e dolorosa, até mesmo para aqueles que melhor fingem. Não se enganem: com o tempo, de nota em nota, percebo a realidade sem sol e estéril que os circunda e faz chorar quando estão sozinhos, estado primeiro e renegado dos homens.&lt;br /&gt;Regida pelo acaso, a vida não passa do próprio acaso em movimento, se dobrando e desdobrando, criando a ilusão de sentido em cada uma dessas sobreposições que não se devem a nada além de mera sorte — um poro apenas, entupido, inflama-se sem que se levante qualquer dúvida a respeito do motivo de ser aquele o poro escolhido.&lt;br /&gt;Grite, corte-se, mude o &lt;em&gt;nickname&lt;/em&gt; do MSN, afete indiferença. No fim, é o que nos resta para construir a ilusão de que podemos, nem que por um átimo, estar de fato de mãos dadas com alguém, em grande celebração da plena comunhão de dois vazios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-116681455275300784?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/116681455275300784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=116681455275300784&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/116681455275300784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/116681455275300784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2006/12/por-onde-ando-epifania-ao-som-de.html' title='Por onde ando (epifania ao som de Weezer)'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-116537709784116768</id><published>2006-12-06T01:19:00.000-02:00</published><updated>2006-12-06T18:44:23.830-02:00</updated><title type='text'>Sobre apego e desespero</title><content type='html'>Não seja estúpido. Não confie em mim, pois não serei capaz de modificar coisa alguma. Não serei eu o que revolucionará qualquer coisa ou inventará uma sociedade alternativa.&lt;br /&gt;Não confie em si também e nem na humanidade.&lt;br /&gt;Não seja estúpido.&lt;br /&gt;Seus credores o acompanham e você, cada vez mais arrochado, não se dará conta de que cada vez trabalha mais e que está cada vez mais espremido entre as engrenagens que fazem a sociedade andar. É difícil sair da casa de sua mãe e falta o dinheiro e a perspectiva de crescer em uma país que sofre de severa gastroenterocolite social. Produz-se cada vez mais comida e, assim, é natural que ela barateie. Ainda há a inanição, entretanto. Laptops cada vez mais baratos e MP4: trabalho e lazer cada vez mais portáteis, para que se possa  aproveitar os congestionamentos de 4h que caracterizam dias de chuva dentro dos coletivos da cidade. Isso mesmo: tiram-nos cada vez mais sangue.&lt;br /&gt;E temos sonhos aos quais nos agarramos em total desespero frente ao presente, em face dos últimos acontecimentos.&lt;br /&gt;Para isso, vende-se até mesmo o Peugeot.&lt;br /&gt;Tanto esforço, tanta luta.&lt;br /&gt;Cavar com as mãos o solo argiloso do mangue é contraproducente, pois a lama volta a se depositar, não interessa quantas vezes se sulque a terra.&lt;br /&gt;Contraproducente e desesperado.&lt;br /&gt;Sonhos são capazes de turvar a realidade e de criar necessidades de busca incessante por algo que não é sequer tátil, lógico ou lucrativo.&lt;br /&gt;Por um raio de esperança, atira-se uma vida ao lixo e desdenha-se o presente que é sofrido mas está em progressão.&lt;br /&gt;Nada mais triste do que a esperaça falsa da busca da salvação da vida em uma empreitada já perdida.&lt;br /&gt;No mangue barrento e sujo, o máximo que se acha são caranguejos, que podem ser vendidos ao longo das estradas. 10 por 2 reais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-116537709784116768?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/116537709784116768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=116537709784116768&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/116537709784116768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/116537709784116768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2006/12/sobre-apego-e-desespero.html' title='Sobre apego e desespero'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-116494397467222486</id><published>2006-12-01T00:52:00.000-02:00</published><updated>2006-12-03T16:26:12.046-02:00</updated><title type='text'>A mais-valia do nada</title><content type='html'>Belisque-se e sinta a dor que prova que você está vivo e respira.&lt;br /&gt;Corte-se, veja o sangue correr. Lamba-o, sinta o seu sabor todo protéico, gosto da vida.&lt;br /&gt;Sim, você está vivo e respira.&lt;br /&gt;E nada além disso: alguns aglomerados de átomos.&lt;br /&gt;A vida não é injusta, mas precária. Falam da vida como se ela fosse cheia de armadilhas e estratagemas: as pessoas só têm derrames para aprender que são mortais, só tem câncer para que aprendam que não devem fumar.&lt;br /&gt;Buscar um objetivo transcendente na vida é a grande mais-valia de um planeta que só é possui nome porque possui temperatura adequada e água, condições indispensáveis à formação de coacervados.&lt;br /&gt;E a vida humana tem o valor de qualquer vida, com a diferença que os humanos insistem em buscar aconchego no colo dos santos e de achar que sua presença neste mundo deve-se a algo além da pura coincidência, afinidade de moléculas e descargas elétricas.&lt;br /&gt;Buscar ordem nisso não é mais do que exigir algo que não se possui. Não há destino, não há proposta. Um dia, fomos apenas carbono e a ele acabamos voltando sempre, sempre.&lt;br /&gt;Sem dúvidas.&lt;br /&gt;Viver é muito perigoso, mas não há nada nem ninguém que se importe com isso além daqueles que correm o perigo da mais-valia que é a vida. Não se engane: a não ser pelos choques e explosões de corpos celestes, o céu é todo ermo e silencioso. Deserto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-116494397467222486?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/116494397467222486/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=116494397467222486&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/116494397467222486'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/116494397467222486'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2006/12/mais-valia-do-nada.html' title='A mais-valia do nada'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-115484149297712141</id><published>2006-08-06T01:22:00.000-03:00</published><updated>2006-08-06T02:18:13.496-03:00</updated><title type='text'>Sobre o mundo-cão e a inadequação</title><content type='html'>Já não é a primeira vez que escrevo aqui sobre o mundo-cão moderno que nos absorve, desumaniza, suga, põe de joelhos e faz chorar.&lt;br /&gt;É óbvio que não há vida humana em sociedade sem o trabalho, sem essa cooperação mágica entre os seres, que é, somada à inteligência, o que nos permite abandonar as cavernas, a vida nômade, a carne sem sal. Mas é óbvio também que ao ser humano, posta sua racionalidade, não é suficiente ter o dia para o trabalho e a noite para dormir. Seres humanos têm sede de experiência, e as melhores coisas do mundo provavelmente foram criadas em momentos de extrema necessidade ou de lento tédio viscoso.&lt;br /&gt;Mas há momentos em que não dispomos nem da possibilidade do tédio, porque já não há sequer o dia para o trabalho e a noite para o descanso. Porque descansar é perda de tempo, é claro. O tempo custa caro e as coisas devem ter utilidade: cabeça para usar boné. Um professor de minha mãe costumava brincar com os alunos que alegavam falta de tempo. Segundo ele, o certo é dormir no ônibus, a caminho de casa. Da meia-noite às 6h da manhã, estuda-se.&lt;br /&gt;A piadinha, em contexto adequado, pode até guardar alguma comicidade. Mas o fato é que parece consistir em uma definição das piadas o fato de elas possuírem sempre uma bunda feia. Podem ser sobre racismo, discriminação, machismo, atos imorais, estereótipos equivocados etc. Nesse caso, a piada decalca um pouco do que acontece aos seres humanos que mal saem da adolescência e já são espremidos entre as engrenagens do capitalismo, que não exige deles nada além do que se pode dar. E eles dão a vida.&lt;br /&gt;Como havia dito, nenhuma sociedade sobrevive sem o trabalho. Disso até vespas e formigas sabem. Importante notar que vespas e formigas não possuem consciência; possuem a inteligência de um motor de Fusca: trabalham e isso é em que consiste suas vidas. Garantir-lhes a sobrevivência é o suficiente. Vivem porque vivem, nada além.&lt;br /&gt;Aos homens, não basta respirar.&lt;br /&gt;O próprio caráter racional do ser humano quase implica insatisfação: sobreviver já não é o suficiente. Comida não basta: pedimos sashimi apenas de salmão, afinal atum é menos saboroso. Cria-se, portanto, uma tensão entre a natureza, que não tem nada de projetado para abrigar seres racionais que necessitam de eletroeletrônicos, e os seres humanos, que não se contentam de comer carne de caça crua.&lt;br /&gt;Desprezar o atum é procurar um sentido para a vida, e o hedonismo parece ser a manifestação primeira da racionalidade humana.&lt;br /&gt;Entretanto, parece ser cada vez mais difícil evitar que a tensão entre a natureza e o ser humano torne insuportável a vivência humana, já que o ser humano não pertence a esse mundo e está sempre e irremediavelmente deslocado. A falta de espaço para a vida parece então nos arrastar para um lugar que já é pequeno para nos abrigar: a vida que é antes de tudo primal, que não é a vida humana, mas é a vida pré-humana e, portanto, insuficiente e friíssima.&lt;br /&gt;Quanto a quem não é gado, que seja dada a má notícia: não há espaço aqui. É necessário voar para longe, espaço afora. Nas idéias, na morte, no inferno. Tudo parece mais confortável que esse mundo que não alimenta nada além da nossa capacidade de apertar parafusos dia após dia, até sempre.&lt;br /&gt;Em relação a quem acredita que vai conseguir cavar espaço nesse mundo, devo dizer que admiro a vossa força e coragem de viver.&lt;br /&gt;No fim de tudo, não resta mesmo muita escolha além do suicídio ou da resignação.&lt;br /&gt;Depois ainda dizem que somos livres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-115484149297712141?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/115484149297712141/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=115484149297712141&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/115484149297712141'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/115484149297712141'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2006/08/sobre-o-mundo-co-e-inadequao.html' title='Sobre o mundo-cão e a inadequação'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-115396343964727749</id><published>2006-07-26T22:10:00.000-03:00</published><updated>2006-07-26T22:39:42.083-03:00</updated><title type='text'>Por que menos, não é mesmo?</title><content type='html'>Descrever-se é uma agressão. Não passa de esforço bobo e pouco profícuo: coloca-se nome nas coisas e pronto: a realidade é retorcida pela profusão de semas e ficamos mais distantes do Deus. E o Deus não é transcendente -- o Deus somos nós e nós somos tudo, porque "nós" em si já é um tipo de mais-valia.&lt;br /&gt;Arrisco-me:&lt;br /&gt;Sou como todos nós: eu também grito e preciso de alguém que ouça. Um grito não ouvido nunca existiu, e assim criamos suicidas mudos.&lt;br /&gt;Não sou um suicida, mas só porque tenho a quem agradecer de joelhos. E eu gosto muito, gosto muitíssimo.&lt;br /&gt;Amém, obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juro que estou tentando chegar àquela humildade difícil que tem quem é de fato humilde. Não é fácil e o modo como me comporto é a prova disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"I am the biggest hypocrite&lt;br /&gt;I've been undeniably jealous&lt;br /&gt;I have been loud and pretentious&lt;br /&gt;I have been utterly threatened&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I've gotten candy for my self-interest&lt;br /&gt;The sexy treadmill capitalist&lt;br /&gt;Heaven forbid I be criticized&lt;br /&gt;Heaven forbid I be ignored&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I have abused my power&lt;br /&gt;forgive me".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Colocar letras de música ainda me vem a contragosto. Ainda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-115396343964727749?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/115396343964727749/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=115396343964727749&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/115396343964727749'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/115396343964727749'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2006/07/por-que-menos-no-mesmo.html' title='Por que menos, não é mesmo?'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-115266183472681427</id><published>2006-07-11T19:52:00.000-03:00</published><updated>2006-07-11T20:50:34.766-03:00</updated><title type='text'>Trazido pelo ócio</title><content type='html'>Quis escrever cartas, mas nem sei a quem.&lt;br /&gt;O impulso é forte e quase instintivo: queria um leitor que me fosse antes de tudo afetuoso e paciente, que não se importasse se a carta em si é desimportante e lhe tenha ainda assim tomado tempo.&lt;br /&gt;E não há o que dizer; não há sequer motivo para carta alguma.&lt;br /&gt;Antes, há o direito e a necessidade de grito, e talvez o grito só exista se alguém o escutar.&lt;br /&gt;E há a necessidade primal: a carta, sem para onde ou a quem e sem o quê, como boi que urra se tangido a ferro.&lt;br /&gt;Para que serve seu urro se ninguém lhe socorrerá? Do mesmo modo, temos a carta, que não é uma carta de suicida. Suicidas escrevem cartas por motivos outros. Têm sorte; já usufruiram demais dos seus direitos, mas não acharam quem lhes ouvisse o urro.&lt;br /&gt;Depois de tudo silenciado, não há silêncio; há urros.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-115266183472681427?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/115266183472681427/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=115266183472681427&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/115266183472681427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/115266183472681427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2006/07/trazido-pelo-cio.html' title='Trazido pelo ócio'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-114869944146007971</id><published>2006-05-26T23:23:00.000-03:00</published><updated>2006-05-27T00:47:42.276-03:00</updated><title type='text'>Sobre recalque, inveja e Poppi</title><content type='html'>Não sei o que e nem sei como, mas sei que sinto um oco aqui.&lt;br /&gt;Sei também que não queria senti-lo. Inveja mesquinha, falta de surra.&lt;br /&gt;Opressão no peito e tendência a pensar que a minha vida é um saco.&lt;br /&gt;E deve ser. Eu mesmo sou chato.&lt;br /&gt;Chato de galocha, capa e guarda-chuva.&lt;br /&gt;Encaremos isso: não se pode deixar o passado de lado, sem lhe atribuir nenhum valor. Somos frutos do que vivemos e nenhum momento é igual ao anterior, já que vivemos cada um que passa acumulando a experiência dos momentos antecendentes.&lt;br /&gt;E esse é o princípio da música, da língua, da loucura e de tudo o que é linear.&lt;br /&gt;Por isso que escutamos Tchakabum, ouvimos o Maluf e aturamos... e aturamos o Maluf.&lt;br /&gt;Vidinha. E há os que riem de tudo. Bando de bestas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-114869944146007971?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/114869944146007971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=114869944146007971&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/114869944146007971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/114869944146007971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2006/05/sobre-recalque-inveja-e-poppi.html' title='Sobre recalque, inveja e Poppi'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-114740718067407488</id><published>2006-05-12T00:49:00.000-03:00</published><updated>2006-05-12T01:28:00.896-03:00</updated><title type='text'>Providência</title><content type='html'>Era uma vez uma menininha.&lt;br /&gt;Uma menininha tonta. Dedicava-se à dança e achava que era a única coisa no mundo para a qual ela levava jeito.&lt;br /&gt;Não obstante, tinha duas pernas esquerdas. O querer às vezes fica a uma distância intransponível do poder.&lt;br /&gt;Provavelmente, ela era a única que não se dava conta de que não prestava para nada.&lt;br /&gt;A carreira nunca deslanchou. Ela nunca conseguiu nenhuma colocação em espetáculo algum.&lt;br /&gt;Certo dia, rolou escada abaixo na estação Anhangabaú.&lt;br /&gt;Ficou gessada por 3 meses e nunca mais pôde dançar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada mais triste do que escrever depois que a raiva já passou. Nada parece tão boa idéia depois que chega a calma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-114740718067407488?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/114740718067407488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=114740718067407488&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/114740718067407488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/114740718067407488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2006/05/providncia.html' title='Providência'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-114641091901365354</id><published>2006-04-30T12:07:00.000-03:00</published><updated>2006-04-30T16:34:08.663-03:00</updated><title type='text'>Hedonismo e carência (o retorno)</title><content type='html'>Esse negócio de &lt;em&gt;ficar&lt;/em&gt; é ótimo mesmo. Você pode ter absolutamente todos os prazeres lascivos que antes dependiam de namoro sério ou casamento em uma noite, com uma pessoa de quem você não sabe o nome, não faz questão nenhuma de saber e para quem provavelmente você não ligará no dia seguinte.&lt;br /&gt;As pessoas saem e vão para as baladas -- porque balada é de fato a melhor coisa do mundo. Os jovens adoram; sentem-se quase impelidos a irem sempre, o maior número de vezes por semana possível. O ambiente é agradável: muita fumaça de cigarro, gelo seco, música, bebida, bêbados, gente vomitando pelos banheiros, pessoas querendo fornicar por todo canto. É estranho que um jovem não queira ir a um lugar assim para escutar as músicas de que todos gostam e de que todos têm de gostar para  agir do modo que todos agem e que todos devem agir.&lt;br /&gt;Bom, aí vem o &lt;em&gt;ficar&lt;/em&gt;, que também é comportamento que todos devem ter. Devem ter porque é ótimo não ter compromisso com ninguém e não correr o risco de simplesmente enjoar da pessoa com quem você está. Se você está com alguém e já não mais quer estar, você já não está mais. Simples assim. Sentimentos não são envolvidos. É um festim em honra do hedonismo.&lt;br /&gt;E o que não é hedonista hoje em dia, não é mesmo? (Hedonista no pior sentido, é claro.)&lt;br /&gt;E, claro: há os que não se encaixam tão bem nessa lógica do não compromisso.&lt;br /&gt;Esses vagarão cada vez mais sensibilizados e machucados. Maltratados pela vida e pelas desilusões, cada vez mais serão doentes de car~encia e idealizarão relações ideais como o remédio para os seus problemas. Serão ciumentos e possessivos, apaixonar-se-ão sempre e em pouco tempo. O desprezível &lt;em&gt;eu te amo&lt;/em&gt; em segundo encontro, que levanta desconfiança e causa impressão de doença.&lt;br /&gt;Bem isso mesmo: coisa de doente.&lt;br /&gt;Não que seja menos doente quem se encaixa no padrão do cabelinho-com-gel porque acha que deve usar cabelinho com gel.&lt;br /&gt;E são, quem é?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-114641091901365354?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/114641091901365354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=114641091901365354&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/114641091901365354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/114641091901365354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2006/04/hedonismo-e-carncia-o-retorno.html' title='Hedonismo e carência (o retorno)'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-113944464512235831</id><published>2006-02-08T21:50:00.000-02:00</published><updated>2006-02-08T22:36:29.493-02:00</updated><title type='text'>Mais da mesma ladainha de sempre</title><content type='html'>Estou melancólico e não qualifico este fato com outro adjetivo que não &lt;em&gt;previsível&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Eu já supunha que eventualmente ficaria assim no fim (ou quase-fim) de tudo. Agora resta indefinição e outro surto de autodepreciação profunda.&lt;br /&gt;Provavemente não devesse estar escrevendo, já que não me considero capaz de fazê-lo decentemente ao menos por hoje.&lt;br /&gt;Não devia ter relido as redações que eu fiz no cursinho. Eu era mais feliz antes de saber que era pretensioso e... E hipócrita!&lt;br /&gt;Provavelmente mais hipócrita do que os outros hipócritas que eu conheço, visto que acredito piamente que eles não têm ciência de que o são. Eu tenho plena ciência e isso, em alguns casos, só denigre o caráter de alguém.&lt;br /&gt;Para sempre estaremos fadados ao eterno baile de máscaras, cada um escolhendo a cada dia a que melhor lhe cabe, serve e seduz.&lt;br /&gt;Meu egoísmo é comum e até natural no ser humano, mas nem por isso menos repugnante e pernicioso para os sentmentos dos outros.&lt;br /&gt;Maldita cabeça que insiste em funcionar com ideais de utopia.&lt;br /&gt;Tenho que me acostumar com o fato de que o mundo jamais se converterá em uma "nuvem rosa" e que nenhum de nós é mais que um misto de Coração Gelado com Amor Sem fim.&lt;br /&gt;Humpft...&lt;br /&gt;Objetivo do ano: aprender a usar com responsabilidade o botão do foda-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-113944464512235831?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/113944464512235831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=113944464512235831&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/113944464512235831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/113944464512235831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2006/02/mais-da-mesma-ladainha-de-sempre.html' title='Mais da mesma ladainha de sempre'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-113850551504332680</id><published>2006-01-29T01:21:00.000-02:00</published><updated>2006-01-29T01:31:55.056-02:00</updated><title type='text'>Sobre o amor</title><content type='html'>Desde sempre falamos sobre o amor.&lt;br /&gt;Falamos, discutimos e nos submetemos a definições que tendem a esbarrar na cafonice.&lt;br /&gt;Há poemas horrendos sobre o amor. Há aquele sentimento meloso e enjoativo que transpira felicidade que mostram na novela. Aquilo é amor?&lt;br /&gt;Chegamos até mesmo a dividir o amor: fraternal, maternal, erótico/romântico &lt;em&gt;et cetera&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Essas divisões são orgânicas? Expressam realmente a realidade? Ou são recortes que implicam uma forma distorcida de ver a questão? Eternas perguntas do nosso mundo.&lt;br /&gt;Amor fraternal e romântico, por exemplo. Qual é a diferença?&lt;br /&gt;Mais que isso: QUAL É A DIFERENÇA, CACETE?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-113850551504332680?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/113850551504332680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=113850551504332680&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/113850551504332680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/113850551504332680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2006/01/sobre-o-amor.html' title='Sobre o amor'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-113781457732138292</id><published>2006-01-21T00:30:00.000-02:00</published><updated>2006-01-21T01:50:27.256-02:00</updated><title type='text'>Sobre o assassinato do maniqueísmo</title><content type='html'>Às vezes tenho a impressão de que existe alguma entidade que organiza o mundo e que é desse modo que se configura nele alguma lógica.&lt;br /&gt;Ainda sou cético, entretanto, visto que há a saída pela tangente: coincidências existem, é claro.&lt;br /&gt;Não vem ao caso se Deus existe aqui. Não desta vez, ao menos.&lt;br /&gt;Só menciono isso porque às vezes eu pareço trombar com o mesmo assunto por diversos canais e de diversas formas em um curto espaço de tempo, como se tudo aquilo tivesse sido concatenado de modo a provocar reflexão.&lt;br /&gt;No caso de que eu pretendo tratar, surpreendentemente, não há minha participação. Eu soube por terceiros do caso. Haverá aqui também uma relativa intertextualidade com um dos posts do Bernado (linkado aí ao lado).&lt;br /&gt;Em ambos os casos -- no que me contaram e no texto do Bernado -- o assunto sobre que se discorreu foi a impossibilidade de conhecermos de modo pleno as pessoas e as decepções e frustrações que isso desencadeia.&lt;br /&gt;Por mais que gostemos de alimentar ilusões, uma coisa é certa: o ser humano tende a nos surpreender sempre que julgamos conhecê-los bem.&lt;br /&gt;Nesse ponto peço a um eventual "quem-ler" que me perdoe. Talvez eu soe enfadonho, exatamente como costumo soar pessoalmente.&lt;br /&gt;Peço desculpas pois discorrerei sobre alguns pontos que provavelmente não interessarão a ninguém além de mim. Dane-se! Você não tem que agüentar. Pode abrir um site de sacanagem antes de temrinar de ler isso e se deleitar cegando seus sentidos com a pornografia.&lt;br /&gt;Ao assunto:&lt;br /&gt;De um tempo para cá, sempre que penso em conhecer com profundidade as pessoas, eu lembro de uma comparação feita pelo Antonio Candido (tão conhecido dos estudantes de teoria literária) entre as personagens de um romance e as pessoas com que convivemos.&lt;br /&gt;Segundo ele, as personagens de um romance tendem, mesmo por uma questão de economia inerente à Literatura, a serem desenhadas em poucos traços, com poucas características bem marcantes e que poderiam, em última análise, resumir a personagem.&lt;br /&gt;Assim, as personagens permitem que um eventual leitor as abarque de modo a sabê-las por inteiro.&lt;br /&gt;Cabe lembrar, entretanto, que os romances têm raiz no pensamento filosófico do século XIX, que propunha um certo mecanicismo e relações de causa e conseqüência que governariam todas (ou quase todas) as instâncias da vida humana.&lt;br /&gt;Nesse sentido, é possível entender que a personagem do romance normalmente tem um comportamento coerente com a sua índole e com as impressões que o autor nos faz ter sobre ela.&lt;br /&gt;Ainda de acordo com o Candido, as pessoas reais não são tão facilmente abarcáveis quanto as personagens de romance. O comportamento humano seria multifacetado, heteróclito e, portanto, inabarcável em seu todo.&lt;br /&gt;Desse ponto de vista, temos aqui os famosos clichês sobre a personalidade: a idéia de que todo mundo possui um lado bom e ruim. Mais até: um lado generoso, um egoísta, um ciumento, um devasso, um sovina, um gentil... A idéia tende ao infinito.&lt;br /&gt;Sendo desse modo, por que ainda nos enganamos achando que conhecemos bem as pessoas?&lt;br /&gt;Talvez seja confortável pensar que o mundo é resumível ao maniqueísmo simplista dos bons &lt;em&gt;versus&lt;/em&gt; os maus.&lt;br /&gt;Nem branco e nem preto. Provavelmente a idéia que nos colocará mais próximos da realidade é de que o que existe, em verdade, são escalas de cinza, na qual os seres humanos transitam com uma variedade absurda de possibilidades.&lt;br /&gt;Sabendo disso, deveríamos estar preparados para qualquer reação dos outros e de nós mesmos, já que causa e conseqüência não conseguem explicar tudo em um mundo real.&lt;br /&gt;Desculpem-me se abusei da paciência ao falar sobre isso.&lt;br /&gt;Só achei que poderia ser útil aos outros como é útil para mim quando me decepciono.&lt;br /&gt;No geral, gosto de pensar que, apesar de todos termos um lado mais sombrio e cheio de características absolutamente desprezíveis, devemos procurar mostrar o lado cheio que qualidades.&lt;br /&gt;Raciocínio utópico.&lt;br /&gt;Vez ou outra, pela vida, teremos de encarar a feiúra das faces que algumas pessoas escondem. Decepção, frustração, sensação de ter sido enganado? Talvez pensar que todos temos um lado ruim e que nós às vezes também somos causadores de decepção possa ajudar a entender que o mundo é muito mais relativo do que pensamos.&lt;br /&gt;Talvez também ajude a entender que a decepção às vezes é causada por um ato falho.&lt;br /&gt;Só não ajuda a entender e nem perdoar as pessoas que parecem não possuir a menor sensibilidade e vontade de melhorar. Estas provavelmente viverão e serão lembradas sempre enquanto um idiota qualquer escrever um post como esse.&lt;br /&gt;No mais, sono. Muito sono.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-113781457732138292?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/113781457732138292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=113781457732138292&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/113781457732138292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/113781457732138292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2006/01/sobre-o-assassinato-do-maniquesmo.html' title='Sobre o assassinato do maniqueísmo'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-113556720910293584</id><published>2005-12-26T00:42:00.000-02:00</published><updated>2005-12-29T00:04:00.693-02:00</updated><title type='text'>Sobre conseguir amarrar sapatos</title><content type='html'>(ao som de Maria Rita - "Recado")&lt;br /&gt;A mim sempre pareceu rasa a ambição dos yuppies.&lt;br /&gt;Jovens que, segundo uma frase que eu li, perdem a saúde para conseguir dinheiro e depois, já velhos, gastam o dinheiro que conquistaram para conseguir sua saúde de volta.&lt;br /&gt;Parece uma percepção acurada para mim. E, ainda que isso me traga imagens terríveis do mundo-cão capitalista em que vivemos, começo a ponderar a respeito da real importância de se manter alheio a tudo isso, de se manter fora dessa lógica do mundo de aplicação absolutamente pragmática.&lt;br /&gt;Em termos objetivos, há diferença? Ou será que todos deveríamos nos empenhar em atividades que passem longe da artes, já que essas não são assenciais, mas supérfluas e próximas ao que um amigo meu chamou de &lt;em&gt;onanismo intelectual&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Sinceramente, não sei. Tenho questionado demais a respeito disso.&lt;br /&gt;Começo dizendo que sempre me pareceu insana a ambição pelo dinheiro. Dinheiro para se manter, para ter status, para viajar, para consumir, para ser alguém, para ser invejado, querido, aceito, louvado, admirado, vítima de macumba e, no limite da análise, para ser feliz. Engana-se quem acha que dinheiro não traz felicidade, visto que é ele quem propicia condições mínimas de sobrevivência e, por tabela, a sobrevivência em si.&lt;br /&gt;Essa corrida pelo dinheiro, pai do mundo atual, sempre me causou certa repulsa.&lt;br /&gt;Peguei-me co inveja de quem possui essa ambição, entretanto. Dói-me, inclusive, admitir que invejo alguém q possui uma ambição tão pouco bonita.&lt;br /&gt;Provavelmente, o que é bonito não é exatamente funcional e funcional é a condição do mundo atual. As coisas têm de possuir função. Cabeça para usar boné!&lt;br /&gt;Em um mundo assim, cada um que defina a sua fuñção. Qual a minha?&lt;br /&gt;Se um belo dia me perguntassem de chofre se o mundo mudaria sem mim, eu não saberia precisar uma resposta. Talvez meus pais sentissem falta, meus amigos. Mas "mundo" é muita gente, gente q nem imagina que eu exista.&lt;br /&gt;Pergunta: o que é sucesso?&lt;br /&gt;Ter dinheiro para poder comprar quem e o quê quiser?&lt;br /&gt;Ter sucesso, prestígio? Caráter? Ser reconhecido?&lt;br /&gt;Ter uma família linda? Fazer sucesso com gente?&lt;br /&gt;Ou ser um ser humano que &lt;strong&gt;é&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;per se&lt;/em&gt; algo infinitamente maior do que o comum, profundo de generosidade, sabedoria, piedade etc?&lt;br /&gt;Provavelmente, no mundo de hoje esse último teria vivido de vender artesanato e, quando da sua morte, teria sido enterrado como indigente no Cemitério da Vila Formosa.&lt;br /&gt;Pessoas profundas provavelmente são incômodas por pensarem demais, não rasas o suficiente para suprir a demanda, incapazes de amarrar os próprios sapatos. Seriam como o albatroz do célebre poema: fadados a caminharem desajeitadamente pelo mundo, já que o ambiente a que pertence é o ar.&lt;br /&gt;Sinto-me um pouco assim. Talvez isso seja um pouco do "gauchismo existencial" que cada um de nós possui, conforme me alertou uma amiga certa vez.&lt;br /&gt;Provavelmente.&lt;br /&gt;Mas isso não resolve minhas questões, sempre tão profundamente egoístas.&lt;br /&gt;Preciso descobrir para que eu estou aqui, já que tudo o que está aqui está porque deve ter uma função.&lt;br /&gt;Não nasci para ser a Madre Teresa, infelizmente. Se tivesse nascido, não estaria me questionando. Provavelmente, sou um yuppie que nega a sua ambição por não se sentir capaz de enfrentar o mund para obter o que deseja.&lt;br /&gt;Infelizmente, ainda não descobri o que eu quero para mim. Não descobri se dinheiro, poder, reconhecimento, prestígio. Só sei que não gostaria de passar sobre ninguém para isso.&lt;br /&gt;Outra constatação: difícil pensar em alguém que tenha se tornado absolutamente notório tendo passado pela vida com uma conduta irreparável. Será mesmo que precisamos nos sujar para conseguir algo?&lt;br /&gt;Será que precisamos conseguir alguma coisa?&lt;br /&gt;Difícil achar que conseguir o que quer que seja passe de uma tentativa humana a dar um significado ou incentivo qualquer ao fato de que nós vivemos e que não há muita escolha a esse respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que só eu vejo um lamento a respeito do movimento yuppie que surge mediante a nossa sociedade materialista nessa música?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Busca Vida&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou sair pra ver o céu&lt;br /&gt;Vou me perder entre as estrelas&lt;br /&gt;Ver daonde nasce o sol&lt;br /&gt;Como se guiam os planetas pelo espaço&lt;br /&gt;Meus passos&lt;br /&gt;Nunca mais serão iguais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for mais veloz que a luz&lt;br /&gt;Então escapo da tristeza&lt;br /&gt;Deixo toda a dor pra trás&lt;br /&gt;Perdida num planeta abandonado&lt;br /&gt;Pelo espaço &lt;br /&gt;E volto sem olhar pra trás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No escuro do céu&lt;br /&gt;Mais longe que o sol&lt;br /&gt;Perdido num planeta abandonado&lt;br /&gt;Pelo espaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ganhou dinheiro&lt;br /&gt;Ele assinou contratos&lt;br /&gt;E comprou um terno&lt;br /&gt;Trocou o carro&lt;br /&gt;E desaprendeu&lt;br /&gt;A caminhar no céu&lt;br /&gt;E foi o princípio do fim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se for mais veloz que a luz&lt;br /&gt;Então escapo da tristeza&lt;br /&gt;Deixo toda a dor pra trás&lt;br /&gt;Perdida num planeta abandonado&lt;br /&gt;Pelo espaço&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-113556720910293584?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/113556720910293584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=113556720910293584&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/113556720910293584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/113556720910293584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/12/sobre-conseguir-amarrar-sapatos.html' title='Sobre conseguir amarrar sapatos'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-113345430562391853</id><published>2005-12-01T13:56:00.000-02:00</published><updated>2005-12-02T00:17:10.313-02:00</updated><title type='text'>Sobre a minha concepção de apocalipse</title><content type='html'>Acabei de fazer a minha matrícula em algumas das disciplinas obrigatórias da faculdade. Estranho como isso me fez pensar muito.&lt;br /&gt;Nesse ano eu tive apenas quatro matérias, que tinham uma exigência de leitura razoavelmente grande. A previsão para o próximo semestre é de seis ou sete matérias.&lt;br /&gt;Além do aumento de matérias, há a possibilidade de que eu volte a trabalhar, provavelmente todos os dias.&lt;br /&gt;Isso traz uma questão interessante: como darei conta satisfatoriamente da faculdade sendo que com quatro matérias e bastante tempo livre isso já era difícil? Repare que eu disse SATISFATORIAMENTE.&lt;br /&gt;Eu sinceramente tenho medo de começar a pensar nisso, uma vez que não gosto de me imaginar de novo à beira da estafa nervosa. O ideal, para mim, seria que ninguém precisasse trabalhar enquanto estuda, exceto em casos em que o trabalho faz parte do aprendizado, como nos estágios de Direito.&lt;br /&gt;Normalmente dizem que o que levamos dessa vida são os momentos felizes, que passamos com pessoas de que gostamos, ou seja, os momentos em que vivemos de fato.&lt;br /&gt;Mas como é possível VIVER sem ter tempo para a vida?&lt;br /&gt;Muitas pessoas em nosso país não têm outra escolha a não ser trabalhar e estudar. Estudo para melhorar o salário, salário para ajudar a família, que não tem condição de se manter sozinha.&lt;br /&gt;Claro, eu tinha de chegar ao ponto de dizer que trabalhamos entregando dia após dia a nossa saúde, alegria e sangue para um sistema corrupto que não permite nem que as pessoas adquiram formação intelectual de modo decente, mesmo se estas pessoas estiverem matriculadas nas melhroes universidades.&lt;br /&gt;Não consigo olhar com outro sentimento que não a angústia para os prognósticos de trabalho mal-remunerado dia após dia. A idéia é repugnante.&lt;br /&gt;Não que eu despreze o trabalho. Na verdade, concordo que ele dignifica o ser humano, como costumam dizer. Mas e quando o trabalho é uma imposição de uma vida que não é justa? E quando é uma imposição que atrapalhará a vida da pessoa que dele depende?&lt;br /&gt;No meu caso, meus pais têm condições de me sustentar. Sorte minha? Por que outros não têm essa sorte? Em que eu sou melhor para merecer isso?&lt;br /&gt;Não, eu não mereço porque não sou melhor, pelo contrário.&lt;br /&gt;Não apenas não sou melhor, como sou muito mais fraco, medroso.&lt;br /&gt;Provavelmente acabarei inserido nessa lógica de esforço vão em direção ao trabalho e a uma colocação na vida. Provavelmente serei infeliz nessa lógica e me sentirei muito sozinho, já que ninguém poderá dividir materialmente essa experiência comigo. Nem materialmente e talvez nem de outro modo, já que estarão todos muito ocupados sendo sugados também, como eu também serei.&lt;br /&gt;Sugados pelo sistema, individualizados e sem tempo para dançar. Sem tempo para o próximo, fadados a relacionamentos vazios, fáticos/fálicos, improdutivos.&lt;br /&gt;Os problemas individuais já não interessarão a nenhum outro e só nos uniríamos para, a mil mãos, compormos um réquiem para a amizade, que já mostra sinais de morte iminente.&lt;br /&gt;Compremos cachorros, eles podem ser nossa única companhia sincera conforme os tempos avançam e começamos a ter mais de 20 anos. Será que daqui para frente é possível existir algo verdadeiramente sincero? Até acho que sim. Uma pena não termos pena para isso.&lt;br /&gt;(Texto ruim e pessimista. Desculpem-me, OK? Eu PRECISEI escrever isso. Já já passa e eu conseguirei raciocinar com mais clareza.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-113345430562391853?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/113345430562391853/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=113345430562391853&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/113345430562391853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/113345430562391853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/12/sobre-minha-concepo-de-apocalipse.html' title='Sobre a minha concepção de apocalipse'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-113249786114414502</id><published>2005-11-20T12:34:00.000-02:00</published><updated>2005-11-20T17:37:55.163-02:00</updated><title type='text'>Retorno?</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Criança&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou &lt;br /&gt;Vou levar &lt;br /&gt;O tempo que for &lt;br /&gt;Vou &lt;br /&gt;Vou levar &lt;br /&gt;Até desvendar caminhos e ver &lt;br /&gt;Como eu chego em você &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou &lt;br /&gt;Vou levar &lt;br /&gt;Até descobrir &lt;br /&gt;Onde está &lt;br /&gt;O mapa da mina &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei (eu sei) &lt;br /&gt;Criança, eu sei &lt;br /&gt;Mas se você disser &lt;br /&gt;Que quer &lt;br /&gt;Eu tô quase lá... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou &lt;br /&gt;Vou levar &lt;br /&gt;O tempo que for &lt;br /&gt;Vou &lt;br /&gt;Vou levar &lt;br /&gt;Até decifrar segredos e ser &lt;br /&gt;O que eu desejo pra você &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou &lt;br /&gt;Vou levar &lt;br /&gt;Até conseguir &lt;br /&gt;Alcançar &lt;br /&gt;A sua inocência &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei (eu sei) &lt;br /&gt;Criança, eu sei &lt;br /&gt;Mas se você disser &lt;br /&gt;Que quer &lt;br /&gt;Eu vou adorar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um produtor musical, numa crítica muito favorável a essa música, disse que ela se trata de uma cantada explícita. Pois que seja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.islapoetica.com.mx/artistas-plasticos/imagenes/frida-04.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px;" src="http://www.islapoetica.com.mx/artistas-plasticos/imagenes/frida-04.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que se sinta sortudo quem conseguir entender que a música acima, com suas reverberações, traz significado potencializado à obra da Frida.&lt;br /&gt;Quem não conseguir entender isso, que aprecie. Quem sabe um dia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-113249786114414502?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/113249786114414502/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=113249786114414502&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/113249786114414502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/113249786114414502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/11/retorno.html' title='Retorno?'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-112967666475070956</id><published>2005-10-18T20:24:00.000-02:00</published><updated>2005-10-18T21:15:46.603-02:00</updated><title type='text'>Surto de autoquestionamento que não vai mudar o mundo nº186</title><content type='html'>Deveria estar estudando, mas, como tem sido praxe, não estou conseguindo concentração para me dedicar aos textos teóricos. Meus trabalhos estão atrasados, as minhas leituras também.&lt;br /&gt;O dia está horrível e não acho ânimo. Escrevi uma carta na sexta-feira e ainda não consegui descer até o Correio.&lt;br /&gt;Pensei que ando um tanto mais idealista ultimamente. Pensando em como o mundo seria melhor no caso de as pessoas serem um pouco mais altruístas.&lt;br /&gt;Ando também me sentindo bastante incomodado quanto à organização social do nosso mundo. Uns têm muito, outros nem o que comer, o que sequer me parece justo.&lt;br /&gt;Voltei a pensar mito na questão do darwinismo social, sobre que discorri há um tempo aqui neste blog.&lt;br /&gt;O fato de estar repetindo o tema torna desnecessário atestar que não acho que ninguém possa ser melhor ou pior do que ninguém. Não acredito e, no entanto, é o dinheiro que cria as oportunidades e as comodidades no nosso mundo. Recuso-me a acreditar que quem não dispõe desse facilitador pecuniário da vida seja pior ou melhor do que quem o possui.&lt;br /&gt;Nada de novidade até então, nunca fiz segredo disso.&lt;br /&gt;Entretanto, estive pensando no motivo de eu me importar tanto com isso e creio que cheguei a algum lugar.&lt;br /&gt;Talvez eu possa dizer que na verdade o ser humano é sempre egoísta de algum modo. O egoísmo, ao que parece, é exatamente a lógica de funcionamento da consciência humana em relação à grande máquina da injustiça estabelecida num mundo sem Deus.&lt;br /&gt;Comecemos por dizer que não gosto de pensar no que farei no futuro e isso porque faço faculdade de Letras. Inevitável que achem que serei professor e, de fato, essa é sempre uma grande possibilidade. Ser professor em um país onde não se valoriza a cultura, a carreira acadêmica, a descoberta científica, a construção de bibliotecas ou mesmo a eliminação do analfabetismo (funcional ou não).&lt;br /&gt;Ser professor em um país assim é quase como assinar um atestado ambíguo, misto de burrice e de resignação quanto ao iminente fracasso em termos de ascenção social, coisa de que provavelmente a maioria de nós gostaria.&lt;br /&gt;Sendo assim, torna-se frustrante saber que provavelmente estarei fadado a catar latas enquanto temos tanta gente tão desonesta e cheia de vícios com contas bastante recheadas em paraísos fiscais caribenhos.&lt;br /&gt;Aqui a questão torna-se pontual: será que o motivo dessa organização social perversa e provavelmente imutável me revoltar se relaciona ao fato de eu ser capaz de me comiserar em relação ao meu próximo? Ou será que se trata mais de algo relativo ao &lt;em&gt;meu&lt;/em&gt; sentimento de frustração em relação a um fracasso que eu tenho em meus horizontes?&lt;br /&gt;Podemos até abrir um pouco mais o leque.&lt;br /&gt;Alimentamos crianças carentes, enviamos mantimentos ao nordeste, damos lugar às grávidas no ônibus. A troco de quê?&lt;br /&gt;Comiseração? Impulso egoísta de apaziguação da consciência tendo em mente a moral absorvida devido à existência dentro de uma determinada cultura que prega isso? Ou mero receio de um julgamento moral pela sociedade?&lt;br /&gt;Ultimamente, a segunda hipótese tem me parecido mais acurada, ainda que ache que não é ela que rege todas as relações humanas. Nem todas, mas várias, tenho certeza.&lt;br /&gt;E é com essa certeza e um juízo negativo em relação a ela que, cada vez mais, creio que o mundo só terá mesmo salvação se todos virem nisso alguma vantagem pessoal. O interesse provavelmente é o que move o mundo, ainda que ele nem sempre seja pecuniário, como normalmente a palavra &lt;em&gt;interesse&lt;/em&gt; nos faz pensar.&lt;br /&gt;Talvez seja uma necessidade de ficar bem com a consciência, com a sociedade, necessidade de prazer em qualquer sentido. Isto é, temos o lado meramente egoísta da consciência e da vida.&lt;br /&gt;Óbvio que não poderia deixar de fazer essas divagações que só me poluem a cabeça e angustiam. Monte de lixo inútil que nunca mudará o mundo. Se esta a sina, aceito com prazer e só pelo prazer, já que me parece mais atraente que estudar tópicos discursivos no momento. Claro, tenho algum interesse nesses textos, como você também deve ter ao ler. Ah, quem-ler, quem-ler... Sempre pensando em si mesmo. Talvez isso seja a única coisa que nos une. Já que não tenho controle de quem acessa aqui, talvez nem de você eu goste. Talvez só goste da sua atenção frente ao que &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; produzi, às .&lt;em&gt;minhas&lt;/em&gt; idéias. Provavelmente aturarei sua opinião sobre o que eu escrevo, mas, provavelmente, apenas se ela for positiva. Parodiando Manuel Bandeira: sou escritor de idéias ruins, perdoai. Perdoai também o certo pessimismo melancólico. Não há dia nublado de ócio que não me deixe assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-112967666475070956?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/112967666475070956/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=112967666475070956&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/112967666475070956'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/112967666475070956'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/10/surto-de-autoquestionamento-que-no-vai.html' title='Surto de autoquestionamento que não vai mudar o mundo nº186'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-112735183405411144</id><published>2005-09-21T21:47:00.000-03:00</published><updated>2005-09-28T17:48:09.560-03:00</updated><title type='text'>Substituição</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Versos íntimos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vês! Ninguém assistiu ao formidável&lt;br /&gt;Enterro de tua última quimera.&lt;br /&gt;Somente a Ingratidão - esta pantera -&lt;br /&gt;Foi tua companheira inseparável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acostuma-te à lama que te espera!&lt;br /&gt;O Homem, que, nesta terra miserável,&lt;br /&gt;Mora, entre feras, sente inevitável&lt;br /&gt;Necessidade de também ser fera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toma um fósforo. Acende teu cigarro!&lt;br /&gt;O beijo, amigo, é a véspera do escarro,&lt;br /&gt;A mão que afaga é a mesma que apedreja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a alguém causa inda pena a tua chaga,&lt;br /&gt;Apedreja essa mão vil que te afaga,&lt;br /&gt;Escarra nessa boca que te beija!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Augusto dos Anjos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma justificativa para o poema a não ser as mesmas que me fazem escutar Kittie: uma profunda raiva sem desculpa de mim mesmo e uma profunda tendência ao enterro das quimeras mais preciosas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-112735183405411144?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/112735183405411144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=112735183405411144&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/112735183405411144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/112735183405411144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/09/substituio.html' title='Substituição'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-112614915498960988</id><published>2005-09-07T23:36:00.000-03:00</published><updated>2005-09-09T11:26:52.373-03:00</updated><title type='text'>Sobre o fim do que nunca existiu</title><content type='html'>Ontem eu escrevi um texto para postar, mas não concluí. Talvez, feitos os devidos ajustes e correções, ele não se mostre ruim. Não farei ajuste algum e não o publicarei pelo menos por enquanto.&lt;br /&gt;Agora não preciso de idéias articuladas, mas de fluxo de idéias quase que bruto (modo quase sempre efetivo de tentar salvar a paz da minha existência).&lt;br /&gt;O texto de ontem era baseado em algumas reflexões que me vem quando estou triste e esta é a única característica que terá em comum com este (pelo menos até onde consigo prever).&lt;br /&gt;Aliás, não é difícil prever aonde irei, posta a minha dificuldade em encontrar coisas originais sobre que escrever aqui. Eu não escolho temas; eles me escolhem. Escolhem mal, devo dizer. E só o digo porque tenho consciência da falta de profundidade das minhas idéias. Se Saussure está mesmo certo (e ele está) e o modo de observação é responsável pela percepção e análise de algo, porque sinto estar indefinidamente perdido nas óticas menos efetivas, nas que tendem ao medíocre?&lt;br /&gt;Sinceramente, nunca houve época em que eu duvidasse tanto das minhas faculdades quanto agora e que me encontro mais exposto. Não neguemos: na adolescência a vida é vida mais rasa e fechada. Aí estamos protegidos de muito do que assola o mundo.&lt;br /&gt;E agora que mal consigo suportar com o estoicismo próprio dos que demonstram mais dignidade que covardia para com a vida mais agressiva?&lt;br /&gt;Chama a atenção a fraqueza que é inerente à apatia. Como condená-la mediante o que não é mutável? Como condenar a apatia mediante algo que ultrapassa infinitamente qualquer um de nós e que é imutável e que é cruel e que é tão definitivo quanto a angústia dos que vivem sob esta tal mancha, cancro da vida que respira, lógica de morrer pela sobrevivência de outrem, lei definitiva da biologia?&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O homem é o lobo do homem&lt;/em&gt;, disse Hobbes. Ou seria a Pitty? Pior é crer que eles estão certos. Nunca o desconforto em relação a isso foi tão grande, nunca me senti tão impotente. Queria a ser fraco a ponto de ser apático, mas  sou um desses hipersensíveis chorões, que são os poucos amaldiçoados por terem o dom de apreender um pouco do que poder-se-ia definir como o fim de todo o equilíbrio que sempre foi, em verdade, inexistente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haverá mesmo algum consolo nisto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Consolo na praia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos, não chores...&lt;br /&gt;A infância está perdida.&lt;br /&gt;A mocidade está perdida.&lt;br /&gt;Mas a vida não se perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro amor passou.&lt;br /&gt;O segundo amor passou.&lt;br /&gt;O terceiro amor passou.&lt;br /&gt;Mas o coração continua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdeste o melhor amigo.&lt;br /&gt;Não tentaste qualquer viagem.&lt;br /&gt;Não possuis casa, navio, terra.&lt;br /&gt;Mas tens um cão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas palavras duras,&lt;br /&gt;em voz mansa, te golpearam.&lt;br /&gt;Nunca, nunca cicatrizam.&lt;br /&gt;Mas, e o humour?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A injustiça não se resolve.&lt;br /&gt;À sombra do mundo errado&lt;br /&gt;murmuraste um protesto tímido.&lt;br /&gt;Mas virão outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo somado, devias&lt;br /&gt;precipitar-te, de vez, nas águas.&lt;br /&gt;Estás nu na areia, no vento...&lt;br /&gt;Dorme, meu filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica aqui um agradecimento à Carol, que me apresentou esse poema, que, rapidamente, tornou-se um dos meus favoritos de todos os tempos. Ainda lamento não poder ter sido lá muito útil no seu trabalho de exegese. Tenho certeza de que ele ficou muito bom, no entanto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-112614915498960988?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/112614915498960988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=112614915498960988&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/112614915498960988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/112614915498960988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/09/sobre-o-fim-do-que-nunca-existiu.html' title='Sobre o fim do que nunca existiu'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-112526902351638939</id><published>2005-08-28T18:58:00.000-03:00</published><updated>2005-08-28T19:43:47.300-03:00</updated><title type='text'>Sem</title><content type='html'>Meu quarto está e escuro e estou sozinho em casa. Só assim mesmo para eu meio que me obrigar a escrever. Se quisesse, teria o que estudar, mas, pela primeira vez desde o início da faculdade, experimentei uma certa aversão a estudar. Não estou estudando de acordo nem mesmo Lingüística, que é a minha matéria predileta.&lt;br /&gt;Este desinteresse talvez deva-se ao estresse e à mudança na minha rotina. Antes eu tinha parazer em ir antes para a faculdade e estudar um pouco lá. Agora eu tenho acordado muito cedo e tenho estado muito cansado. A terça-feira será meu último dia no trabalho e eu ainda não consegui isolar uma razão apenas para sair de lá além do meu desconforto e o tempo precioso de estudo que me roubava. E cansaço, muito cansaço e angústia. Alguns pesadelos, noites mal dormidas.&lt;br /&gt;Para quê tudo isso?&lt;br /&gt;O post anterior já era uma espécie de alerta: eu penso demais sobre tudo o que me circunda, analiso demais, cobro demais e sofro demais por antecipação. Aliás, sofro demais por qualquer coisa e me sinto um verdadeido frouxo. Fraco, torpe e incapaz.&lt;br /&gt;Sinto que devo ter emburrecido muito nos últimos tempos. Parece que tudo está tomando um rumo bom, mas só para os outros. Eu me sinto angustiado e angústia é sentimento de encruzilhada, desses que nos fazem empacar, tal qual o medo.&lt;br /&gt;O medo ainda tem lá sua utilidade, como o nojo. Mas e a angústia?&lt;br /&gt;A angústia nasce, basicamente, de modo não patológico, mediante uma indecisão. Estamos angustiados quando entre a cruz e a espada.&lt;br /&gt;Este era eu. Gostava da dignidade que o trabalho me dava, gostava da idéia do salário. No entanto, abominava o cansaço, as horas perdidas, a falta de descanso, a testa tensa pela preocupação. É preciso força para agüentar a situação e eu preferi livrar-me dela.&lt;br /&gt;Mas isso não seria o mesmo que assinar uma rendição?&lt;br /&gt;Talvez fosse. Quero crer que estou apenas adiando uma experiência que eu cismei em ter prematuramente (exatamente como ocorreu com muitas coisas na minha vida). Quero acreditar que estou certo, que não há mal em não trabalhar para ajudar meus pais (ainda que com quatia irrisória).&lt;br /&gt;Já me senti melhor, mas parece que é mais complicado se sentir bem no mundo real. A impressão que eu tenho é cruel: você dá o sangue, estuda muito, se estressa, perde saúde e cabelos, horas, dias. No fim, sobra o quê? Alguma dignidade senil e isenção de pagamento nos ônibus e trens metropolitanos.&lt;br /&gt;Sei que o trabalho é necessário para desenvolver e dignificar o homem. Mesmo para manter o mundo (caduco) em que vivemos. Balela. Todo mundo sabe muito bem disso. Só não consegui delimitar o meu espaço ainda e tem sido difícil vislumbrar perspectivas favoráveis na atual conjectura.&lt;br /&gt;Queria uma coisa que me desse equilíbrio: trabalho honesto, com salário justo, carga horária racional para permitir estudar. É utópico, eu sei, eu sei, eu sei.&lt;br /&gt;Por isso acho que estou emburrecendo. De uns tempos para cá comecei a penar a respeito do que deveria ser e não do que de fato é. Ou melhor: passei a pensar no utópico ao invés do que, racionalmente falando, algo possa vir a ser. Odeio crer que lido com idealizações porque sei que elas só são possíveis num plano ideal, jamais em um real.&lt;br /&gt;Parace que resolvi descobrir todas as minhas deficiências em uma tacada só. Para que eu tenho algum talento que se destaque a ponto de eu me animar para desenvolvê-lo?&lt;br /&gt;Quando acho que estu dirigindo bem, deixo o carro morrer; quando acho que estou dominando os principais conceitos da música, vejo a entrevista de um menino de 16 anos que é solista da sinfônicaa estadual. E assim vai.&lt;br /&gt;Outra coisa que tem incomodado: meu egoísmo. OK, o blog chama-se "reflexões de um egotista", mas tenho extrapolado. Quero ser generoso porque quero ser um pouco melhor. Ao mesmo tempo, tenho muita preguiça. O amadurecimento vem a duras penas e eu não tenho ânimo de encarar as coisas como parte de processo, qualquer que seja ele. Odeio a idéia de que a vida nunca vai ser perfeita, apesar de saber que não há nada mais real que isto.&lt;br /&gt;Vale dizer que nem tudo tem dado errado e que não é em tudo que me sinto incapaz e fraco. Isso é mais no campo das idéias.&lt;br /&gt;Em outros campos, volto à velha indagação sobre a existência de Deus. Se ele existe, que abençõe quem tem me feito bem ultimamente, quem tem me escutado, compreendido, dado força e sido paciente. Acho que ainda sou agnóstico e que, ainda assim, consigo me sentir abençoado (porque não acho nome melhor que "benção" para alguns dos últimos acontecimentos).&lt;br /&gt;A algum eventual leitor deverão atingir as desculpas que acompanham esse post.Deve estar confuso, já que não reviso. Aos que não lerem, desculpem por estar tornando o mundo um pouco mais tolo com as minhas idéias fracas. Não tenho conseguido produzir nenhuma mais consistente que estas, que nunca foram suficientes para explicar coisa alguma.&lt;br /&gt;Talvez eu devesse tentar não explicar nada e ir conforme os acontecimentos, sem tanto planejamento e nem previsão, aproveitando ao máximo as oportunidades. É um desafio e eles me intimidam. Tenho de largar de ser frouxo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-112526902351638939?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/112526902351638939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=112526902351638939&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/112526902351638939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/112526902351638939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/08/sem.html' title='Sem'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-112390004291372413</id><published>2005-08-12T22:33:00.000-03:00</published><updated>2005-08-12T23:39:44.413-03:00</updated><title type='text'>Zero como ponta de iceberg e inadequação existencial</title><content type='html'>Comecemos por dizer que eu notei que o post anterior não teve comentários e isso é relevante.&lt;br /&gt;Não se trata do que meus professores da faculdade dizem sobre toda a enunciação visar obrigatoriamente a alguém, a um leitor. Não o nego, mas é mais que isso. Bem mais, na verdade.&lt;br /&gt;Entendo que não há comentários porque a audiência do blog foi baixa e, abstraindo a má qualidade dos textos, creio que isto deve-se ao fato de não estarmos mais em férias. Estamos todos ocupadíssimos, atolados em mil coisas para fazer, dando o sangue para ver se conseguimos algo nesse sistema que insiste em estapear - algo me traz a imagem de um carro que é acelerado para não se deixar alcançar. E esse carro é o futuro. Não futuro qualquer, o futuro bom com que fantasiamos. É bem natural que se queira um futuro repleto de louros porque estes pressupoem a vitória (o que quer que seja que &lt;em&gt;vitória&lt;/em&gt; represente em termos axiológicos para cada um de nós).&lt;br /&gt;Não tenho dado conta de continuar correndo porque sei que o carro pode, grande pretexto para satisfazer o masoquismo, desenvolver velocidades muito superiores à minha.&lt;br /&gt;Tenho me sentido estranho ao mundo.&lt;br /&gt;Estou trabalhando com uma coisa que não domino, em uma área em que tenho uma experiência muito limitada e pobre. Meu perfeccionismo não permite classificar meu desempenho como superior ao que eu consideraria medíocre e isso me dói e acovarda. Não me sinto seguro e estou sob uma pressão absurda, sempre criada por mim. Não é necessário que ninguém me pressione posto que eu sempre dou conta de fazê-lo por mim mesmo.&lt;br /&gt;Voltando à idéia da covardia, pensei diversas vezes que não nasci para isso, que não tenho talento e nem capacidade suficiente para exercer a função que considero estar exercendo porcamente. Estabelece-se aí um paradoxo. Como esperar que eu, que sempre me senti tão confortável tendo facilidade em ser um dos melhores dos grupos que freqüento em muitas coisas, possa admitir incapacidade e falta de talento perante o que quer que seja? É simplesmente improvável que eu faça isso, mesmo que num arroubo de sinceridade, para quem quer que seja.&lt;br /&gt;Mas eu o estou fazendo, o que também já é inútil.&lt;br /&gt;Não há nada o que se possa fazer para mudar o que eu estou sentindo. Depende exclusivamente de mim e da minha capacidade de me adaptar à nova rotina e ao cansaço que ela me impõe.&lt;br /&gt;Às vezes penso que não tenho vocação para o trabalho porque odeio como o cansaço me faz sentir. É como se nenhuma atividade que eu pudesse desenvolver, mesmo que motivado por um salário e por prazer, justificasse o meu cansaço. Ele me faz sentir infeliz e peça de engrenagem. É como se a cada empreitada que me aproximasse da vida adulta e que me roubasse horas de ócio e lazer fosse convertendo a minha vida em um inferno onde simplesmente não há vida. Onde há a quase-vida que mencionei em algum post anterior (ou em algum e-mail de desabafo, já não lembro).&lt;br /&gt;Não vejo graça na quase-vida, pelo contrário. Vejo todos convertidos em pecinhas de engrenagem famintas pelo fígado alheio, motivo pelo qual não sei mais se posso confiar nos que me circundam em ambientes de engrenagens que nem sempre são todas por uma máquina.&lt;br /&gt;Agora acho que só confio nas minhas amizades em que não consigo imaginar qualquer interesse que não a própria amizade. Defendo a utopia de que se deve batalhar para que a amizade seja imanente. Sua importância é ela mesma. É utópico porque, em si, sabemos que o que mantém a amizade pode ser mais que ela mesma. Na verdade, talvez ela se mantenha porque gostamos de como nos sentimos perto de nossos amigos, o que a joga para junto de outros sentimentos que regulam relações egoístas.&lt;br /&gt;Ando imerso em um profundo pessimismo e a única saída (ainda que paliativa) que vislumbro é deixar as coisas como estão e agüentar como agüentaria quem teima em ser forte.&lt;br /&gt;O cansaço é perceptível e a dissolução do tesão parece bastante iminente.&lt;br /&gt;Talvez pudesse ter como consolo a possibilidade de contar com as pessoas que me são mais próximas, mas elas não têm muita disponibilidade de tempo nem para os seus próprios problemas. Acho que, mesmo se dividisse isso tudo, não adiantaria muito. É uma daquelas coisas pelas quais eu terei que passar para procurar um pouco de crescimento e amadurecimento, coisa que não cairia nada mal.&lt;br /&gt;Só não quero ficar endurecido como aqueles que contemplo de longe. Não quero perder o gosto doce que as utopias ainda tem, nem tampouco quero me tornar um fumante que vira noites trabalhando à base de café para garantir o mercado no fim do mês. Quero uma vida legal, sem muitos excessos, posto que estes me deixam infeliz, me tem aparência de desequilíbrio e são por isso repudiados.&lt;br /&gt;Se em um prazo de seis meses eu não tiver prazer no que estou fazendo serei obrigado a repensar alguns rumos que a vida acabou tomando.&lt;br /&gt;A relação-chave que eu busco é prazer/dinheiro, sem querer neste ponto ser tolo a ponto de achar que vou achar uma ocupação que não tenha seus ossos. Há muito em que pensar ainda e há também a angústia de não poder me livrar imediatamente de uma situação que tem me feito infeliz.&lt;br /&gt;"A vida é mesmo assim". Se é, ou não me encaixo (gauche!) ou ainda não me moldei o suficiente para tanto. O que era fácil hoje não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia 11 de agosto passou de novo e já se passaram três anos. Parece que as coisas finalmente começaram a se ajeitar de modo a permitir respirar um pouco, o que é bom e nós merecemos. Antes o mundo fosse mesmo movido pelo merecimento. Choraria de felicidade vendo os que merecem sendo levados em assunção. E quem é que merece? Isso é tema para um dia em que eu esteja me sentindo mais capaz de falar algo extrínseco a mim mesmo. Melhor esperar sentado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-112390004291372413?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/112390004291372413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=112390004291372413&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/112390004291372413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/112390004291372413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/08/zero-como-ponta-de-iceberg-e-inadequao.html' title='Zero como ponta de &lt;em&gt;iceberg&lt;/em&gt; e inadequação existencial'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-112217590610473975</id><published>2005-07-23T23:47:00.000-03:00</published><updated>2005-07-31T01:30:53.140-03:00</updated><title type='text'>Sobre esperança, justiça e estar fadado a catar latas</title><content type='html'>Há planos da minha irmã que envolvem uma ida para a Austrália num futuro não muito distante e isso traz questões.&lt;br /&gt;Como quem achou uma solução para todos os problemas, ela tratou de cobrir os planos de mudança para o outro lado do mundo de vantagens - expediente comum entre aqueles que buscam pontos positivos a respeito de algo de que não se tem certeza.&lt;br /&gt;De repente, a Austrália passou a ser verdade e signo de esperança, uma saída lógica a um descontente - o que é muito análogo a um bêbado de vida destruída que converte-se e busca algo digno de apego, digno de altar.&lt;br /&gt;E a Austrália ganhou altar e fiel.&lt;br /&gt;A partir disso, a vida que ela leva passou a não ser suficiente porque vivemos num país que não é sério, onde quem é honesto não cresce e, pelo contrário, pena. É o país dos espertos (e até que ponto os que cumprem as regras não o fazem por única e exclusiva falta de capacidade de contravenção?).&lt;br /&gt;No país do Marcos Valério, dá para realmente acreditar que haverá algum dia justiça, eterna esperança do mundo? (Sim, o conteúdo do post e quase que repetido. Não consigo evitar de pensar em tdo o que o agnosticismo rouba).&lt;br /&gt;É lugar-comum, eu sei. A corrupção mina a esperança das pessoas porque revela o quão insatisfatoriamente sério é o nosso país.&lt;br /&gt;O problema é que o escândalo veio em hora crítica, hora em que eu estava questionando até que ponto o fato da minha irmã estar cansada da vida maçante que leva e não se sentir reconhecida permite uma impressão acurada da realidade.&lt;br /&gt;Até que ponto eu, que é o que realmente importa num blog saturado de egostismo, não estou fadado a ser um bacharel em Letras que catará latas pela vida inteira e será sempre obrigado a fazer crediários para comprar a tão sonhada TV 29 polegadas?&lt;br /&gt;O ponto central é: até que ponto esse país permite um reconhecimento pelo que se estuda, que se realiza? &lt;br /&gt;Todos sabem que é um país inundado pela corrupção e o meu ânimo se afogou. "QI" para nós é igual a "quem indica" e eu hoje passei na prova do Detran sem o devido mérito. Pelo nervosismo, muito provavelmente, teria ficado retido novamente e isso é perturbador.&lt;br /&gt;São muitos, por outro lado, os que, teoricamente, deveriam ter algum sucesso como recompensa por uma passagem irretocável pelo mundo e que, no entanto, têm de se sujeitar a uma vida que é quase-vida.&lt;br /&gt;O ânimo atual não permite elaborar uma conclusão. Não sei bem o que pensar porque teimo em ter esperança tanto quanto se consegue. Porque não acredito em santos mas torço para que, apesar disso, eles abençoem o povo e para que, se existirem,  consigam fazer com que sua capacidade de perdão sobrepuje a afronta da minha descrença.&lt;br /&gt;No mais, não sei se a viagem à Austrália irá para a frente. Considero um tanto quando idealizada e impulsiva, sem mecionar arriscada. E o capitalismo exige tanto uma ousadia que eu nunca tive. Estarei mesmo condenado? A viagem sairá mesmo da prancheta de planejamento?&lt;br /&gt;Resta esperar e talvez reste agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música a seguir não tem a ver com o post mas é bem adequada ao estado de humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pierrot&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, eu resolvi me ausentar&lt;br /&gt;Para ocultar a minha dor&lt;br /&gt;Fugi, menti&lt;br /&gt;Talvez por pudor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então tanta coisa aconteceu&lt;br /&gt;Que eu parei prá melhor pensar:&lt;br /&gt;Voltei prá te dizer o quanto eu senti&lt;br /&gt;Não te beijar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a vida segue, sempre nesse vai e vem&lt;br /&gt;Que não passa das ondas do amor&lt;br /&gt;Gira, roda&lt;br /&gt;Como um pierrot&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis que um dia aquela bela casa cai&lt;br /&gt;E não há mais como negar:&lt;br /&gt;Voltei para te dizer que aqui no meu Brasil&lt;br /&gt;Outra flor não há&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui: cada cidade é uma ilha, sem laços, traços, sem trilha&lt;br /&gt;E o medo a nos rodear&lt;br /&gt;Então: bem vindos à minha terra feita de homens em guerra&lt;br /&gt;E outros loucos pra amar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tem sido assim, desde que o mundo é mundo&lt;br /&gt;Os homens temem a paixão&lt;br /&gt;Ela fere, ela mata&lt;br /&gt;Tal qual um dragão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfrentar ainda causa tanto medo&lt;br /&gt;Mas fugir é bem pior:&lt;br /&gt;Voltei para te dizer que nessa guerra&lt;br /&gt;Não há vencedor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui: cada cidade é um port, disse o poeta prum broto&lt;br /&gt;Que não queria arriscar&lt;br /&gt;Vem, bem vindo a minha terra, feita de homens em guerra&lt;br /&gt;E um outro louco para amar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Marina Lima)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-112217590610473975?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/112217590610473975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=112217590610473975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/112217590610473975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/112217590610473975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/07/sobre-esperana-justia-e-estar-fadado.html' title='Sobre esperança, justiça e estar fadado a catar latas'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-112065792159854103</id><published>2005-07-06T10:08:00.000-03:00</published><updated>2005-07-09T16:59:13.386-03:00</updated><title type='text'>Da reprovação e outros aspectos</title><content type='html'>Toda e qualquer tentativa de fazer algo novo é, via de regra, acompanhada de algumas dificuldades e empecilhos.&lt;br /&gt;Com a prova prática do Detran não poderia ser diferente. Reprovei e acho que devo isso mais ao nervosismo do que à incapacidade de dirigir, ainda que não me considere um motorista na acepção certa da palavra. Fica a pergunta: e no próximo? Será que eu conseguirei me controlar?&lt;br /&gt;Essa é uma das coisas na vida que se tem que fazer sozinho, infelizmente não tem muito a quem recorrer. Não ter a quem recorrer talvez seja uma das adaptações mais difíceis em relação à passagem da puberdade à idade adulta.&lt;br /&gt;Amanhã, por exemplo, vou assistir a uma aula na escola onde vou trabalhar para ver como funciona o esquema. Quando eu for dar a minha primeira aula, serei apenas eu sozinho. Dependerá exclusivamente de mim, como poucas coisas dependeram até então.&lt;br /&gt;Somada a isso, uma grande falta de confiança na minha capacidade. Falta um pouco de agressividade, de estima em relação às minhas próprias competências. Essas competências parecem só existir quando reconhecidas por alguém, o que torna bem complicado fazer as coisas sozinho. Queria não depender tanto dos outros para acreditar em mim. Isso tornaria mais fácil ser um pouco mais autônomo, além de possibilitar a redução do sentimento de que ninguém parece dar a mínima pelo que passo. Tenho a tendência a esperar um apoio de quem às vezes não está disposto a dá-lo, o que é bem frustrante.&lt;br /&gt;Isso, de certo modo, relaciona-se com o fato de eu ficar chateado também quando acho que ninguém compartilha as minhas alegrias do modo como eu gostaria que compartlhassem, do modo como eu julgo que eu faria caso a situação fosse inversa.&lt;br /&gt;Assim, fico revoltado contra o individualismo e o egoísmo do mundo e termino escrevendo aqueles posts intermináveis sobre o assunto, o que não cabe agora (tenho a impressão de que vou me contradizer, mas dane-se).&lt;br /&gt;Cabe apenas dizer que eu queria ter mais gente mais perto e que a distância para mim é sim algo que, aos poucos, dilui os vínculos e cria estranhos.&lt;br /&gt;Até faço algum esforço para trazer as pessoas que gosto para junto de mim, mas nem todos parecem estar dispostos a isso.&lt;br /&gt;"Sistema maldito", diria uma amiga minha e eu tendo a concordar com isso hoje em dia. Não porque ache que deveríamos substituir esse sistema que coloca todos em busca das suas próprias realizações (mesmo que isso signifique a distância), mas por simplesmente discordar desse aspecto que afasta pessoas. Sou bem cético quanto a qualquer mudança nesse sistema, isto é, não vai ocorrer nada e tavez tenhamos que aprender a comer o fígado alheio para amealhar algumas migalhas vida afora. Não vamos criar uma sociedade que vai de mãos dadas, muito menos uma que dança entre o bonde e a árvore porque ela não parece possível. No máximo, dançaremos em boates e já sem muita alegria. E cada um que pague o seu se puder, porque, afinal, é bem caro e ninguém trabalha para sustentar ninguém. (É caro para "selecionar" o público...)&lt;br /&gt;A imagem de pessoas dançando (em Drummond) é linda, mas me parece utópica e, até por isso, vem acompanhada de uma melancolia intensa. É intensa porque vejo a real situação do mundo ou porque me considero incapaz para esse mundo por não saber a quem matar para conseguir as coisas que quero?&lt;br /&gt;Como sempre, provavelmente, há algo de egoísta no que revolta, o que é bem lógico. Cada um responde pelo seu próprio ponto de vista (e só por ele!) e pelas respostas aos estímulos empíricos, isto é, cada um apreende a realidade de uma forma e, em si, já se esboça nisso algum caráter subjetivo. Por isso não existe o objetivismo absoluto e por isso é que surge ainda alguma revolta nos que vêem em si mesmos engrenagens de uma rotina desumana e automatizante, inadequada aos que se parecem comigo, pelo menos. É mais ou menos um especto "gauche", não é? Algo da inadequação...&lt;br /&gt;Ah, que pretensão. Nem no exame passei e tenho a audácia de querer achar algo de Drummond na minha vida. "Eta vida besta, meu Deus"!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-112065792159854103?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/112065792159854103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=112065792159854103&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/112065792159854103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/112065792159854103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/07/da-reprovao-e-outros-aspectos.html' title='Da reprovação e outros aspectos'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-111979617450927253</id><published>2005-06-26T10:58:00.000-03:00</published><updated>2005-06-26T11:37:39.410-03:00</updated><title type='text'>Sobre como pode ser difícil gostar do que é bom</title><content type='html'>Meu professor de Introdução aos Estudos Literários me estressa, apesar de ser absurdamente competente. Relação de amor e ódio, enfim. Ele não é nem o primeiro e nem o último com quem vou me comportar assim.&lt;br /&gt;Ele estava explicando algo sobre imagem poética e, para isso, selecionou um poema que eu adorei e vou transcrevê-lo (isso porque é muito difícil de achá-lo na Internet). Talvez a aula dele seja mais eficaz do que eu julgo: tenho estado apaixonado por imagens poéticas, por inusistadas e estranhas que possam parecer... Por irracionais que possam parecer.&lt;br /&gt;Espero que gostem d´&lt;em&gt;A enguia&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A enguia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A enguia, a sereia&lt;br /&gt;dos mares frios que deixa o Báltico&lt;br /&gt;para chegar aos nossos mares&lt;br /&gt;aos nossos estuários, aos rios&lt;br /&gt;que do fundo remonta, sob a maré adversa,&lt;br /&gt;de ramo em ramo e depois&lt;br /&gt;de delgado capilar em capilar&lt;br /&gt;sempre mais dentro, mais no coração&lt;br /&gt;do rochedo, filtrando&lt;br /&gt;entre veios de lama até que um dia&lt;br /&gt;desfrechada uma luz dos castanheiros&lt;br /&gt;acende-lhe a faísca em poças de água morta&lt;br /&gt;nos fossos que conjugam os vales&lt;br /&gt;apeninos à Romanha;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a enguia, tocha, látego,&lt;br /&gt;flecha de Amor na terra,&lt;br /&gt;que só nas furnas ou nos ressequidos&lt;br /&gt;riachos pirenaicos reconduzem&lt;br /&gt;a paraísos de fecundação;&lt;br /&gt;a alma verde que busca&lt;br /&gt;vida onde somente&lt;br /&gt;morde o ardor e a desolação&lt;br /&gt;a centelha que diz&lt;br /&gt;tudo começa quando tudo parece&lt;br /&gt;carbonizar-se, tronco sepultado;&lt;br /&gt;a íris breve, gêmea&lt;br /&gt;daquela que cravas entre os cílios&lt;br /&gt;e fazes brilhar intacta em meio aos filhos&lt;br /&gt;do homem, imersos no teu lodo, como podes&lt;br /&gt;não crê-la tua irmã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Eugenio Montale - tradução de Ecléa Bosi)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na sexta eu fui assistir à "Ópera do Malandro", que é um musical da autoria do Chico Buarque. O musical é excelente, os atores cantam muito bem e a banda é maravilhosa. Tudo, tudo ótimo.&lt;br /&gt;Preço? Entrada franca.&lt;br /&gt;Aonde? No teatro laboratório da ECA/USP.&lt;br /&gt;Quando? De quarta a sexta, às 20h30. Aos domingos, às 19h30. A bilheteria abre uma hora antes, isto é, chegue mais ou menos na hora em que estiver abrindo. Não é lotado, mas o teatro acaba enchendo se você marcar touca. São 3 horas de espetáculo.&lt;br /&gt;Tem até uma lanchonete onde se pode comprar comida por preços que não são abusivos.&lt;br /&gt;Além da recomendação, queria dizer que saí de lá tendo me divertido como há muito não fazia. Saí de lá maravilhado com a qualidade do espetáculo em todos os termos. Realmente a peça juntou momentos que realmente me emocionaram com momentos engraçadíssimos retirados todos do prosaico ambiente da zona de meretrício paulistana. Foram feitas algumas adaptações: a peça passou a incluir nomes como Lalau, Maluf, Hildebrando Paschoal, etc.&lt;br /&gt;Bom, eu dificilmente entraria aqui unicamente para recomendar uma peça. Saí de lá revoltado de certa forma.&lt;br /&gt;Como é possível um país que abriga tanta gente tão talentosa permitir que a Carla Peres grave um CD para crianças?&lt;br /&gt;A intenção não é exatamente ficar criticando banda por banda, músico por músico. A intenção é mais registrar a minha indignação mediante a não valorização de atores tão bons quanto os da "ópera" e também tentar despertar a reflexão: quanto do que entra pelos nossos ouvidos e olhos não é lixo?&lt;br /&gt;Produz-se muita coisa muitíssimo boa também, basta selecionar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-111979617450927253?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/111979617450927253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=111979617450927253&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111979617450927253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111979617450927253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/06/sobre-como-pode-ser-difcil-gostar-do.html' title='Sobre como pode ser difícil gostar do que é bom'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-111854456918521380</id><published>2005-06-11T23:04:00.000-03:00</published><updated>2005-06-12T00:04:38.990-03:00</updated><title type='text'>Mais do mesmo de novo</title><content type='html'>Hoje eu até tinha pensado em escrever mas não tenho palavras. Não tenho há muito tempo já e quase que me é indiferente assumir. Simplesmente secou.&lt;br /&gt;Odeio o fato de a calma aflitiva de algumas pessoas e odeio o nervoso desestabilizador de outras.&lt;br /&gt;Eu preciso de paz por hoje e duvido que a encontre. É um daqueles dias em que tudo parece dar errado.&lt;br /&gt;Se é mesmo verdade que existe alguma justiça nesse mundo, que pecado eu cometi para merecer as coisas por que passo? Estranho... duvido que todos os mendigos mereçam ser mendigos enquanto gordos cardeais, tão santos, comem o dinheiro dos dízimos com seus interesses pessoais e molestam garotinhos impúberes. Quem será que merece a vida do mendigo, da prostituta, do indigente, do viciado, da criança carente? Muito provavelmente o papel de prostituta se adequaria melhor ao caráter de alguns capitalistas, cardeais, políticos, policiais...&lt;br /&gt;Será que alguém aí consegue entender essa lógica? Eu não, definitivamente. Queria acreditar que o câncer é mesmo uma forma de autopunição, de culpa. Talvez assim não teríamos crianças que morrem dele e sim grandes criminosos (sobre os quais a consciência agiria como algoz implacável). Isso me pareceria mais justo e purgaria um pouco da maldade deste mundo.&lt;br /&gt;Excesso de realidade deve estar entre as coisas mais duras de se suportar nesse mundo todo feito para o consumo. "Just do it".&lt;br /&gt;Achei que não fosse mais passar por isso tudo, mas percebi que nunca deixei de passar pelos mesmos problemas repetidamente. Teve épocas e que eu quase nem tinha mais medo e de repente as coisas pareceram mais firmes. Pena que pareceram firmes só para ficarem instáveis de novo, com o agravante do medo de passar por tudo de novo. Cachorro mordido de cobra tem medo de lingüiça. Não tenho ânimo e me falta a honestidade de me despir um pouco das armaduras que visto. Falta também um pouco de colo.&lt;br /&gt;Vai passar. Eu quase sempre me viro bem sozinho.&lt;br /&gt;Sonhar é bom. Importante não esquecer: as contas devem ser pagas todo dia 5.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://babylonia.blogs.sapo.pt/arquivo/o%20grito%20-%20Munch-thumb.jpg"&gt; &lt;br /&gt;(Edward Münch - &lt;em&gt;O grito&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;A definição da imagem não ficou lá muito boa... Dane-se&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Soneto da perdida esperança &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdi o bonde e a esperança.&lt;br /&gt;Volto pálido para casa.&lt;br /&gt;A rua é inútil e nenhum auto&lt;br /&gt;passaria sobre meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou subir a ladeira lenta&lt;br /&gt;em que os caminhos se fundem.&lt;br /&gt;Todos eles conduzem ao&lt;br /&gt;princípio do drama e da flora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se estou sofrendo&lt;br /&gt;ou se é alguém que se diverte&lt;br /&gt;por que não? na noite escassa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;com um insolúvel flautim.&lt;br /&gt;Entretanto há muito tempo&lt;br /&gt;nós gritamos: sim! ao eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"we left the restaurant where the head waiter (in his 60's) said "good-bye sir thank you for your business sir you're &lt;br /&gt;successful and established sir and we like the frequency with which you dine here sir &lt;br /&gt;and your money" and when i walked by they said "thank you too dear" i was all pigtails and cords &lt;br /&gt;and there was a day when i would've said something like "hey dude i could buy and sell this place so kiss it"".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-111854456918521380?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/111854456918521380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=111854456918521380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111854456918521380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111854456918521380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/06/mais-do-mesmo-de-novo.html' title='Mais do mesmo de novo'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-111816801028018156</id><published>2005-06-07T14:41:00.000-03:00</published><updated>2005-07-12T23:31:19.006-03:00</updated><title type='text'>O mundo real x o mundo real</title><content type='html'>A perspectiva de análise que cria o objeto de análise. Isto é, tudo depende do prisma pelo que se olha.&lt;br /&gt;"Seja bem-vindo ao mundo real", eu escutei ontem.&lt;br /&gt;Falávamos do fato de os professores não se importarem se seus alunos trabalham ou não e do fato de simplesmente se importarem com os resultados, independente das dificuldades ou impossibilidades que eventualmente venham pelo caminho.&lt;br /&gt;Há mais coisas às quais podemos aplicar esse senso de realidade. Se você é ateu/cético/agnóstico (sim, porque agnóstico NÃO é aquele que não tem religião, mas aquele que só crê em explicações racionais para tudo), dificilmente crerá no conceito de justiça. É uma conseqüência quase que imediata. Pessoas crentes esperariam de Deus recompensas por passarem dificuldades. Como se Deus fosse um cartão cósmico de milhagens. Sofra muito e agüente, o reino dos céus demanda sacrifícios.&lt;br /&gt;Já os que não têm a menor ambição de atingir os céus, posto que não creem na sua existência, não encontram sentido nesse raciocínio. Se sofrem é porque o mundo é injusto e, pior, crêem que será sempre injusto. Mais que isso: acham que se pode pouco para mudá-lo e não há de quem esperar nada que compense os martírios que surgem vida afora.&lt;br /&gt;Acredito ser esta uma das razões que torna muito difícil ser cético. Não há a quem recorrer, para quem chorar. Você não pode, por se sentir incompetente para decidir ou sair de uma situação, entregar o seu destino nas mãos de um ente supremo. No ceticismo não há ente superior algum. Realidade crua e difícl, devo admitir.&lt;br /&gt;Assim, embebido pelo agnosticismo, as pessoas passam a pertencer cada vez mais ao que eu chamei de mundo real logo acima. Minha inquietação a respeito dessas idéias (com que eu lido já há um tempo) sempre foi a respeito de as pessoas estarem de fato preparadas para entender o impacto da negação de Deus. Será que nós, que às vezes mentimos para nós mesmos, podemos mesmo abdicar da religiosidade? Será que nós, que não suportamos ouvir toda a verdade, somos capazes?&lt;br /&gt;Pessoalmente, considero mais fácil acreditar em Deus que ser ateu, o que não quer dizer que eu ache uma posição superior à outra. Simplesmente estou divagando, imprimindo algumas inquietações que me acompanham há tempos e que vêm a tona às vezes através do pessimismo, da falta de perspectiva e do mero enfado que algumas pessoas mostram em relação a suas vida.&lt;br /&gt;Considero que admitir que uma pessoa que fez algum mal (que é o mal?) não será punida no futuro é uma posição que só pode ser tomada por alguém de extrema valentia. A valentia às vezes custa caro demais. Eu apontaria angústia e sensação de solidão (daquelas que se sente no meio de muita gente) como conseqüências.&lt;br /&gt;Nunca é demais repetir que são apenas divagações minhas. Ninguém tem que concordar com nada. É apenas como eu me senti (e sinto) em determinados momentos da minha vida. Confesso que às vezes eu me sinto assim, sobretudo quando me vejo como peça dessa engrenagem gigante, escravinho, cativo de um sistema que não é muito eficiente ao valorizar algumas pequenas qualidades que fazem a diferença. É fácil corromper-se no sistema, mas gosto de acreditar que só é fácil para os que tem alguma vocação para tanto. Os outros têm toda a minha admiração e respeito. É tempo de eu começar a selecionar melhor as pessoas com que eu realmente me importo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para quebrar um pouco o peso, uma música/poesia que mostra o lirismo que pode nascer de qualquer pequena fissura na rotina automatizante. Alguma coisa temos que aprender com os Modernistas. Que tal aprender que há poesia em cada pequena coisinha do quotidiano?&lt;br /&gt;Cabe a recomendação: essa música é sublime na voz de Mônica Salmaso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Valsinha&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar&lt;br /&gt;Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar&lt;br /&gt;E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar&lt;br /&gt;E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra dançar&lt;br /&gt;E então ela se fez bonita com há muito tempo não queria ousar&lt;br /&gt;Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar&lt;br /&gt;Depois o dois deram-se os braços com há muito tempo não se usava dar&lt;br /&gt;E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar&lt;br /&gt;E alí dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou&lt;br /&gt;E foi tanta felicidade que toda cidade enfim se iluminou&lt;br /&gt;E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais&lt;br /&gt;Que o mundo compreendeu&lt;br /&gt;E o dia amanheceu&lt;br /&gt;Em paz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Chico Buarque/Vinícius de Morais)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O post ficou meio bobinho, eu sei. Tão bobinho quanto tudo o que eu tenho produzido ultimamente. Parece tudo brincadeira de criança e talvez até seja. Odeio frustrar as expectativas que construo a respeito de mim mesmo. Maldito perfeccionismo. Não tenho conseguido alimentá-lo e isso definitivamente incomoda muito, fere orgulho, frustra e faz empacar. Acho que as férias (que chegam no prazo de um mês) me farão muito bem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-111816801028018156?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/111816801028018156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=111816801028018156&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111816801028018156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111816801028018156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/06/o-mundo-real-x-o-mundo-real.html' title='O mundo real &lt;i&gt;x&lt;/i&gt; o mundo real'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-111716762234452077</id><published>2005-05-27T00:44:00.000-03:00</published><updated>2005-05-27T01:22:14.480-03:00</updated><title type='text'>Sobre a minha insegurança</title><content type='html'>"A minha vida tem um garoto chamado Filipe &lt;br /&gt;Ele é a cobra do meu paraíso &lt;br /&gt;Ele é a dobra do meu paraíso &lt;br /&gt;Ele é a sobra do meu paraíso &lt;br /&gt;Ele é a sombra do meu paraíso &lt;br /&gt;Ele é a cobra &lt;br /&gt;Ele é a cobra &lt;br /&gt;Ele é a cobra"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(excerto retirado de &lt;em&gt;Cícero e Marina&lt;/em&gt;, de Antônio Cícero e publicado aqui com uma pequeninda adaptação minha)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer coisa para retirar o último post do topo da página. Houve vezes em que tive a impressão de que ele estava bom e que a analogia nem era de tão mau gosto. No entanto, as vezes em que me senti meio que envergonhado por ter abusado do melodramatismo me influenciaram mais acentuadamente. Nego-me a deletá-lo, mas saibam que eu me divido quanto ao conceito que faço quanto ao post em questão. Retirando-o do topo da página talvez eu fique mais tranqüilo.&lt;br /&gt;Se eu não deleto é porque, apesar de a Elisa ter me alertado para o mau gosto da analogia, eu recebi alguns elogios para este blog. Faço como qualquer pessoa com personalidade muito forte: fico numa dúvida cruel por não saber o que pensar. Lasque-se!&lt;br /&gt;Enquanto eu não aprender que o que importa não é causar uma imagem e sim ter uma imagem, tudo o que eu fizer vai soar artificial, tão tosco quanto o post anterior. Queria não me preocupar tanto com o que acham de mim. Quaria conseguir não me preocupar com o que as pessoas mais cretinas acham de mim. Sim, só me preocupa o que os mais cretinos acham. Os outros adivinham desde o começo o que sou, ao que parece. Adivinham que sou um tiquinho mais passional do que aparento, um tiquinho mais descontraído do que se julga e também menos austero do que eu gostaria de ser e parecer.&lt;br /&gt;Tenho algumas novidades.&lt;br /&gt;Tenho uma possibilidade que parece boa de emprego como professor de inglês. Isso traz algumas dúvidas que só farão sentido se eu tiver passado naquele teste imenso de proeficiência que me deram para fazer:&lt;br /&gt;Será que de fato eu tenho conhecimento e didática para dar aula de inglês? Será que eu consigo dar conta do recado satisfatoriamente? Quero dizer... Senti-me tão burro por não saber algumas das coisas que me foram pedidas no teste. Eu me sentiria como o último ser humano da Terra se julgasse não estar realizando bem o que me propus a fazer. Foi por isso que larguei o Anglo, foi por isso que larguei o conservatório.&lt;br /&gt;Outra: será que de fato vai funcionar? A faculdade ocupa muito do meu tempo. Trabalhar vai fazê-lo escassear mais ainda.&lt;br /&gt;Fora as dúvidas, algumas vantagens parecem muito boas. Terei um salário para ajudar em casa, poderei comprar algumas coisas para as quais me falta coragem de pedir dinheiro à minha mãe (até porque sei que dinheiro não está fácil para ela). Sei também que caso seja contratado, vou aprender muito e ganharei muita experiência.&lt;br /&gt;Outra coisa que eu sei é que essa insegurança é normal. Eu sou a dobra do meu paraíso. Qualuqer outro estaria animado com a possibilidade de emprego. Por que diabos eu tenho que ficar pensando e fazendo a pesagem de prós e contras para tudo? Às vezes gostaria de requerer meu direito de ser impulsivo, direito quase adquirido dos jovens. Se bem que a juventude anda tão morta, cansada da mais-valia. Logo eu também estarei exausto devido a ela, tanto quanto o &lt;em&gt;Satélite&lt;/em&gt; do Manuel Bandeira. Logo que tiver algo novo a respeito disso, postarei aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://fips_mf.blig.ig.com.br/imagens/gritooooo.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho orgulho de ter pintado esse quadro. Tenho orgulho de algumas coisas que fiz mesmo que às vezes essas coisas pareçam não despertar qualquer coisa em ninguém. o que consola é que eu já tive contato com alguns dos poucos que sabem valorizar essas coisinhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-111716762234452077?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/111716762234452077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=111716762234452077&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111716762234452077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111716762234452077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/05/sobre-minha-insegurana.html' title='Sobre a minha insegurança'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-111604171861873988</id><published>2005-05-14T00:06:00.000-03:00</published><updated>2005-05-14T14:42:50.473-03:00</updated><title type='text'>O aspecto mulher-de-malandro</title><content type='html'>A vida é mesmo irônica.&lt;br /&gt;Estava no ônibus a caminho da faculdade quando, ao meu lado, pobre homem, não agüentou e puxou assunto. Revelou-me ser serralheiro ter mais de 40 anos e que a tinha sido deixado pela mulher com quem vivia havia um ano e três meses. Esta o havia deixado e, de quebra, tinha levado a filha e os móveis todos para a casa da mãe. Ele, aparentemente bom homem, estava recomprando tudo e disse-me que terá o maior prazer em dar a pensão à filha caso o exame de DNA comprovasse mesmo a paternidade.&lt;br /&gt;O homem garantiu que nunca havia encostado a mão na mulher, que ela havia ido embora após uma simples discussão e ela disse que só volta com ele se eles forem morar na casa da mãe dela. Conforme a conversa fluía, ele acabou me revelando que havia sido casado antes durante vinte e três anos e que tinha uma filha que fora abandonada pelo marido com 3 filhos para criar. Disse também que o seu casamento anterior, o que durou vinte e três anos, acabara devido ao ciúme que a esposa sentia dele e não devido às pancadas que ele, vez ou outra, dava nela. Ela mesma dizia, segundo ele, que era normal que o casal brigasse, mas que era para ele não sair de casa. Esta mulher, a que apanhava, vai procurá-lo até hoje no serviço para ver se não voltam. Segundo ele, não.&lt;br /&gt;Óbvio que o homem não estava se agüentando e precisava falar. Quem seria eu para impedir? Tinha mais é que escutá-lo, como Olívia a Eugênio, ela sempre pronta a entender toda a feiúra dos atos dele, feiúra de atos humanos, própria dos humanos.&lt;br /&gt;Primeiro pensei na ironia da vida. Será mesmo que estamos fadados a manter na cabeça apenas os que nos fazem mal e deixarmos em segundo plano quem parece ter quase que uma veneração cega por nós? Inútil divagar sobre isso, é uma daquelas perguntas sem resposta.&lt;br /&gt;A divagação mais produtiva para mim foi sobre a minha tendência de ser quem apanha. Eu entendo as mulheres-de-malandro. Talvez elas não sejam simplesmente omissas em relação a si mesmas, talvez, em alguns casos, simplesmente consigam ver o caráter de fraqueza humana que existe por debaixo da chuva de pancadas. Talvez sejam mais resistentes às manifestações do lado ruim de cada ser ou apenas acabem relevando porque gostam do que as espanca. Quem pode dizer que não? Quem de nós não é, ao menos um pouco, mulher-de-malandro? Eu, pelo menos, assumo meu quinhão que apanha. Apanha, suporta e, com o tempo, idiota, perdoa. Tenho tanta raiva de perdoar e esquecer o que eu passei quanto tenho dessas mulheres horrivelmente fortes. Não quero ser fiel feito um cachorro que lambe as mãos do dono após um chute.&lt;br /&gt;Dizem que o perdão é coisa de gente grande. Se é assim, porque me sinto tão idiota por esquecer, relevar, perdoar. Parece mais falta de amor próprio do que grandeza de espírito. É, talvez seja (seja o quê?). Odeio questionar isto, é secar gelo. Talvez o meu incômodo quanto à indecisão sobre o perdão resida no meu questionamento profundo em relação aos principais valores católicos. Em algum momento na vida, os homens acabam questionando uma parte do que lhes foi incutido na cabeça desde a infância. Gosto de pensar que isto em si já demonstra alguma grandeza. Grandeza que os que não se questionam e não se analisam não têm, gosto de crer.&lt;br /&gt;O perdão apareceu hoje de tarde também, quando eu, zapeando, assisti a uma cena de &lt;em&gt;A Usurpadora&lt;/em&gt;. O Carlos Daniel perdoou a Paola (que estava em seu leito de morte) mesmo depois de todas as maldades que ela fez (sabe Deus quais foram...). Queria ter conseguido ver mais do que frouxidão no Carlos Daniel. Queria ter visto nele a grandeza que eu gostaria de achar em mim por perdoar. Queria não ter tido a impressão de que a Paola iria levantar-se da cama e rir dele por achá-lo frouxo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já falei que, apesar de gostar do nome dele, não vou com a cara do Bento XVI?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero que tenham gostado do upgrade do blog. Ficou um pouco menos morto. A única pena é eu ter perdido os comments, mas paciência. Com o tempo eu hei de conseguir mais... ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-111604171861873988?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/111604171861873988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=111604171861873988&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111604171861873988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111604171861873988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/05/o-aspecto-mulher-de-malandro.html' title='O aspecto mulher-de-malandro'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-111526653150774432</id><published>2005-05-05T00:46:00.000-03:00</published><updated>2005-05-05T01:29:37.463-03:00</updated><title type='text'>Notícias</title><content type='html'>Digamos que eu não tenho achado ânimo nem tempo e muito menos assunto para tratar aqui. Pela primeira vez, eu não tive, durante mais de dez dias, nenhuma experiência que podria eventualmente se converter em um post. Não sei bem o que acontece. Nem sei mais se quero manter o blog. O que eu sei é que, se eu optasse por largá-lo, muito poucos sentiriam falta. E na verdade isso deveria importar pouco (enquanto sabemos que, na verdade, importa mais do que eu gosto de assumir).&lt;br /&gt;Tenho algumas novidades:&lt;br /&gt;1- larguei o conservatório por todos os motivos que eu tinha citado no post anterior e mais alguns. Não estava mais funcionando. Conversei com o Márcio e ele foi hiper compreensivo comigo em relação aos meus motivos. Saí numa boa.&lt;br /&gt;2- vou tirar carteira de motorista. É, com o dinheiro do conservatório, vou poder pagar auto-escola. Pessoas, preparem-se, o mundo nunca mais será seguro.&lt;br /&gt;3- fiz minha primeira prova e não poderia ter começado melhor. Foi prova de Lingüística, que é a minha matéria preferida. Não tive que me matar de estudar porque vinha lendo todos os textos, prestando atenção às aulas, anotando tudo, etc. Eu estava preparado, ao contrário do que deverá acontecer na prova de estudos Clássicos. Bom, o esquema da de clássicos é diferente, ao menos. O professor entrega a prova e você leva para casa para responder... LEVA PARA CASA A PROVA!&lt;br /&gt;4- estou adorando a faculdade, apesar de demorar séculos para chegar até lá. Minha vida se disciplinou um pouco mais agora. Até de comer doce e tomar refrigerante eu larguei. Tudo naturalmente, sem fazer esforço, apenas baseado na falta de tempo. Meus dias parecem ter encurtado de certo modo. Nunca freqüentei tanto uma biblioteca como ando freqüentando a nova (e chiquérrima) biblioteca da FFLCH. Gosto daquele lugar.&lt;br /&gt;5- vou ter que fazer um trabalho de análise de poema. Tem que ter ao menos 6 páginas, isto é, vou ter que tirar leite de pedra.&lt;br /&gt;O poema que eu escolhi para analisar chama-se &lt;em&gt;satélite&lt;/em&gt; e é do Manueal Bandeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SATÉLITE&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim de tarde.&lt;br /&gt;No céu plúmbeo&lt;br /&gt;A Lua baça&lt;br /&gt;Paira&lt;br /&gt;Muito cosmograficamente&lt;br /&gt;Satélite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desmetaforizada,&lt;br /&gt;Desmitificada,&lt;br /&gt;Despojada do velho segredo de melancolia,&lt;br /&gt;Não é agora o golfão de cismas,&lt;br /&gt;O astro dos loucos e dos enamorados.&lt;br /&gt;Mas tão-somente&lt;br /&gt;Satélite&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah Lua deste fim de tarde,&lt;br /&gt;Demissionária de atribuições românticas,&lt;br /&gt;Sem show para as disponibilidades sentimentais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatigado de mais-valia,&lt;br /&gt;Gosto de ti assim:&lt;br /&gt;Coisa em si,&lt;br /&gt;- Satélite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Como deve ter sido fácil de reparar, não fiquei choramingando nada desta vez. Primeiro porque não tive vontade, segundo porque acho que não devo ter vontade. Sei lá... às vezes me sinto mal de reclamar da minha vida enquanto tem tanta gente que parece que sofre mil vezes mais e parece indifernte, como se não sentisse o que sofre. Fora isso, odeio gente que parece ter pena de si mesmo, gente com cara de Madalena arrependida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-111526653150774432?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/111526653150774432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=111526653150774432&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111526653150774432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111526653150774432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/05/notcias.html' title='Notícias'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-111405797028848079</id><published>2005-04-21T01:28:00.000-03:00</published><updated>2005-04-21T01:32:50.290-03:00</updated><title type='text'>As razões por que mando um sorriso</title><content type='html'>"A razão por que mando um sorriso&lt;br /&gt;E não corro&lt;br /&gt;É porque andei levando a vida&lt;br /&gt;Levando a vida quase morto"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Paulinho da Viola - Para um amor no Recife)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho levado a vida assim, quase morto.&lt;br /&gt;Ando triste, é fato. Mas ando também com raiva, muita raiva por me sentir triste. Eu não deveria estar assim, mas parece faltar força para largar mão disso. Tem sido uma fase de grandes mudanças e as minhas adaptações normalmente levam algum tempo. Tenho certa dificuldade de lidar com o que é novo, sobretudo com uma realidade nova que não me agrada muito: a distância.&lt;br /&gt;Estou distante (ou ainda mais distante) de muita gente, sendo que, dentre essas, há aqueles que me serviram de referência por anos e anos a fio, aquelas que me apóiam, dão força. Pode soar injusto com os outros, mas em alguns momentos me sinto muito sozinho e isso não se deve apenas aos horários e à vida que parece conspirar para levar as famílias ao estado apático do anonimato dentro de casa (da minha casa, mais do que nunca). Simplesmente sinto distância, sinto que cada vez nos apartamos mais e definitivamente a sensação não é boa. Falta gente com quem contar porque me parece faltar interesse sobre mim, sobre o que faço ou deixo de fazer, se como, se durmo, se feliz ou triste. Sei que já tenho 19 anos e não sou um bebê. Não entendam que eu sou dependente ou que assim quero ser. Entendam apenas que eu gostaria de ter a impressão de que sou importante para alguém nesse mundo. Às vezes isso é muito claro, mas em outras vezes eu levo essa dúvida ao extremo de me perguntar qual é exatamente o meu valor frente aos outros. Não é raro achar alguém tão mais apaixonante, tão mais carismático do que eu. Quanto a mim, parece que sou sem sal e que desde sempre fui coberto de ferrugem.&lt;br /&gt;Repito: isto é um extremo de pensamento. Um extremo desses que são constantes quando a vida não anda lá muito equilibrada.&lt;br /&gt;Tem andado desequilibrada porque tenho tentado me adaptar ao cansaço que a faculdade impõe e também às responsabilidades novas. Tem andado desequilibrada porque já não sobra tempo para o conservatório e eu escutei um “tá horrível, você já não é mais nem sombra do aluno que costumava ser” esses dias, o que foi terrivelmente frustrante. Já decidi: não tocarei em audição alguma e este deve ser o último mês no conservatório. A saída paliativa encontrada tinha sido dar um tempo com a teoria, mas esta saída se mostrou ineficiente. Não consigo suportar a disposição repentina do Márcio em me ajudar a enganá-lo: “Olha, essa música... Treine e, quando você se sentir confortável com ela, me mostre”. Francamente, a esmola me ofende. Não suporto a idéia de não ser um bom aluno (ou pelo menos de não conseguir me aplicar) no conservatório e suporto muito menos a idéia de fazer as coisas pela metade. Talvez seja melhor mesmo dar um tempo sem, no entanto, perder os calos.&lt;br /&gt;“Ao que parece, você já está com um pé fora daqui e um dentro...” Pois é. Acho que decidi tirar o pé que está dentro. Eu sou exigente comigo mesmo mas, felizmente, eu sei que não posso abarcar o mundo.&lt;br /&gt;Eu me toquei de uma coisa: eu exijo de mim até controle grande de emoções e as sufoco (sabe Deus a que custo). Talvez eu deva ser um pouco mais maleável e perceber que eu sou bem humano e que tenho sim o direito de sentir as coisas, por mais estúpidas que elas sejam. Ótimo... Acabei de assumir aqui uma coisa da qual eu sempre fugi de assumir: eu sou realmente estúpido às vezes. O que me consola é que todo mundo é pelo menos um pouquinho e, em alguns casos, há pessoas que parecem se empenhar full time nisso.&lt;br /&gt;Talvez seja hora de arrumar força e correr ao invés de mandar um sorriso tão falso quanto os que eu tanto condeno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-111405797028848079?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/111405797028848079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=111405797028848079&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111405797028848079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111405797028848079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/04/as-razes-por-que-mando-um-sorriso.html' title='As razões por que mando um sorriso'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-111302247371204933</id><published>2005-04-09T01:33:00.000-03:00</published><updated>2005-04-10T22:10:34.186-03:00</updated><title type='text'>Post bobo</title><content type='html'>Primeira novidade é que o Márcio, meu professor de violão, me convidou para tocar na próxima audição. Deverei tocar Corcovado (Tom Jobim!). Junto comigo, a Laura, professora de piano e violão, tocando flauta tranversal (nada mais charmoso...) e também o professor de bateria fazendo uma coisa mais jazzística. Deverá ficar bem legal. O problema é que eu vou cantar e tocar. Tá, eu consigo fazer os dois, não sou tão limitado assim e nem a música é tão complicada. Só não sei se canto bem o suficiente para me apresentar em frente a umas duas centenas de pessoas cantando. O convite do Márcio foi feito em meio a um monte de elogios a respeito da minha técnica, gosto para música etc. Os elogios, segundo ele, vieram não só dele, mas também de outros professores. Fiquei feliz da vida.&lt;br /&gt;O único porém é que eu já não sei se acredito em elogios gratuitos assim. Isso tudo veio depois de uma decaída do meu rendimento devido à falta de saco para as escalas e campos harmônicos somada ao encurtamento do meu tempo devido à faculdade. Será que ele não fez esses elogios só para ver se me encoraja a me manter no conservatório? Ao mesmo tempo: será que eu tenho mesmo uma técnica boa assim e só acho que não tenho porque exijo muito de mim mesmo? Já nem sei. O que eu sei é que estou tremendo na base. Não sei se aceito o convite ou não (isso porque eu assumo que tenho medo de enfrentar situações novas). Mais do que isso: continuo no conservatório ou não?&lt;br /&gt;Estava decidido a parar, mas agora... sinceros ou não, os elogios do Márcio conseguiram me estimular bastante. Fora esses, recebi outros, mas menos relevantes.&lt;br /&gt;Uma segunda coisa que aconteceu é que eu me toquei que tenho sido muito chato. Meus últimos estão soando horríveis para mim. Além de achar que ando com uma tendência absurda ao melodrama, eu ando monotemático. Encho o saco de vocês com coisas que não explico e que não tem como vocês ajudarem. Mas é que não tem sido fácil. As pessoas sobre as quais falo mudaram, mas o problema ainda é a mentira. Melhor dar nome aos bois. O principal boi agora é ninguém menos do que a minha mãe. Mentira, descaso, apatia... Tudo relacionado a ela. Antes eu estivesse realmente dando importância a quem não tem. Não gosto de me afastar dos outros, mas não se pode ficar perto de quem parece não querer proximidade. É difícil encarar esse fato às vezes. queria que as coisas fssem mais fáceis.&lt;br /&gt;Também fiquei doente essa semana mas estou curado. Deve ter sido algo que eu comi e me fez mal. Talvez um sapo.&lt;br /&gt;Fora tudo isso, não posso deixar de mencionar os três presentinhos gratuitos, esperança do mundo, que eu ganhei. São três CDs: um deles é a trilha sonora do De-lovely, o filme sobre a vida do Cole Porter; o segundo é do Michael Buble, cantor jazzístico em ascendência atualmente. Já o terceiro, é uma compilação que eu adorei. Presente fantástico! Quem enviou o presente mereceria menção muito honrosa aqui, mas, infelizmente, ele não freqüenta este blog. Bom, de qualquer modo, devo agradecer. Eric, thank you so much!&lt;br /&gt;Enfim... É só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-111302247371204933?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/111302247371204933/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=111302247371204933&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111302247371204933'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111302247371204933'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/04/post-bobo.html' title='Post bobo'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-111233045532241501</id><published>2005-04-01T00:50:00.000-03:00</published><updated>2005-04-03T18:48:39.816-03:00</updated><title type='text'>Sobre ter virado moda que me escondam as coisas</title><content type='html'>Depois de uns três posts monotemáticos, mudemos pelo menos o foco deste. Entendam por foco a pessoa que me fez escrever e as suas atitudes como causadoras de reflexão. Sim, mudemos o foco sem mudar o tema. Continuemos com a mentira e incluamos a omissão, o que denuncia a total falta de criatividade para temas do que vos escreve. O dia no qual escrevo sobre a mentira também não poderia ser mais propício. Seria até coincidência se eu não estivesse escrevendo freneticamente sobre isso há uns tempos.&lt;br /&gt;Comecemos por dizer que sei que a mentira é necessária às vezes porque a sinceridade deve ser seletiva. Até que ponto cada um de nós agüenta ouvir toda a verdade? Mais do que isso: até que ponto não é mais cômodo não saber as verdades, mantê-las debaixo do tapete?&lt;br /&gt;Bom, acontece que tem horas que não há mais lugar debaixo do tapete e tudo começa a parecer movediço. Já não há confiança na boa-fé das pessoas e já não há mais nada que dê o norte à capacidade de depender. Tudo torna-se um grande ponto de interrogação que, faminto, devora todo o alento interior que as omissões tinham sustentado até então. Castelo sobre areia fofa. Um mundo até então sem grandes hipocrisias e sem falsidade torna-se todinho relativo e feito contra aqueles princípios que são sempre lindos na teoria: verdade, justiça, lealdade, honestidade, retidão, austeridade, etc x etc = etc². &lt;br /&gt;Já não há mais espaço para a omissão e mentiras. Já não há espaço para algumas dúvidas em mim. Quero verdades, preciso de algumas respostas. Odeio a covardia dos que tapam o sol com a peneira unicamente pelo medo da desaprovação de outrem. Lê-se nas entrelinhas que há algo de errado no ar e a imaginação tende a ir longe criando evidências, percebendo o que não existe, torturando a mente já inquieta devido à dúvida. Não quero mais ter dúvidas, pelo menos sobre esse assunto que vem me incomodando. Há coisas que estão mal explicadas já há uns três anos e, se for para explicá-las de modo plausível, vou fundo. Cansei de ver as peças faltando, quero todas. É preciso saber se tenho condenado alguém injustamente por anos a fio por um ato que, por erro de compreensão, pode ter variado de absolutamente misericordioso a condenável e repugnante.&lt;br /&gt;Resta apurar. Resta também reavaliar as pessoas nas quais eu confio, já que isso tem consistido em grande fonte de decepção. No mais, desculpem. Estou cansado. A faculdade tem roubado não só importantes horas de ócio criativo, mas também a energia para escrever. Não é reclamação. Talvez seja só mais uma prova de que existe a providência divina. Não é um momento bom para eu ter a cabeça vazia e poucos compromissos. É chegada a hora de dinamizar um pouco a minha vida e alçar vôos um pouco mais distantes do ninho. Talvez olhando o ninho de longe eu perceba que se trata mesmo de uma barca furada, que é melhor saltar dele porque qualquer esforço de salvá-lo não será mais do que estéril (sentimento atual, infelizmente).&lt;br /&gt;Além disso tudo, eu confesso: odiei esse post. Achei um pouco mal-escrito. Estou cansado.&lt;br /&gt;Já planejo um próximo post que talvez verse sobre a relativização do processo de "enfilhodaputamento" das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Marcelo Camelo tem mesmo muito talento. Será o nosso próximo Chico Buarque? Tomara que não, ninguém precisa de outro Chico. Só de outros tão geniais quanto ele, cada um à sua maneira. Enfim... olha só o que ele escreveu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Santa Chuva &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ele)&lt;br /&gt;Vai chover de novo, &lt;br /&gt;deu na tv que o povo já se cansou de tanto o céu desabar, &lt;br /&gt;E pede a um santo daqui que reza a ajuda de Deus, &lt;br /&gt;mas nada pode fazer se a chuva quer é trazer você pra mim, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vem cá que tá me dando uma vontade de chorar, &lt;br /&gt;Não faz assim, não vá pra lá, meu coração vai se entregar à tempestade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ela)&lt;br /&gt;Quem é você pra me chamar aqui se nada aconteceu?&lt;br /&gt;Me diz, foi só amor ou medo de ficar sozinho outra vez?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cadê aquela outra mulher? &lt;br /&gt;Você me parecia tão bem,&lt;br /&gt;A chuva já passou por aqui, eu mesma que cuidei de secar, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem foi que te ensinou a rezar? &lt;br /&gt;Que santo vai brigar por você?&lt;br /&gt;Que povo aprova o que você fez?&lt;br /&gt;Devolve aquela minha tv que eu vou de vez, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há porque chorar por um amor que já morreu, &lt;br /&gt;Deixa pra lá, eu vou, adeus.&lt;br /&gt;Meu coração já se cansou de falsidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio desnecessário dizer que eu, às vezes, sou (ela).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-111233045532241501?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/111233045532241501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=111233045532241501&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111233045532241501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111233045532241501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/04/sobre-ter-virado-moda-que-me-escondam.html' title='Sobre ter virado moda que me escondam as coisas'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-111138041889366357</id><published>2005-03-21T00:52:00.000-03:00</published><updated>2005-03-21T02:03:41.826-03:00</updated><title type='text'>Reflexões de um alienado</title><content type='html'>Nada parece realmente me motivar, me apaixonar, me envolver. Sobretudo, nada me move da mesmice, atolei. Estou preso a uma rotininha que me parece um tanto rasa. É fase, eu bem sei. Não tenho vontade de nada e acabei de passar por uns dias que vieram sem muita gentileza para comigo. Decepção, revelações ruins e noites com sonhos labirínticos e aflitivos sobre o balcão da xerox lá na Letras. Não só isso: vazio.&lt;br /&gt;Vazio causado pela fixação de pensamento de alguém que passou em poucos segundos da pulcritude à feiúra absoluta e indigna de pena. À feiúra dos vis, do reles, do ordinário. Mais do que isso: à feiúra hipócrita que é cuidadosamente escondida sobre uma máscara larga de virtudes indubitavelmente apreciáveis. Chega disso, estou calejando. É insuportável e eu não quero viver num mundo de gente de moral decrépita, gente vendida e gente que se encaixa no assunto dos posts anteriores: ganância, "choke", materialismo, máscara. É... A moral da história é que agora parece que essa gente não consegue me fornecer nem mais posts decentes. Já falta vontade de escrever porque não há sobre o que além do vazio que sinto. Queria saber escrever sobre filosofia, como o William, por exemplo. Mas falta maturidade e interesse pela Filosofia, apesar de gostar dela. Isso acontece muito: falta maturidade para assistir e ler aos jornais, para ter interesse em política, para ler os grande filósofos, consumir as grandes idéias que mudam o mundo. Falta fome e sobra um contentamento bovino com a realidade e estágio atual de evolução. Eu simplesmente pareço ter preguiça de melhorar. Por Deus, será que serei forçado a assumir que sou um conformado? Deus que me livre se ele existir. Cabe dizer ainda que não estou triste, arrasado, melancólico. Só não ando muito motivado.&lt;br /&gt;Talvez seja tudo parte do meu egoísmo. Em inglês há uma expressão que diz muito: "self-centered". Quero saber sobre coisas que me afetam diretamente e que se dane o resto do mundo. Que me importa se a China está crescendo e eles não respeitam o meio ambiente se a minha indignação não vai mudar nada disso e se eu continuo encalhado? Questões diferentes e todas deveriam ter sua importância. Vou tentar melhorar, prometo. Nem que for para ter aqueles assuntos interessantíssimos e que mudam a sua vida para sempre: "você sabia que os japoneses construíram um aeroporto em pleno mar?". Odeio cultura à Discovery Channel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lisa: o id do MSN só atualiza quando eu encontro você online, logo não tenho o endereço do seu blog. Envia por e-mail para mim ou torça para me achar online.&lt;br /&gt;Lia: eu fiquei pensando sobre o "às vezes não dá vntade de gritar?" e, realmente, constatei que ando meio "bovino" demais ultimamente e que isso me incomoda. Quanto mais abaixa, mais a bunda aprece, isto é, não pode ser bonzinho o tempo inteiro porque tem gente que tripudia sobre os bonzinhos e os fazem sofrer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-111138041889366357?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/111138041889366357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=111138041889366357&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111138041889366357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111138041889366357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/03/reflexes-de-um-alienado.html' title='Reflexões de um alienado'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-111066093333066469</id><published>2005-03-12T17:31:00.000-03:00</published><updated>2005-03-14T00:09:53.623-03:00</updated><title type='text'>Em memória de quem me lembra o Leonardo di Caprio</title><content type='html'>Comecemos dedicando uma musiquinha, tendo sempre em mente a frase ótima que o Rennie bolou: "quanto mais bonita a máscara, maior é a certeza da própria feiúra".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Choke&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You're hidden by &lt;br /&gt;Your good looks &lt;br /&gt;Your fake smile &lt;br /&gt;I loved you but &lt;br /&gt;It took me &lt;br /&gt;A long while &lt;br /&gt;To realize &lt;br /&gt;You don't even care &lt;br /&gt;All the feelings &lt;br /&gt;You had none &lt;br /&gt;There's only one word &lt;br /&gt;That describes you &lt;br /&gt;And that's a "hypocrite." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I looked over you &lt;br /&gt;I looked over me &lt;br /&gt;Look at you and smile &lt;br /&gt;You fucking pedophile &lt;br /&gt;I looked over you &lt;br /&gt;I looked over me &lt;br /&gt;Look at you and smile &lt;br /&gt;Pedophile! &lt;br /&gt;Seduction! &lt;br /&gt;Torture! &lt;br /&gt;Decapitation! &lt;br /&gt;Insane! &lt;br /&gt;Oh! You're not my friend! &lt;br /&gt;This is the end! &lt;br /&gt;Suck it! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My eyes would never dry &lt;br /&gt;It's all done &lt;br /&gt;It wasn't real &lt;br /&gt;And all but it was fun &lt;br /&gt;Was I not good enough for you king? &lt;br /&gt;I guess not &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I looked over you &lt;br /&gt;I looked over me &lt;br /&gt;Look at you and smile &lt;br /&gt;You fucking pedophile &lt;br /&gt;I looked over you &lt;br /&gt;I looked over me &lt;br /&gt;Look at you and smile &lt;br /&gt;Pedophile! &lt;br /&gt;Seduction! &lt;br /&gt;Torture! &lt;br /&gt;Decapitation! &lt;br /&gt;Insane! &lt;br /&gt;Oh! You're not my friend! &lt;br /&gt;This is the end! &lt;br /&gt;Suck it! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You're not the king &lt;br /&gt;You never will be &lt;br /&gt;How could you say &lt;br /&gt;That you liked me? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You're not the king &lt;br /&gt;You never will be &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hope you choke!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta musiquinha é em memória de alguém cujo nome não paga a pena lembrar e que acabou de falecer para mim, alguém a quem eu dediquei uma noite de insônia e taquicardia. Não pretendo dedicar mais nada além de indiferença e talvez desprezo se eu conseguir, com meus esforços, ser ruim assim. Falsidade é intolerável e mentira também. Por que diabos eu não tenho um botão "delete" enterrado no cérebro?&lt;br /&gt;Essa música é a prova de que até eu grito às vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faculdade começou. Começou estranhíssima, mas já me adaptei e já aprendi qual o ponto de ônibus certo para se descer. Falando em ônibus, gasto umas 3 horas por dia dentro deles, pelo menos. Cansa, mas só pela aula a respeito do "poema retirado de uma notícia de jornal" do Bandeira já valeu. GE-NI-AL!&lt;br /&gt;Não estou com vontade real de escrever. Vou ouvir música.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-111066093333066469?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/111066093333066469/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=111066093333066469&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111066093333066469'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/111066093333066469'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/03/em-memria-de-quem-me-lembra-o-leonardo.html' title='Em memória de quem me lembra o Leonardo di Caprio'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-110948297324214254</id><published>2005-02-27T02:35:00.000-03:00</published><updated>2005-02-27T02:42:53.246-03:00</updated><title type='text'>Sobre a ganância e a importância de não arrotar peru</title><content type='html'>&lt;b&gt;TEXTO 1 – Reflexão pessoal e, surpreendentemente, não-egotista&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Então, D. Fulana, a senhora não vai participar do amigo secreto?&lt;br /&gt;- Não vou, não dá. Eu prefiro economizar o dinheiro do amigo secreto para poder levar meu filho mais novo ao McDonald’s. Eu sempre levo, uma vez por ano, perto do Natal...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho conversado com gente, exatamente como sempre fiz. Mister: o ser humano é social. Essas pessoas mantêm funções quase que bem definidas, ainda que às vezes se confundam. Com algumas pessoas, eu tenho contato com fatos, pensamentos e observações repugnantes o suficiente para causarem alguma reflexão. Com outras, eu debato as minhas reflexões. Foi numa conversa sobre as minhas últimas reflexões e sobre o tipo de comportamento que estava sendo o meu calcanhar-de-Aquiles que eu acabei ouvindo que andava trotskista. Sinceramente, tenho as minhas dúvidas e vou fundamentar os motivos de eu não chegar nem próximo ao comunismo (mas também de não ficar tão longe dele).&lt;br /&gt;Comecemos por dizer que o importante é não arrotar peru. Comendo mortadela ou peru, é importante ter em mente que a ostentação e a futilidade são de gosto muito discutível em um país (e em um mundo) onde ainda há gente que morre de inanição e de doenças por simples falta de acesso à informação, à água tratada e esgoto. Nunca mais fui a mesma pessoa depois de descobrir que há lugares em São Paulo que tem a coragem de cobrar R$ 1600 por um camarote, tudo para “selecionar” o público. De partida, já é necessário dizer que “selecionar” é uma palavra de muito mau gosto quando se tratando de gente, sobretudo quando o critério não é menos raso do que a conta bancária. É bem óbvio que há uma relação muito direta entre o dinheiro, a seleção e há o apartheid social. &lt;br /&gt;Herbert Spencer criou, no século XIX, o Darwinismo Social. Era uma teoria cretina elaborada por alguém não menos cretino que colocava as desigualdades sociais como produto da diferença dos níveis de adaptação que ocorre entre os homens em relação à vida em sociedade. Em suma, os ricos são ricos porque se mostram mais aptos à vida em sociedade do que os pobres, que são menos evoluídos. Curioso é que ainda haja gente que pense assim, que discrimina a pobreza como se se tratasse de algo sujo, promíscuo e, sobretudo, inferior. A sacada é entender que a diferença entre pobres e ricos é conseqüência das desigualdades e não causa das mesmas. Quantas vezes não vemos o conceito de “gente bonita” estar diretamente relacionado ao dinheiro que essas pessoas possuem? É óbvio que gente com mais dinheiro tem acesso a uma vida de qualidade elevada com muito menos esforço. Claro, e é óbvio, muito óbvio! Óbvio e cruel, como muitas coisas na vida. Enquanto há quem tenha a disponibilidade de gastar R$ 1600 em uma noite para ver “gente bonita”, há pessoas que são obrigadas a trabalhar como escravas em olarias, em carvoarias, catando papelão ou latinha pelas ruas (naquelas carroças onde homens fazem o papel dos animais de carga).&lt;br /&gt;Posto isso, não sou idiota o suficiente para defender que quem tem dinheiro não deve desfrutar dele. Não é imoral ter dinheiro, não é imoral desfrutar dele e gastá-lo como bem entender. Caridade é, muitas vezes, forma de esmola e de promoção social, o que, por ser feita devido a puro egoísmo, perde seu valor. Fora que de assistencialistas o inferno está cheio. Chega de distribuir dentaduras! A imoralidade mora na discriminação da pobreza e a sua colocação como se fosse produto da vagabundagem alheia, ao fato de que brasileiro não trabalha ou à inferioridade e incapacidade. Imoral é alguém se aproveitar da falta de instrução para tripudiar. Imoral é a hipocrisia.&lt;br /&gt;Para começo de conversa, esse negócio de que brasileiro não trabalha é idiotice. Somos um dos povos que mais trabalha no mundo inteiro e suportamos uma carga tributária escorchante e nem por isso nossas classes baixas desfrutam dos direitos mais básicos, como moradia, educação e saúde. Será que não é mais fácil ser patriota morando na Suécia?&lt;br /&gt;Certo... Disso tudo vocês devem estar carecas de saber. E eu disse isso tudo para quê, afinal? O que acontece é que eu odeio a futilidade de certas pessoas, apesar de ela ser uma fonte singular de impulso para escrever. Eu precisava muito condenar todo esse tipo de comportamento ridículo que às vezes eu noto em pessoa muito próximas, que às vezes me desapontam com essa estreiteza de visão. Talvez só tenha faltado uma certa necessidade de reflexão desses aspectos. Talvez tenha faltado capacidade ou sensibilidade para tanto.&lt;br /&gt;Não sou trotskista porque não poderia ser. O comunismo atualmente me parece utópico, sobretudo com essa coisa toda de Doutrina Bush. Mije fora do penico e seja invadido pelos marines.&lt;br /&gt;Em que eu acredito? Acho que acredito na social democracia, tal como ela deve ser concebida. Capitalismo sim, mas com a famigerada distribuição de renda e com reformas de cunho social (daí “pseudotrotskismo”). Já é tempo de começarmos a ver algum retorno pelos impostos e pela riqueza que geramos. Fora isso, educação, muita educação. Ensinemos às pessoas a não perderem os dentes para nunca mais terem seus votos trocados por dentaduras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, Bandeira, Bandeira... Sempre que não me sinto só é porque tenho gente por perto para me entender e partilhar do que eu sinto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; O bicho&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vi ontem um bicho&lt;br /&gt;Na imundície do pátio&lt;br /&gt;Catando comida entre os detritos.&lt;br /&gt;Quando achava alguma coisa,&lt;br /&gt;Não examinava nem cheirava:&lt;br /&gt;Engolia com voracidade.&lt;br /&gt;O bicho não era um cão,&lt;br /&gt;Não era um gato,&lt;br /&gt;Não era um rato.&lt;br /&gt;O bicho, meu Deus, era um homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Manuel Bandeira)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; TEXTO 2 – reflexões sobre ganância e frustração&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é chegada a hora de eu tentar de novo salvar a parca paz da minha existência através dos meus questionamentos, tentando trazer à tona alguma lucidez para enfrentar a vida com a mesma coragem omissa e apática que têm os miseráveis vida afora, com a resignação dos que recebem salário mínimo.&lt;br /&gt;A questão do salário mínimo me traz os pobres à cabeça e me lembra de certa sorte de comportamento que me irrita. Definitivamente, é necessária coragem para assumir que, por mais que façamos e representemos, não somos nada. Corajosos os que assumem que não são coisa nenhuma. A máscara da importância cabe como expediente excelente para que seja maquiada toda a necessidade de afirmação perante os outros e perante si mesmo. Não prego a humildade cristã porque não me é suficiente e soa medíocre. Quero apenas o realismo: somos quase nada e isso é muito duro se assumir. Qualquer pensamento que pareça contrário a isso tende a me assustar. O menosprezo pressupõe superioridade de uma das partes. Fora isso, nunca tive o impulso de abraçar o mundo sozinho e tenho medo de quem tem. Dá medo porque isso talvez passe por cima de tanta coisa tão mais importante e saborosa. Dá medo porque o mundo assume um cinza e em tudo o que leva ao choro de júbilo se impõe um amargor de frustração devido ao que nunca acontece aos que renunciam à vida. Tenho medo do mundo ganancioso, do mundo egoísta com fome de si mesmo. Talvez seja uma fuga, um modo de eu tentar explicar a minha falta de fome de vitória. E o que exatamente é ser vitorioso? Será que eu só não sou comunista por mera questão de criação e temperamento não propícios? Talvez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(ai, que confuso...!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-110948297324214254?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/110948297324214254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=110948297324214254&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110948297324214254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110948297324214254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/02/sobre-ganncia-e-importncia-de-no.html' title='Sobre a ganância e a importância de não arrotar peru'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-110895189703869700</id><published>2005-02-20T23:03:00.000-03:00</published><updated>2005-02-20T23:11:37.046-03:00</updated><title type='text'>Antologia</title><content type='html'>Abaixo vou listar uns trechos de músicas que me parecem particularmente expressivos, emocionantes ou marcantes. Acho que com isso consigo provar que o meu gosto musical não está indo ladeira abaixo, que aquela música do Claudinho e Buchecha foi um lapso...(rs) Espero que gostem. (Incrível como na teoria a idéia de fazer um post só com os trechos parecia mais emocionante. Agora, tudo escrito e organizado... Parece que morreu.)&lt;br /&gt;Há, obviamente, o sentimento de que muitas músicas marcantes não foram incluídas, o que se justifica por, na verdade, esse post estar mais circunscrito ao que eu dei conta de lembrar e ao que eu mais tenho escutado ultimamente. O ócio e a falta do que escrever matam. Talvez eu consiga ânimo para falar do meu “pseudotrotskismo” numa próxima vez. Até lá, fiquem com isso mesmo. Em alguns casos, nào é necessário ser nenhum gênio para saber de que ocasiões eu estou tratando... Boa (e longa) viagem para os que tiverem a paciência de ler.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Céu abriga o recado pra eu me guardar&lt;br /&gt;Mudanças estão por vir&lt;br /&gt;Esperar ser proclamado&lt;br /&gt;O grande final, o grande final feliz&lt;br /&gt;Que tal aquele brinde que faltou ?&lt;br /&gt;Será que teria sido assim?&lt;br /&gt;Acho que vou desistir"&lt;br /&gt;(Marina Lima - "O chamado")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“E por maus caminhos de toda sorte &lt;br /&gt;Buscando a vida, encontrando a morte &lt;br /&gt;Pela meia rosa do quadrante Norte &lt;br /&gt;João, João &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tal de Chico chamado Antônio &lt;br /&gt;Num cavalo baio que era um burro velho &lt;br /&gt;Que na barra fria já cruzado o rio &lt;br /&gt;Lá vinha Matias cujo o nome é Pedro &lt;br /&gt;Aliás Horácio, vulgo Simão &lt;br /&gt;Lá um chamado Tião &lt;br /&gt;Chamado João”&lt;br /&gt;(Tom Jobim – “Matita Perê”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Você me disse apenas:&lt;br /&gt;"Fui ao inferno,&lt;br /&gt;Tudo prá não te procurar"&lt;br /&gt;Eu me senti num beco&lt;br /&gt;E disse a seco&lt;br /&gt;"Como é que não te vi por lá?"&lt;br /&gt;(Marina Lima - "Prestes a voar")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Well you may never be or have a husband you may never have or hold a child&lt;br /&gt;You will learn to lose everything we are temporary arrangements&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;And may god bless you in your travels in your conquests and queries”&lt;br /&gt;(Alanis Morissette – “No pressure over capuccino”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se for mais veloz que a luz&lt;br /&gt;Então escape da tristeza&lt;br /&gt;Deixo toda dor pra trás&lt;br /&gt;Perdida num planeta abandonado&lt;br /&gt;No espaço&lt;br /&gt;E volto sem olhar pra trás&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Ele ganhou dinheiro&lt;br /&gt;Ele assinou o contrtato&lt;br /&gt;Comprou um terno&lt;br /&gt;Trocou o carro&lt;br /&gt;E desaprendeu a caminhar no céu&lt;br /&gt;E foi o princípio do fim”.&lt;br /&gt;(Paralamas do Sucesso – “Busca Vida”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“I’ll live through you&lt;br /&gt;I’ll make you what I never was&lt;br /&gt;If you’re the best, then maybe so am I&lt;br /&gt;Compared to him compared to her&lt;br /&gt;I’m doing this for your damn good&lt;br /&gt;You’ll make up for what I blew&lt;br /&gt;What’s the problem?… Why are you crying?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Be a good boy&lt;br /&gt;Push a little farther now&lt;br /&gt;It wasn’t fast enough&lt;br /&gt;To make us happy&lt;br /&gt;We’ll love you just the way you are&lt;br /&gt;If you’re perfect”&lt;br /&gt;(Alanis Morissette – “Perfect”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Un niño nacería ya sabias la fecha.&lt;br /&gt;Y antes de que el vecino y la familia supieran&lt;br /&gt;Fuiste donde el doctor a acabar el problema&lt;br /&gt;Tu vecino esta en casa dándose un buen duchazo&lt;br /&gt;Y tu dos metros bajo tierra viendo crecer los gusanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pero si a la hora del te nada pasa&lt;br /&gt;Solo te irás lejos de casa&lt;br /&gt;Por haber traído un habitante de mas&lt;br /&gt;A ingresar a esta podrida ciudad&lt;br /&gt;Donde lo que no se quiere se mata.”&lt;br /&gt;(Shakira – “Se quiere... se mata”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Há sonhos e insônias&lt;br /&gt;Ozônios e Amazônias&lt;br /&gt;E um novo amor no ar&lt;br /&gt;Entre bilhões de humanos&lt;br /&gt;E siderais enganos&lt;br /&gt;Eu quero é te abraçar"&lt;br /&gt;(Marina Lima - "$Cara")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Whatever makes you happy,&lt;br /&gt;Whatever you want,&lt;br /&gt;You're so fucking special,&lt;br /&gt;I wish I was special...&lt;br /&gt;But I'm a creep, I'm a weird.&lt;br /&gt;What the hell am I doing here?&lt;br /&gt;I don't belong here.&lt;br /&gt;I don't belong here.”&lt;br /&gt;(Radiohead – “Creep”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Olha lá quem acha que perder &lt;br /&gt;é ser menor na vida &lt;br /&gt;Olha lá quem sempre quer vitória &lt;br /&gt;e perde a glória de chorar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que já não quero mais ser um vencedor,&lt;br /&gt;levo a vida devagar pra não faltar amor.”&lt;br /&gt;(Los Hermanos – “O vencedor”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Olha lá ele não é feliz&lt;br /&gt;Sempre diz que é do tipo cara valente&lt;br /&gt;Mas veja só&lt;br /&gt;A gente sabe&lt;br /&gt;Esse humor é coisa de um rapaz&lt;br /&gt;Que sem ter proteção&lt;br /&gt;Foi se esconder atrás&lt;br /&gt;Da cara de vilão&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Ê! Ê! Ele não é de nada&lt;br /&gt;Oiá! Essa cara amarrada&lt;br /&gt;É só um jeito de viver nesse mundo de magoas”&lt;br /&gt;(Maria Rita – “Cara valente”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se o mundo for desabar&lt;br /&gt;sobre a sua cama&lt;br /&gt;E o medo se aconchegar&lt;br /&gt;sob o seu lençol&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se você sem dormir&lt;br /&gt;tremer ao nascer do sol&lt;br /&gt;Escute a voz de quem ama&lt;br /&gt;ela chega aí&lt;br /&gt;Você pode estar&lt;br /&gt;tristíssimo no seu quarto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que eu sempre terei&lt;br /&gt;meu jeito de consolar&lt;br /&gt;É só ter alma de ouvir,&lt;br /&gt;e coração de escutar&lt;br /&gt;E nunca me farto&lt;br /&gt;do uníssono com a vida”&lt;br /&gt;(Marisa Monte/Caetano Veloso – “Sou seu sabiá”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Onde queres o ato eu sou o espírito&lt;br /&gt;E onde queres ternura eu sou tesão&lt;br /&gt;Onde queres o livre decassílabo&lt;br /&gt;E onde buscas o anjo eu sou mulher&lt;br /&gt;Onde queres prazer sou o que dói&lt;br /&gt;E onde queres tortura, mansidão&lt;br /&gt;Onde queres o lar, revolução&lt;br /&gt;E onde queres bandido eu sou o herói”&lt;br /&gt;(Caetano Veloso – “O quereres”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“É quando teus amigos te surpreendem &lt;br /&gt;Deixando a vida de repente &lt;br /&gt;E não se quer acreditar &lt;br /&gt;Mas essa vida é passageira &lt;br /&gt;Chorar eu sei que é besteira &lt;br /&gt;Mas, meu amigo, não dá pra segurar &lt;br /&gt;Não dá pra segurar &lt;br /&gt;Não dá pra segurar &lt;br /&gt;Não dá pra segurar &lt;br /&gt;Desculpe meu amigo, mas não dá prá segurar”&lt;br /&gt;(Ira! – “Vida passageira”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Se ela me deixou, a dor&lt;br /&gt;é minha só, não é de mais ninguém&lt;br /&gt;Aos outros eu devolvo a dó,&lt;br /&gt;Eu tenho a minha dor.&lt;br /&gt;Se ela preferiu ficar sozinha&lt;br /&gt;Ou já tem um outro bem.&lt;br /&gt;Se ela me deixou a dor é minha,&lt;br /&gt;A dor é de quem tem&lt;br /&gt;É o meu troféu, é o que restou,&lt;br /&gt;É o que me aquece sem me dar calor.&lt;br /&gt;Se eu não tenho o meu amor&lt;br /&gt;Eu tenho a minha dor”&lt;br /&gt;(Marisa Monte – “De mais ninguém”)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“You hadn't seen your father in such a long time.&lt;br /&gt;He died in the arms of his lover.&lt;br /&gt;How dare he?&lt;br /&gt;Your mother never left the house.&lt;br /&gt;She never married anyone else,&lt;br /&gt;You took it upon yourself to console her.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;So here we both are battling similar demons (notcoincidentally)&lt;br /&gt;You see in getting beyond knowing it slowly intellectually,&lt;br /&gt;You're not relinquishing your majesty.&lt;br /&gt;You are wise, you are warm, you are courageous, you are big.&lt;br /&gt;And I love you more now than I ever have in my whole life.”&lt;br /&gt;(Alanis Morissette – “The couch”)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-110895189703869700?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/110895189703869700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=110895189703869700&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110895189703869700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110895189703869700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/02/antologia.html' title='Antologia'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-110800437255413626</id><published>2005-02-10T01:45:00.000-02:00</published><updated>2005-02-10T01:06:20.276-02:00</updated><title type='text'>Post medíocre por razão nobre</title><content type='html'>(lembrem-se:escrevo pior sob efeito da felicidade)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma palavra: passeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei!!!&lt;br /&gt;Estou radiante porque sou um dos alunos da nova turma do curso de Letras da FFLCH/USP. Algum dos leitores podem pensar que é fácil passar no curso de Letras e eu mesmo digo: não é difícil mesmo. O que vale para mim é todo o diferencial que teve: esforço.&lt;br /&gt;Qualquer tentativa de fazer o meu curso parecer inferior não passa de uma tentativa de parecer melhor perante a mim, portanto, não caiam nessa. Cada um na sua e há espaço para todo mundo. O mundo não necessita só dos formandos da Medicina/Pinheiros... Até porque o mundo seria um caos coberto de médicos: eles são muito complicados.&lt;br /&gt;Fico muito contente de poder contar com pessoas que me são sinceras e generosas o suficiente para ficartem felizes por mim, dividirem o nó na gargante e o grito rouco de felicidade. Sei que fiz por merecer a minha vaga porque me esforcei, mas sei também que nem sempre essas coisas são justas. O fato é que muitos de vocês mereceram mais do que eu e não passaram e eu gosto muito de pensar que vocês terão o que merecem algum dia.&lt;br /&gt;É muito bom poder contar com o apoio de amigos, pais e familiares maravilhosos como eu pude contar. Sei que esse post vai soar piegas, mas me importo tanto quanto me importo com o fato de ficarem irritados com a minha mania de desviar os olhos enquanto falo com as pessoas. Não me importo. &lt;br /&gt;É muito bom poder saber que conto com vocês. É muito bom ter meu esforço reconhecido. É muito bom saber que agora começa uma nova fase tão dura quanto a anterior. Sobretudo, é muito bom me sentir tão vivo. E chega.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-110800437255413626?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/110800437255413626/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=110800437255413626&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110800437255413626'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110800437255413626'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/02/post-medocre-por-razo-nobre.html' title='Post medíocre por razão nobre'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-110679867357457686</id><published>2005-01-27T01:35:00.000-02:00</published><updated>2005-01-30T17:21:29.290-02:00</updated><title type='text'>01:50 am, fome, Kittie e penumbra</title><content type='html'>(ao som de Kittie - Brackish)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, simplesmente não. E é "não" porque simplesmente falta paciência para a dúvida. Às vezes tenho a certeza de que a minha conversão em um tremendo bundão tende a me tornar algo como um ente inatingível e emocionalemente apático, mas não. Talvez apenas tenham mudado as coisas que me atingem e talvez ainda seja tão emocionalmente vulnerável como outrora. Somos vulneráveis e somos de carne e neurônios - sobretudo neurônios. A verdade é que o que tinha de felicidade dentro da lata de sorvete que assaltei hoje se acabou e sobrou a melancolia para me acompanhar durante esse post. Azar o seu, já que eu até gosto de tê-la como companheira porque me inspira a escrever sem muita medida, sem coesão, mandando às favas a colocação pronominal, já que nem domino mais suas regras direito. Melhor do que o impulso à escrita, a melancolia rouba-me as dúvidas, ainda que me fazendo pender para um prisma pessimista. Sim, uma pessoa emocionalmente equilibrada tem dúvidas porque tem capacidade de distinção entre bem e mal (ainda que eu corra do maniqueísmo como o diabo da cruz) potencializada. Já eu, que estou penso para um lado, manco, tendo a acreditar que não vai dar certo. O quê? Não interessa, assunto meu. (Ainda que a omissão desse assunto não torne esse blog menos pessoal... A exposição por aqui é grande, apesar de maquiada). E teve gente que já se meteu nos meus assuntos demais por uma encarnação. Se o tratava com reservas, agora ele merece a frieza, nem que seja até que resolva tomar uma boa dose de chá de semancol. O coice vem mesmo de onde menos se espera.&lt;br /&gt;Voltando à dúvida, já que o universo é um grande ponto de interrogação e já que as interrogações geram as angústias. Angústia é um sentimento de encruzilhada, que não parece levar a nada, um atoleiro. Já a raiva... Tá aí, queria sentir raiva, então. Tornar-me-ia (já que me acham esnobe...) impulsivo o suficiente para acabar ou avivar tudo isso e "tudo isso" nem existe direito ainda porque ainda não compreendo muita coisa e acho que não sou entendido também.&lt;br /&gt;Hora de ir para a cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Paulinhoterapia não é droga, mas em excesso pode cegar a inteligência e a capacidade de distinguir um texto ruim de um bom. Pratique com moderação.)&lt;br /&gt;Lisa, ele não deu a mínima para o seu comment.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Necrológio dos desiludidos do amor &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desiludidos do amor&lt;br /&gt;estão desfechando tiros no peito.&lt;br /&gt;Do meu quarto ouço a fuzilaria.&lt;br /&gt;As amadas torcem-se de gozo.&lt;br /&gt;Oh quanta matéria para os jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desiludidos mas fotografados,&lt;br /&gt;escreveram cartas explicativas,&lt;br /&gt;tomaram todas as providências&lt;br /&gt;para o remorso das amadas.&lt;br /&gt;Pum pum pum adeus, enjoada.&lt;br /&gt;Eu vou, tu ficas, mas os veremos&lt;br /&gt;seja no claro céu ou no turvo inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os médicos estão fazendo a autópsia&lt;br /&gt;dos desiludidos que se mataram.&lt;br /&gt;Que grandes corações eles possuíam.&lt;br /&gt;Vísceras imensas, tripas sentimentais&lt;br /&gt;e um estômago cheio de poesia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora vamos para o cemitério&lt;br /&gt;levar os corpos dos desiludidos&lt;br /&gt;encaixotados completamente&lt;br /&gt;(paixões de primeira e de segunda classe).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os desiludidos seguem iludidos,&lt;br /&gt;sem coração, sem tripas, sem amor.&lt;br /&gt;Única fortuna, os seus dentes de ouro&lt;br /&gt;não servirão de lastro financeiro&lt;br /&gt;e cobertos de terra perderão o brilho&lt;br /&gt;enquanto as amadas dançarão um samba&lt;br /&gt;bravo, violento, sobre a tumba deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-110679867357457686?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/110679867357457686/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=110679867357457686&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110679867357457686'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110679867357457686'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/01/0150-am-fome-kittie-e-penumbra.html' title='01:50 am, fome, Kittie e penumbra'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-110601981994394995</id><published>2005-01-18T01:46:00.000-02:00</published><updated>2005-01-19T02:00:15.246-02:00</updated><title type='text'>Das novidades</title><content type='html'>Começo por dizer que demorei um pouco na atualização do blog e isso deve-se basicamente a duas coisas: falta de tempo e falta de assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, porque eu escrevo quase que exclusivamente sobre o que me inquieta, isto é, mazelas, comportamentos que me são irritantes, algumas reflexões, etc. A partir disso, dá para deduzir que a vida tem me tratado bem. Não maravilhosamente, mas bem. O perigo de sermos muito bem tratados é que nos tornamos mimados e eu não quero isso. O mimo enfraquece as pessoas, o mal trato enlouquece e há um certo lirismo e relativa sensatez na loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basicamente, o que acontece é que eu não tenho sido irritado por nada que me levasse a escrever. Acho que estou numa fase intermediária, de enterro de algumas minhocas antigas da minha cabeça e a criação de novas. Porque minhocas são necessárias para impulsionar alguma evolução. E evolução é vida e é futuro: "perspectiva" é a palavra chave. E as minhas parecem boas, apesar da vigência do meu inferno astral (rs). Minhas dúvidas ainda existem, mas tem se dissipado numa velocidade que não me permite esmiuçá-las. Mais do que isso: tudo parece mais fluido, mais dinâmico. Tem coisas mudando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com relação à segunda fase da Fuvest, limito-me a dizer que acho que fui bem e que continuo com boas chances de entrar para a FFLCH.&lt;br /&gt;Foram 3 provas: Português, História e Geografia. Português e Geografia pareceram-me bem elaboradas. Já a de História... Gostaria de trancrever o que o Etapa disse sobre a prova de história, que eu julguei razoavelmente escrota:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"História - uma prova exigente, trabalhosa e desproporcional&lt;br /&gt;O equilíbrio que existia na prova de segunda fase da Fuvest no ano passado, quando comprada à presente, foi rompido.&lt;br /&gt;Das vinte peguntas, pelo menos dez podem ser consideradas de alta complexidade. As outras dividem-se eqüitativamente entre questões de complexidade média e básica. Perguntas aparentemente simples, para serem cabalmente respondidas, exigiram verdadeiras dissertações, daí o caráter desproporcional da prova. Observou-se também que possíveis inerpretações históricas foram apresentadas nas perguntas como se fossem questões irretorquíveis, como a questão 2, que afirma a existência de uma "integração" na Europa Medieval. Com muita propabilidade, o tempo (três horas) e o espaço disponíveis para responder cada questão não foram suficientes.&lt;br /&gt;Mesmo o candidato estudioso e bem preparado deve ter experimentado uma grande dificuldade para resolver a prova. Face ao exposto, &lt;b&gt; resta saber se esta prova realizou os propósitos a que se destinou&lt;/b&gt;".&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo com o Etapa. Não porque sou "puuuuuuxa!" ou por o Antônio ser Deus. Simplesmente já tinha juízo formado sobre a prova e o Etapa achou o mesmo que eu. Já o Anglo, além de ter dado respostinhas de três linhas para cada questão, elogiou a prova. Simplismo é sinal de ignorância e ignorância não é bom e mata. O resultado sai dia 10 de fevereiro.&lt;br /&gt;(Nossa, que texto interessantíssimo... Desculpem, mas estou ocupado fazendo coisas importantes, como comendo chocottone louca e vorazmente.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COmo faz muito tempo que não coloco nenhuma música ou poesia aqui, decidi colocar uma que a Marina Lima fez em parceria com o Arnaldo Antunes. Isso porque a vida às vezes parece muito grávida e também porque a letra da música é muito inusitada, divertida... E estranha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Grávida&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tô grávida &lt;br /&gt;Grávida de um beija-flor &lt;br /&gt;Grávida de terra &lt;br /&gt;De um liquidificador &lt;br /&gt;E vou parir &lt;br /&gt;Um terremoto, uma bomba, uma cor &lt;br /&gt;Uma locomotiva a vapor &lt;br /&gt;Um corredor &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tô grávida &lt;br /&gt;Esperando um avião &lt;br /&gt;Cada vez mais grávida &lt;br /&gt;Estou grávida de chão &lt;br /&gt;E vou parir &lt;br /&gt;Sobre a cidade &lt;br /&gt;Quando a noite contrair &lt;br /&gt;E quando o sol dilatar &lt;br /&gt;Dar à luz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tô grávida &lt;br /&gt;De uma nota musical &lt;br /&gt;De um automóvel &lt;br /&gt;De uma árvore de Natal &lt;br /&gt;E vou parir &lt;br /&gt;Uma montanha, um cordão umbilical, um anticoncepcional &lt;br /&gt;Um cartão postal &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tô grávida &lt;br /&gt;Esperando um furacão, um fio de cabelo, uma bolha de sabão &lt;br /&gt;E vou parir &lt;br /&gt;Sobre a cidade &lt;br /&gt;Quando a noite contrair &lt;br /&gt;E quando o sol dilatar &lt;br /&gt;Vou dar a luz &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-110601981994394995?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/110601981994394995/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=110601981994394995&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110601981994394995'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110601981994394995'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/01/das-novidades.html' title='Das novidades'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-110506676420437467</id><published>2005-01-07T01:48:00.000-02:00</published><updated>2005-01-07T01:37:00.013-02:00</updated><title type='text'>Questionamento compulsivo somado à melancolia emprestada de Eugênio, de Olhai os lírios do campo</title><content type='html'>Por que escrevo? Unicamente para matar o tempo e matar quem me mata, uma vez que cabeça vazia é a oficina do diabo. E tem sido. Trata-se do meu quarto dia de férias efetivamente falando e eu já me encontro irritado. Irritado pelos pensamentos e pelo ócio. O ócio... Não consigo faze-lo criativo de modo satisfatório. Na verdade, aproveita-lo para criar ou exercitar algo exige o mínimo de força de vontade e de falta de preguiça e eu não disponho de nenhum deles. Apenas vegeto. Aliás, se vegetasse não poderia dar-me ao luxo de ficar questionando compulsivamente os mais diversos aspectos da minha vida. São, sobretudo, aspectos razoavelmente obscuros e que são pedras no meu caminho. Aliás, nem pedras são. São gavetas fechadas e eu não disponho das chaves para revelar os conteúdos. Dúvidas das mais diversas.&lt;br /&gt;Ando com meu humor em uma montanha-russa e com a gula em alta. Começo a acreditar na baboseira de inferno astral.... Ao inferno os astrólogos! Aliás, a vontade mesmo é de mandar muita gente para o inferno. Bem poucos se salvariam hoje e isso é porque ando mais sensível e intolerante em relação aos defeitos alheios e às pisadas de bola. Desde ontem tenho me questionado muito a respeito dos amigos de conveniência, da volubilidade das pessoas e à minha incredulidade mediante as suas declarações de amizade e carinho. Sinceramente, prefiro que provem tudo isso com atos ao invés de simples abraços que me roubam o jogo de cintura e até me entorpecem o sarcasmo. (ainda que não negue que os abraços são muito lisonjeiros). Quero colo. Preciso dele. Eu percebo isso mas há quem insista em não perceber. Faço todo o possível para dar suporte àqueles que sabem que me são caros, mas, infelizmente, ontem tive a impressão de que a satisfação pessoal parece ser muito mais importante do que eu e que, enfim, não há reciprocidade. Afinal, o que eu posso proporcionar a alguém? Ontem, nem risadas. Só meia dúzia de frases soltas, carregadas de um pessimismo e uma lerdeza aflitiva. Pensamentos que se embaralhavam e não expressavam pelo que eu passava. Talvez tenha sido bom. Não creio que a indiferença que me foi mostrada possa ser indício de tratar-se de alguém realmente confiável. Logo eu! Confiar em alguém que não merece essa confiança... Realmente, preciso de um pouco mais de amor próprio, reflexão e, definitivamente, colocar em ordem alguns aspectos da minha vida. Reavaliar, pesar novamente algumas relações e ver se realmente são pessoas que possam ser tão confiáveis quanto eu necessito e tão generosos como uma amizade de verdade requer. Porque a amizade pressupõe altruísmo e porque eu tenho asco do egoísmo.&lt;br /&gt;O egoísmo leva a outra questão que me incomoda porque convivo com ela: individualismo. E ele está aqui, no quarto ao lado, dormindo. Está exausta (no feminino por trata-se de mera encarnação do individualismo e do desapego). Enquanto isso, eu tenho tempo de pensar em como nossas relações estão sendo corroídas ao longo do tempo e conforme a vida moderna passa a demandar cada vez mais de nós. Em verdade, somos escravos dos nossos horários, compromissos, trabalho e simplesmente falta tempo para todo o resto. Minha casa parece ter se convertido em uma pensão e chego a sentir  saudoso qunato a um passado não muito distante. É um saudosismo de tolos. Ao analisar profundamente, dá para ver que o passado e tão desesperador quanto o sono tranqüilo do individualismo, que dorme aqui ao lado. Dorme pesado, como que concentrada, até o sempre. Enxergar isso é convite ao ceticismo, no qual eu não consigo ver felicidade ou beleza. A mim os céticos soam muito áridos, como aquele desenho odioso, o “U.S. Marshalls”. Confesso que a visão apocalíptica do desenho me causava um desconforto estranho, o que talvez se deva ao fato de irreal demais de um modo pessimista aliado à morte das perspectivas humanas. Talvez o ceticismo se assemelhe muito à morte da esperança e deve ser este o motivo que me leva a relutar em aceita-lo de uma vez por todas como uma verdade minha, ainda que por muitas vezes me seja bem claro que trata-se da verdade do mundo.&lt;br /&gt;De fato, como vem acontecendo desde ontem e ao longo de todas as conversas nas quais eu tento ser simpático, minhas idéias estão muito desconexas e só me desculpo com quem vai tentar entende-las. Um calor infernal e eu aqui com calafrios. Definitivamente, preciso ocupar a minha cabeça com alguma coisa que não me tragam mais questões.&lt;br /&gt;Talvez a ansiedade pela segunda fase da Fuvest esteja colaborando com esse sentimento estranho que eu sinto. Fuvest... Fuvest... Fuvest... Chega.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-110506676420437467?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/110506676420437467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=110506676420437467&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110506676420437467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110506676420437467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2005/01/questionamento-compulsivo-somado.html' title='Questionamento compulsivo somado à melancolia emprestada de Eugênio, de &lt;i&gt;Olhai os lírios do campo&lt;/i&gt;'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-110437398855145815</id><published>2004-12-30T01:30:00.000-02:00</published><updated>2004-12-30T01:16:28.766-02:00</updated><title type='text'>Sobre o meu Natal e expectativas para o Ano Novo</title><content type='html'>Foi meio deprimente o Natal. Passamos meus avós, meus tios, meus primos, minha mãe, minha irmã e eu na casa da minha tia, junto à família do meu tio (tudo por parte de mãe).&lt;br /&gt;Muito ao gosto dos outros anos, eu fiquei deslocado. É o meu lado “gauche”, creio. Cada vez que vêm as festas, eu me convenço mais e mais de que não nasci para interagir com as pessoas. Não que eu não saiba conversar ou que eu seja absurdamente tímido ou algo do gênero. Falta-me a paciência de suportá-las e isso ficou claro no dia 25 à noite. Tendo a uma sensibilidade que insiste em elevar à enésima potência toda a atmosfera de mentira e hipocrisia que circunda a boa convivência entre pessoas que, em verdade, se detestam. Toda família é assim, dizem alguns. Nem sei. Consigo enxergar só a minha e realmente gosto muito de algumas pessoas. Só converso com quem realmente me trata bem e entende e são mais de dois. Aleluia, apesar dos pesares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O encantamento pelas festas é inversamente proporcional à sua quantidade de anos, segundo a minha teoria. Quando você é pequeno, ganha presentes e, mesmo sem acreditar no bom velhinho, você se sente bem. Mesmo não sendo um velhinho usando roupas vermelhas pesadíssimas para o verão brasileiro, dá a impressão de ser querido e supre as vontades de criança birrenta que todos nós tivemos (e alguns ainda insistem no “ter”, que regula o mundo atual, se é que não o sempre regulou). Depois, no Natal seguinte, quando ninguém tem dinheiro e só os primos menores ganham presente, você vai para o quarto e chora quietinho porque queria ter ganhado um presente igual ao daquela sua prima nojentinha e mimada da qual você sequer gosta. Aí você continua crescendo e, conforme o faz, vai percebendo as nuances de comportamento das pessoas, o quanto elas são chatas e rasas. Você vê os casamentos infelizes, você vê as mentiras sociais, você vê a desilusão, a repressão, a vontade de sumir, os problemas, a incapacidade de alguma pessoas de cozinhar bem... Haja paciência para aturar. O Natal torna-se broxante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois vem o Ano Novo. Grande celebração de alegria para juntar todos os parentes e colocar-se a estourar champanha no primeiro minuto do ano. Todos se abraçam contentes porque o ano que virá trará muita alegria e prosperidade. Na praia, você assiste aos fogos. Lindo, não? Ahmmmmm... Não pode ser só rabugice minha! Fogos são dispensáveis. Gasta-se fortunas em fogos enquanto tem gente que não tem nada para comer. Gente para a qual a alegria de uma festa assim é supérflua. Trata-se de uma grande queima de fogos e de dinheiro público passível de ser empregado em atividades muito mais construtivas do que o agrado de meia dúzia de pessoas... Forta isso, é necessário considerar que é muito cômodo morgar o ano todo e esperar que como por mágica as coisas todas venham a melhorar só porque o ano mudou. Pular ondinhas e comer lentilha (ou romã) são tão eficazes quanto pagar nossos impostos neste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pronto. Até agora, acho que consigo ter uma previsão do perfil que construí a respeito de mim em relação às festas: GRINCH! (nem o filme eu assisti, mas sei mais ou menos do que se trata). Equivocam-se, no entanto. A verdade é que não desgosto das festas de Natal e nem de Ano Novo. Pelo contrário. Só que acho que são celebradas de um modo quase que torto. E qual o valor de uma utopia? Nem sei. O que eu sei é que gostaria que as minhas festas fossem de partilha entre as pessoas que me são mais queridas no mundo, livre da perfídia, hipocrisia, mentira. Por que diabos se tem que ficar feliz nessas datas quando tudo o que fazem é empurrar gente chata goela abaixo? Banana  para vocês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço ainda a ressalva: trata-se de revolta mais branda do que aparenta. Se se tratasse de algo com real urgência dramática, eu teria cuidado de me ver livre da corja que me causa mal. Não o fiz e acho que deve ser porque até eu acho utópico o que acabo de propor. Talvez seja um pouco de supervalorização das coisas negativas, que deveriam apenas ser contempladas e abominadas tal qual uma ferida purulenta ao invés de causar raiva. Raiva é uma perda de tempo infinitamente maior e mais danosa do que a leitura deste texto.&lt;br /&gt;As cerejas não estavam doces e nem assim o mundo acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Depois que escrevi isso das cerejas, lembrei-me de um conto da Lygia Fagundes Telles onde, em um dos contos há uma menção sobre cerejas. Lembrei-me também do "não esquecer que por enquanto é tempo de morangos" da Clarice Lispector. Lembrei só depois, quase como um “dejá vù”, não caracterizando plágio barato, portanto. Nem mesmo achar o &lt;i&gt;Oito contos de amor &lt;/i&gt; eu consegui, apesar de ter procurado bastante. Mais um para a lista de livros emprestados e não devolvidos. Também não ganhei o &lt;i&gt; Laços de família &lt;/i&gt; de amigo secreto. Inferno. )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito muito naquela coisa do “colher o que se planta”. Não baseado em qualquer justificativa cósmica ou de justiça divina.&lt;br /&gt;Feliz Ano Novo para os que merecem que ele seja feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.s.: Amelie, fico contente que tenha gostado do conteúdo do meu blog e espero que continue a freqüentá-lo.&lt;br /&gt;P.s.: Notaram como fiz questão de simplificar o modo como escrevo? Nem eu. (Não desta vez porque eu estou especialmente grandiloqüente, mas prometo que posso vir a tentar fazê-lo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-110437398855145815?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/110437398855145815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=110437398855145815&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110437398855145815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110437398855145815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/12/sobre-o-meu-natal-e-expectativas-para.html' title='Sobre o meu Natal e expectativas para o Ano Novo'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-110342564681689624</id><published>2004-12-19T01:40:00.000-02:00</published><updated>2004-12-19T17:08:30.366-02:00</updated><title type='text'>Miscelânea</title><content type='html'>&lt;b&gt; Na saída do Mackenzie&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saí do segundo dia de prova do Mackenzie sob garoa fina e notei que uma mulher observou-me de um jeito estranho, como se me sondasse. Dei-lhe a importância merecida: continuei andando.&lt;br /&gt;Mais para frente, ela me pára e dispara:&lt;br /&gt;_Você é cristão?&lt;br /&gt;_Mais ou menos... Por quê?&lt;br /&gt;_(procurando papel na bolsa) É que eu faço parte de um grupo que se reúne aqui no Mackenzie para fazer estudos da bíblia e gostaria de te convidar.&lt;br /&gt;_Seguinte: na verdade, eu sou ateu.&lt;br /&gt;_ É, eu sei que tem muita gente que não freqüenta a igreja... Mas, você sabe, ainda que você não vá à missa, foi Deus quem nos criou.&lt;br /&gt;_ Não, não é que não acredite nas religiões ou na Igreja. Sou ateu. Respeito seu ponto de vista mas, obrigado, não.&lt;br /&gt;_ (com cara de tonta resignada) OK, então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio que tentem me converter. Mais ainda, odeio que tentem me influenciar a respeito de uma coisa que nem eu mesmo sei qual é a minha posição. Na verdade, nas religiões eu não acredito porque todas tem alguma falha e isso é inegável. Mas, se Deus existe, todas funcionam como caminho para ele. E se ele não existir?&lt;br /&gt;A propósito, proporcionalmente, fiz menos pontos do Mackenzie do que na Fuvest, sendo que tinha achado mais fácil a prova do Mack. Deve ter sido vudu dessa mulher que me abordou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Sobre o fim de semana que talvez ainda não tenha terminado &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Final de semana começou na sexta e começou bem.&lt;br /&gt;Ganhei até uma caixinha de chicletes no valor de R$ 0,20! E olha que nem foi essa a melhor parte... Acho que nem que o fim de semana tenha acabado na sexta, terá valido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Rincão da metalinguagem &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem acha este blog triste?&lt;br /&gt;Quem acha meu modo de escrever arrogante?&lt;br /&gt;Quem acha que eu não tenho só a cara, mas todo o cérebro e o comportamento de um nerd?&lt;br /&gt;Quem é a favor da troca da cor do fundo para uma mais alegre?&lt;br /&gt;Quem acha este blog sisudo?&lt;br /&gt;Quem se importa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que eu meio que já estou com o saco cheio de escrever aqui. Não ando sentindo mais vontade e não sinto que escrevo nada que preste. Deve ser o sono ou a confusão mental ou a síndrome da correção das redações do cursinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-110342564681689624?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/110342564681689624/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=110342564681689624&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110342564681689624'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110342564681689624'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/12/miscelnea.html' title='Miscelânea'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-110264653055135216</id><published>2004-12-10T01:27:00.000-02:00</published><updated>2004-12-10T00:55:54.430-02:00</updated><title type='text'>Sobre ELA</title><content type='html'>Lisa, mil... não! Um milhão de perdões por não ter te enviado nem um cartãozinho virtual para você. Odeio esquecer as coisas.&lt;br /&gt;Espero que você tenha passado muito bem a data, que tenha ganhado uns presentes, que seu irmão com cara de psicótico não tenha dado dores de cabeça e que você tenha saúde, prosperidade financeira (porque ir para Giverny com meu salário de professor será improvável) e sucesso no amor também.&lt;br /&gt;Desejo-te tudo de bom! Que Santa Baquita te abençoe sempre e muito porque você merece. Obrigado por sempre me ouvir e compreender e agüentar e rir e puxar orelha.&lt;br /&gt;Valeu!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dediquei essa música uma vez para você e ela é linda e eu espero que não se importe de eu repetir a dose. Não sei se a letra tem muito a ver, porque ela é bem confusa. Sei que ela me lembra para você e isso é reforçado pelo fato de saber que ela foi escrita para o irmão da compositora. E vc é minha irmã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; No Pressure Over Capuccino&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And you're like a 90's jesus&lt;br /&gt;And you revel in your psychosis&lt;br /&gt;How dare you&lt;br /&gt;And you sample concepts like hors d'euvres&lt;br /&gt;And you eat their questions for dessert&lt;br /&gt;Is it just me or is it hot in here &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And you're like a 90's kennedy&lt;br /&gt;And you're really a million years old&lt;br /&gt;You can't fool me&lt;br /&gt;They'll throw opinions like rocks in riots &lt;br /&gt;And they'll stumble around like hypocrites&lt;br /&gt;Is it just me or is it dark in here? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well you may never be or have a husband you may never have or hold a child&lt;br /&gt;You will learn to lose everything we are temporary arrangements &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And you're like a 90's noah&lt;br /&gt;And they laughed at you as you packed all of your things&lt;br /&gt;And they wonder why you're frustrated&lt;br /&gt;And they wonder why you're so angry&lt;br /&gt;And is it just me or are you fed up? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And may god bless you in your travels in your conquests and queries &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Essa rasgação de seda é meio que atípica em mim, viu... Mas você merece. Só não vale acostumar.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-110264653055135216?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/110264653055135216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=110264653055135216&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110264653055135216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110264653055135216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/12/sobre-ela.html' title='Sobre ELA'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-110220964063862288</id><published>2004-12-04T22:44:00.000-02:00</published><updated>2004-12-09T02:15:20.990-02:00</updated><title type='text'>Macrocefalia aplicada ao texto</title><content type='html'>&lt;b&gt; Reflexão sobre um assunto morto e enterrado, sendo o autor incapaz de explicar o motivo do aparecimento deste tema neste momento &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sábado, já é noite, eu estou em casa e isso não é uma reclamação.&lt;br /&gt;Não saí porque não quis e porque estou pensativo. Enfiar-me numa danceteria seria deprimente. Enfiar-me em ambientes insalubres, com música alta, cheios da fumaça fedorenta dos cigarros (cigarros que se acendem unicamente por exibicionismo!) e com gente de nariz empinado parece ser uma péssima idéia no momento. É muito estranho o fato de eu sempre ter sentido isso e só hoje em dia ser capaz de dizer para quem quiser ouvir como eu odeio a Vila Olímpia. Não a Vila Olímpia em si, mas criei uma antipatia absurda pelas pessoas fúteis e esnobes que freqüentam aquelas danceterias caríssimas. Aliás, eu sequer entendo o motivo de um preço daqueles para uma danceteria. Você paga para ensurdecer aos poucos e ficar deprimido assistindo a quilos de pessoas mais bonitos e despojados e integrados e sociáveis e felizes e falsos. É tudo de mentira a não ser o fato de as pessoas serem medíocres o suficiente para encherem a lata só para provar que conseguem. E conseguem o quê? É necessária alguma capacidade para conseguir se embebedar? Tudo é muito vazio e não é o meu mundo, graças a quem quer que vocês queiram atribuir. Faz parte de um passado muito oco e insípido do qual  eu adoro lembrar porque me faz sentir menos idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Boletim Fuvest &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dá para ter certeza de que estou na segunda fase (e acho que se não estivesse, nem vivo estaria porque teria cortado os pulsos e me atirado na frente do primeiro caminhão que passasse). Não é nenhum grande mérito, a nota de corte é bastante baixa e na segunda fase só caem matérias que eu domino razoavelmente. Tenho chances boas e espero não me arrepender da escolha por Letras futuramente, apesar de ser "subcurso" segundo um certo mala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Para um amor no Recife &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;A razão porque mando um sorriso &lt;br /&gt;E não corro &lt;br /&gt;É que andei levando a vida &lt;br /&gt;Quase morto&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;Quero fechar a ferida &lt;br /&gt;Quero estancar o sangue &lt;br /&gt;E sepultar bem longe &lt;br /&gt;O que restou da camisa &lt;br /&gt;Colorida que cobria minha dor &lt;br /&gt;Meu amor eu não esqueço &lt;br /&gt;Não se esqueça por favor &lt;br /&gt;Que eu voltarei depressa &lt;br /&gt;Tão logo a noite acabe &lt;br /&gt;Tão logo esse tempo passe &lt;br /&gt;Para beijar você &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-110220964063862288?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/110220964063862288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=110220964063862288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110220964063862288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110220964063862288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/12/macrocefalia-aplicada-ao-texto.html' title='Macrocefalia aplicada ao texto'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-110126921854650288</id><published>2004-11-24T01:37:00.000-02:00</published><updated>2004-11-28T00:17:29.776-02:00</updated><title type='text'>Trinta de duas linhas em louvor à verborragia</title><content type='html'>Estou com vontade de escrever e é só. Nenhum tema específico. Só alguma melancolia e falta de entendimento sobre algumas coisas que vêm acontecendo. Normal. Não sou bem o tipo de pessoa que entende a vida. Talvez seja assim porque nunca gosto de crer que ela é tão cruel e nem que as pessoas são tão ruins e egoístas. A impressão que dá às vezes é que todos só pensam em se satisfazer: luxúria, ganância, falta de vontade absoluta de firmar amizades verdadeiras por mera impaciência para conviver com os defeitos alheios. Dizem que ninguém é solidário, que só se tolera com paciência a dores e limitações alheias. Eu não sei. O que sei é que vivo em mundo essencialmente carente e o fato de a vontade compulsiva por relacionamento amoroso incomodar-me deve-se, sobretudo, ao fato de ser uma realidade com a qual convivo, que nos circunda e sufoca.&lt;br /&gt;A mim parece que todos buscam companhia e ninguém parece achar, procuram apenas. Relações de conhecimento e partilha profundos parecem tão difíceis e tudo vai em velocidade de linha de produção, onde a análise de controle de qualidade dificilmente poderia ser menos superficial. Falta generosidade, falta altruísmo, falta compreensão, falta respeito sobretudo. O que sobra é solidão, carência, tristeza. Alguns colocam a culpa na tecnologia. Adoram dizer que elas nos deixa sozinhos no meio de multidões. Não discordo, mas tenho minhas dúvidas quanto ao fato de ela ser realmente a única culpada. Talvez seja uma conjuntura mais abrangente que nos torne individualistas doentes e carentes e que adoramos a enganação de que talvez venhamos a viver algo diferente, mais mágico e puro, livre da sordidez. Será?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às vezes temos que optar por mudanças. Eu optei por ficar como estou: meio sem rumo, meio perdido, meio sem muitas expectativas. Medo de mudar? Talvez. Tentativa de não sair do meu foco, das minhas metas. Quais eram as metas mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ODEIO LACONISMO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fuvest chegando. Estou ansioso apesar de saber que devo evitar a ansiedade. Sei que tenho boas chances, mas sei também que não passei e sei que há a possibilidade de não passar. Seria muito frustrante. Inútil pensar nisso agora!&lt;br /&gt;Qunato mais estudo, mais tenho a impressão de que emburreço. Fico um pouco chateado com o fato de que existe muita gente muito melhor preparada do que eu. De qualquer modo, veremos no domingo como me saio.&lt;br /&gt;Eu, tal qual Deus (Antônio, prof. de História hehehehe), acredito em trabalho duro... Sorte é para quem precisa dela.  Desejo boa prova a todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verdade universal: Drummond é O poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Aurora &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta ia bêbedo no bonde.&lt;br /&gt;O dia nascia atrás dos quintais.&lt;br /&gt;As pensões alegres dormiam tristíssimas.&lt;br /&gt;As casas também iam bêbedas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo era irreparável.&lt;br /&gt;Ninguém sabia que o mundo ia acabar&lt;br /&gt;(apenas uma criança percebeu mas ficou calada),&lt;br /&gt;que o mundo ia acabar às 7 e 45.&lt;br /&gt;Últimos pensamentos! últimos telegramas!&lt;br /&gt;José, que colocava pronomes,&lt;br /&gt;Helena, que amava os homens,&lt;br /&gt;Sebastião, que se arruinava,&lt;br /&gt;Artur, que não dizia nada,&lt;br /&gt;embarcam para a eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poeta está bêbedo, mas&lt;br /&gt;escuta um apelo na aurora:&lt;br /&gt;Vamos todos dançar&lt;br /&gt;entre o bonde e a árvore?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o bonde e a árvore&lt;br /&gt;dançai, meus irmãos!&lt;br /&gt;Embora sem música&lt;br /&gt;dançai, meus irmãos!&lt;br /&gt;Os filhos estão nascendo&lt;br /&gt;com tamanha espontaneidade.&lt;br /&gt;Como é maravilhoso o amor&lt;br /&gt;(o amor e outros produtos).&lt;br /&gt;Dançai, meus irmãos!&lt;br /&gt;A morte virá depois&lt;br /&gt;como um sacramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-110126921854650288?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/110126921854650288/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=110126921854650288&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110126921854650288'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110126921854650288'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/11/trinta-de-duas-linhas-em-louvor.html' title='Trinta de duas linhas em louvor à verborragia'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-110055854758112309</id><published>2004-11-15T20:23:00.000-02:00</published><updated>2004-11-15T20:42:27.580-02:00</updated><title type='text'>Sobre uma certa necessidade de tempo para digerir</title><content type='html'>Viajei.&lt;br /&gt;Fomos para a casa da minha tia no interior. São mais de 6 horas viajando para chegar. Vi um pouco dos parentes e foi o suficiente. Descansei, conheci os cachorros dela e tentei acabar Macunaíma em vão. Li mais ou menos umas 50 páginas e agora até que falta pouco.&lt;br /&gt;No sábado havia um show da Pitty numa cidade próxima e eu até me animei para ir. Fomos num grupo, em dois carros. No domingo, minha prima tinha um aniversário de 15 anos para ir e a aniversarianete me chamou para it junto e eu fui. O aniversário poderia ter sido melhor, mas até sabia que não dava para esperar nada: não conhecia quase ninguém, o serviço estava ruim, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a aprte menos importante e é a parte boa da viagem. Daqui para frente, há partes que eu não sei dizer se são boas e quanto às passagens repulsivas, não farei menção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei um pouco de nervoso, como é de costume quando vou para lá. Meu tio me irrita e meu pai parece ter todos os seus defeitos elevados à enésima potência: torna-se chato, instrasigente, bobo. Meu pai fica assim, meu tio é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na volta, ouvi uma conversa que renderam muitas idéias.... Uma aproximação que nunca aconteceu, do nada. Não sei dizer se é bom ou ruim; sei que no sábado vou jantar com meu pai, a Adriana e o filho dela. Não sabe quem é essa? Pois é o que eu vou saber. Ela e meu pai namoram há uns 3 anos pelo menos, o que significa dizer que namoram desde antes da separação do meu pai e da minha mãe. Essa é a que confundiu minha voz com a do meu pai naquele diazinho fatídico naquele periodozinho fatídico. Preciso refletir sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! A Pitty cantou "Deus lhe pague" do Chico Buarque no show. Coincidência? Sei lá. Nem ligo muito para a Pitty.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-110055854758112309?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/110055854758112309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=110055854758112309&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110055854758112309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/110055854758112309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/11/sobre-uma-certa-necessidade-de-tempo.html' title='Sobre uma certa necessidade de tempo para digerir'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-109988378150230365</id><published>2004-11-08T01:33:00.000-02:00</published><updated>2004-11-08T01:16:21.503-02:00</updated><title type='text'>Híbrido</title><content type='html'>Fomos ao encontro musical a Mitie, a Jaqueline, o Vinícius, o Rafael, a Yukimi, mais umas amigas da Mitie e eu. Total de dez pessoas.&lt;br /&gt;Começamos muito mal porque combinamos às 4h45 no metrô Santa Cruz e o povo só acabou de chegar às 5h45. Eu, como sempre, estava no horário e esperei esse tempo todo junto com o Rafael na estaçào e perdi o meu bom humor. Só fui recuperar o meu bom humor qunado chegamos ao Clube Sírio a tempo. Aí eu curti. Foram 17 bandas e mais 3 bandas de professores. Tocou-se desde Marina Lima até Metallica, passando por Blues. O show mais bacana dos professores foi quando o Hiawatta (prof. de inglês) cantou "come together" e "twist and shout" dos Beatles... Se não me engano, o Thomas (história) assumiu o baixo, o Cláudio (geografia) assumiu a guitarra e o Borges (matemática) assumiu o bateria nessas músicas. O Hiawatta gritou muito e pulou compulsivamente. Depois assumiram só professores da manhã e da tarde e eu meio que perdi o interesse. Foi muito legal. Eu já estava morrendo de dor nas costas porque tinha estado de pé por horas e horas a fio, mas continuei firme. O La Bamba deu um show tocando gaita e cantando Elvis... Não imaginava que ele cantasse daquele jeito. Achei bem vigoroso, forte, quase rascante. Nos telões passaram alguns recados de professores, sendo que Antônio, Antônio Carlos, Fábio C. e Hílton não mandaram mensagens. Na hora do Gildo falar, mal deu para escutar tamanha era a salva de palmas e gritos. A mensagem do Mauro foi muito legal porque ele pulou e só os viciados em Etapa conhecem a grandiosidade desse momento. O Víctor (física) fez o famigerado alien, mas só por alguns segundos porque cortaram o vídeo. Não ganhei a viagem para Florianópolis e nem sequer um kit Etapa ou uma camiseta do evento.&lt;br /&gt;Quem apresentou as bandas todas foi o Fred (biologia. Acho-o chato, inclusive) e ele obrigou vários professores a fazer a coreografia de uma música que mandava "dar marteladas no preguinho". &lt;br /&gt;Na hora de ir embora, as amigas da Mitie enrolaram e atrasamos para sair e rolou estresse. A Jaqueline teria que chegar em Artur Alvim e estávamos no Jabaquara. Acabamos tendo que tomar um táxi até o metrô São Judas, caso contrário corríamos o risco de não pegarmos metrô. Deu tudo certo, mas meio que fiquei com um pouco de raiva. Por sorte já tinha esquecido o episódio do atraso do povo. Também não valia a pena deixar de curtir a festa por mal humor barato.&lt;br /&gt;Num balanço, foi muito bom. Poderia ter sido melhor com um pouquinho mais de consideração com as pessoais que têm a pontualidade entre suas virtudes, mas sem ressentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazia tempo que não acontecia, mas hoje aconteceu. Aproveitando a viagem do meu ilustre cunhado aos EUA, saímos minha irmã e eu. Fomos almoçar e foi ótimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas coisas são muito frustrantes. A impressão de que quanto mais você quer e busca uma coisa mais ela parece se distanciar tem sido uma constante. Sendo assim, o lógico seria que, ao desencanar de algo, você estivesse mais próximo de conseguir. Alguém conhece algum jeito de desencanar de alguma coisa por querer, sobretudo quando há a esperaça de aproximação mediante o esquecimento do objeto de desejo? Escroto isso!&lt;br /&gt;Mas eu quero...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-109988378150230365?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/109988378150230365/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=109988378150230365&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109988378150230365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109988378150230365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/11/hbrido.html' title='Híbrido'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-109927872783603604</id><published>2004-10-31T22:49:00.000-03:00</published><updated>2004-11-03T01:54:57.303-02:00</updated><title type='text'>Post - pílula</title><content type='html'>Aula o sábado inteiro e eleições no domingo. Festa da democracia! Acordei às 6h nos dois dias e estou podre, mas teve coisas que valeram a pena.&lt;br /&gt;Primeiro pq eu estive cercado de pessoas muito agradáveis e tal... Depois porque as palestras foram GE-NI-AIS!!! Héric e Antônio R., respectivamente com &lt;i&gt;Sagarana&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Poemas Completos de Alberto Caeiro&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;Tirando o meu mal humor e o fato de ter comigo esfiha em TODAs as refeições no sábado, está tudo bem. Amanhã tem aula...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem não gosta de receber elogios, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Post mais curtinho, à Raquel. Sem paciência de escrever. talvez depois cole um textinho ou um poema ou uma música qualquer... Fora que o anterior está muito grande também, tenho que compensar de certa forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque às vezes eu me sinto invisível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt; Would Not Come &lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;if I make a lot of tinsel then people will want to &lt;br /&gt;if I am hardened no fear of further abandonment &lt;br /&gt;if I am famous then maybe i'll feel good in this skin &lt;br /&gt;if I am cultured my words will somehow garner respect &lt;br /&gt;i would throw a party still it would not come &lt;br /&gt;i would bike run swim and still it would not come &lt;br /&gt;i'd go traveling and still it would not come &lt;br /&gt;I would starve myself and still it would not come &lt;br /&gt;if I am masculine I will be taken more seriously &lt;br /&gt;if I take a break it would make me irresponsible &lt;br /&gt;if i'm elusive I will surely be sought after often &lt;br /&gt;if I need assistance then I must be incapable &lt;br /&gt;i'd be filthy rich and still &lt;br /&gt;it would not come &lt;br /&gt;I would seduce them and still &lt;br /&gt;it would not come &lt;br /&gt;I would drink vodka and still &lt;br /&gt;it would not come &lt;br /&gt;i'd have an orgasm and still &lt;br /&gt;it wouldn't come &lt;br /&gt;if I accumulate knowledge &lt;br /&gt;i'll be impenetrable &lt;br /&gt;if I am aloof no one will know &lt;br /&gt;when they strike a nerve &lt;br /&gt;if I keep my mouth shut the boat &lt;br /&gt;will not have to be rocked &lt;br /&gt;if I am vulnerable I will be &lt;br /&gt;trampled upon &lt;br /&gt;i would go shopping and still &lt;br /&gt;it would not come &lt;br /&gt;i'd leave the country and still &lt;br /&gt;it would not come &lt;br /&gt;i would scream and rebel still &lt;br /&gt;it would not come &lt;br /&gt;i would stuff my face and still &lt;br /&gt;it would not come &lt;br /&gt;i'd be productive and still it would not come &lt;br /&gt;i'd be celebrated still it would not come &lt;br /&gt;i'd the the hero and still it would not come &lt;br /&gt;i'd renunciate and still it would not come &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-109927872783603604?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/109927872783603604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=109927872783603604&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109927872783603604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109927872783603604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/10/post-plula.html' title='Post - pílula'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-109866200638518527</id><published>2004-10-24T21:28:00.000-03:00</published><updated>2004-10-25T01:27:29.473-03:00</updated><title type='text'>Assuntos que obumbram a minha cabeça</title><content type='html'>&lt;b&gt; Hoje&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia hoje arrastou-se e fazia tempo que eu não tinha tanto tédio.&lt;br /&gt;Fiz umas idiotices tipo ligar para pessoas sem ter o que falar. Às vezes pode ser muito bom, mas não quando você as interrompe de dormir ou de comer. Ando escolhendo mal as horas para ligar.&lt;br /&gt;Ontem teve simulado e acho que fui bem, o que é ótimo porque me deixa mais confiante em relação à Fuvest. Aliás, vale abrir um subtítulo para falar sobre ontem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Ontem - parte I &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Flávia, uma amiga da minha irmã veio aqui. Minha irmã nem estava e nem foi legal só pelo fato de a Flávia ser muito divertida. Foi muito bom porque eu me senti útil. É tão legal.&lt;br /&gt;Ela trouxe um texto que ela tinha escrito para ver se eu podia ajudá-la a melhorar. No texto, ela tinha que explicar para uns gringos, que eram clientes do escritório onde ela trabalha, como funciona a legislação trabalhista do Brasil no que se referia ao impreendimento que eles planejavam montar. Ela dizia o que queria passar para eles e íamos meio que burilando os parágrafos todos. Foi muito bacana porque acho que consegui ajudar. Fora isso, comemos pizza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Ontem - parte II&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(daqui para baixo, são coisas nas quais eu pensei loucamente depois de uma conversa com a minha mãe)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho novidades em relação ao meu cunhado.&lt;br /&gt;Aqui em casa temos uma faxineira, a Madalena. Bom, indo direto ao assunto, a minha irmã comentou com ela que o meu cunhado não se sentia bem de vir aqui em casa devido à raiva que eu tenho demonstrado ter dele. A Madalena contou isso para a minha mãe e minha mãe, para mim. Inicialmente, fiquei meio chateado. Não gosto nem um pouco de magoar a minha irmã, mas depois comecei a ponderar. Em certos lampejos de lucidez que tenho, consigo ser imparcial em relação a um julgamento no qual eu posso ou não me perdoar. Perdoei-me e condenei minha irmã. O fato de eu ter raiva do meu cunhado começa exatamente no erro dela: trazê-lo demais aqui para casa. Com o antigo namorado era igual, mas calhou de nós nos darmos bem, de termos nos tornado amigos, coisa que não aconteceu com o atual.&lt;br /&gt;Ando, portanto, mais tranqüilo: não me sinto culpado porque tenho direito ao mínimo de privacidade dentro da minha casa. Além disso, estou mais aliviado porque a partir do momento que eles evitam ficar aqui muito tempo, a nossa convivência tenderá a melhorar. Motivo de comemoração.&lt;br /&gt;Com o negócio do anúncio do casamento deles para maio de 2007, surgiram alguns problemas. Não sei se é do conhecimento de todos, mas meus pais não se dão bem e há certo medo de que meu pai prefira não ir à cerimônia a fim de não encontrar com a minha mãe e nem com a família dela. Minha reação a respeito disso? Ela continua importando pouco, mas vou dizer: uma pequena tristeza, certa mágoa e raiva devido ao egoísmo e à falta de coragem. Já me prometi algumas vezes que não interviria nisso porque só me traria dores de cabeça e planejo manter essa posição. Se necessário, quem levará minha irmã ao altar serei eu.&lt;br /&gt;Ainda sobre meus pais, a correspondência do meu pai com a "última proposta" para o divórcio consensual chegou na sexta-feira. Era uma carta com o timbre dele e com AR, como uma carta comercial, o que denota uma formalidade que me incomoda profundamente... Afinal, por que ele insiste em manter-se tão distante? Sei que é utópico querer que ele e minha mãe sejam "melhores amigos de infância" dignos do seriado Sandy e Jr., mas acredito que, enquanto adultos, poderiam tentar uma relação minimamente amigável posto que eles têm a mim e a minha irmã em comum. Às vezes me parece até que ele não quer uma relação muito próxima nem comigo e nem com a minha irmã.&lt;br /&gt;Por outro lado, em balanço, noto que ganhei a simpatia de muita gente que não ia com a minha cara e eu estou achando muito bom. Descobri que ninguém é tão fantoche nem tão fútil e nem tão estúpido quanto eu achava que fossem. Muito bom isso. Talvez sirva para eu aprender que nem sempre o que eu julgo ruim é ruim de verdade. Tomara que também sirva para eu aprender que pessoas que eu julgo muito legais podem terminar me deixando com muita raiva, principalmente... (ah, esqueçam! Ia dar uma indireta aqui, mas melhor omitir). Já conteceu e está enterrado. Em cova rasa, mas está. Bom saber que muitas coisas podem mudar às vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Para quem disse que meu gosto musical estava indo ladeira abaixo, TOMA! &lt;/b&gt; (rs)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;i&gt; Construção / Deus lhe pague&lt;/i&gt; &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amou daquela vez como se fosse a última&lt;br /&gt;Beijou sua mulher como se fosse a última&lt;br /&gt;E cada filho seu  como se fosse o único&lt;br /&gt;E atravessou a rua com seu passo tímido&lt;br /&gt;Subiu a construção como se fosse máquina&lt;br /&gt;Ergueu no patamar  quatro paredes sólidas&lt;br /&gt;Tijolo por tijolo num desenho mágico&lt;br /&gt;Seus olhos embotados de cimento e lágrima&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou pra descansar como se fosse sábado&lt;br /&gt;Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe&lt;br /&gt;Bebeu e soluçou  como se fosse um náufrago&lt;br /&gt;Dançou e gargalhou como se ouvisse música&lt;br /&gt;E tropeçou no céu como se fosse um bêbado&lt;br /&gt;E flutuou no ar   como se fosse um pássaro&lt;br /&gt;E se acabou no chão feito um pacote flácido&lt;br /&gt;Agonizou no meio do passeio público&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu na contramão atrapalhando o tráfego&lt;br /&gt;Amou daquela vez  como se fosse o último&lt;br /&gt;Beijou sua mulher como se fosse a única&lt;br /&gt;E cada filho seu  como se fosse o pródigo&lt;br /&gt;E atravessou a rua com seu passo bêbado&lt;br /&gt;Subiu a construção como se fosse sólido&lt;br /&gt;Ergueu no patamar  quatro paredes mágicas&lt;br /&gt;Tijolo com tijolo  num desenho lógico&lt;br /&gt;Seus olhos embotados de cimento e tráfego&lt;br /&gt;Sentou pra descansar como se fosse um príncipe&lt;br /&gt;Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo&lt;br /&gt;Bebeu e soluçou  como se fosse máquina&lt;br /&gt;Dançou e gargalhou como se fosse o próximo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tropeçou no céu como se ouvisse música&lt;br /&gt;E flutuou no ar   como se fosse sábado&lt;br /&gt;E se acabou no chão feito um pacote tímido&lt;br /&gt;Agonizou no meio do passeio naufrago&lt;br /&gt;Morreu na contramão atrapalhando o público&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amou daquela vez  como se fosse máquina&lt;br /&gt;Beijou sua mulher  como se fosse lógico&lt;br /&gt;Ergueu no patamar quatro paredes flácidas&lt;br /&gt;Sentou pra descansar como se fosse um pássaro&lt;br /&gt;E flutuou no ar   como se fosse um príncipe&lt;br /&gt;E se acabou no chão feito um pacote bêbado&lt;br /&gt;Morreu na contramão atrapalhando o Sábado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir&lt;br /&gt;A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir&lt;br /&gt;Por me deixar respirar, por me deixar existir &lt;br /&gt;Deus lhe pague&lt;br /&gt;Pelo prazer de chorar e pelo "estamos aí"&lt;br /&gt;Pela piada no bar e o futebol pra aplaudir&lt;br /&gt;Um crime pra comentar e um samba pra distrair&lt;br /&gt;Deus lhe pague&lt;br /&gt;Por essa praia, essa saia, pelas mulheres daqui&lt;br /&gt;O amor malfeito depressa, fazer a barba e partir&lt;br /&gt;Pelo domingo que é lindo, novela, missa e gibi&lt;br /&gt;Deus lhe pague&lt;br /&gt;Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir&lt;br /&gt;Pela fumaça, desgraça, que a gente tem que tossir&lt;br /&gt;Pelos andaimes, pingentes, que a gente tem que cair&lt;br /&gt;Deus lhe pague&lt;br /&gt;Por mais um dia, agonia, pra suportar e assistir&lt;br /&gt;Pelo rangido dos dentes, pela cidade a zunir&lt;br /&gt;E pelo grito demente que nos ajuda a fugir&lt;br /&gt;Deus lhe pague&lt;br /&gt;Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir&lt;br /&gt;E pelas moscas-bicheiras a nos beijar e cobrir&lt;br /&gt;E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir &lt;br /&gt;Deus lhe pague&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Chico Buarque de Hollanda)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;("Construção" é genial, mas eu gosto ainda mais de "Deus lhe pague", que á parte em itálico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caramba, como o post ficou longo. Desse eu gostei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-109866200638518527?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/109866200638518527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=109866200638518527&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109866200638518527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109866200638518527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/10/assuntos-que-obumbram-minha-cabea.html' title='Assuntos que obumbram a minha cabeça'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-109815957551075017</id><published>2004-10-19T00:19:00.000-03:00</published><updated>2004-10-19T01:19:35.510-03:00</updated><title type='text'>Em protesto</title><content type='html'>Em protesto à cafonice gritante do post anterior, resolvi deletá-lo e escrever outro. E tomara que saia algo decente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui bem no simulado e fiquei muito contente. Parece que veio justamente quando eu precisava de ânimo: preciso dar um rumo para a minha vida em vários sentidos. Andei revisando bastante coisa e tudo parece estar tomando um rumo que eu não sei se é certo. Aliás, duvido que haja um rumo certo para qualquer coisa. Uma vez vi um psicanalista falando na TV e achei interessantíssimo:&lt;br /&gt; quando fazemos uma escolha, há duas possibilidades. Uma delas, a de dar tudo errado; a segunda, de tudo funcionar bem. No caso de ocorrer a primeira, isso gera frustração. No caso de ocorrer a segunda, a frustração gerada pela escolha não é perceptível pois houve algo que compensou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero conseguir compensar e, se não conseguir, arranjo um jeito. O importante é ficar bem comigo, o que inclui ficar bem com os outros. Os que quiserem ficar bem comigo, que fiquem. Os que não querem, sintam-se convidados a ir para o meio do inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem hora que a gente realmente cansa de dar murro em ponta de faca. A minha hora assim chegou, estou mais acomodado e parece q estou me estressando menos. Quando, nos meus sonhos mais doidos eu imaginaria que me converter em um bundão fosse tão bom? Agora entendo os cobradores de ônibus e o pessoal de telemarketing.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o metrô estava abarrotado na porta e eu vim escutando uma moça falando "putz, meu.... Eu tava na balada, tava mto louca, bebaça....". Não resisti e, como estava morrendo de vontade de ser linchado, comentei alto com a Jaqueline: "odeio gente que se gaba de beber" e isso definitivamente é verdade.&lt;br /&gt;"Sair para beber" transcende a minha capacidade de compreensão. Acho perfeitamente compreensível  sair com os amigos e ir a um bar, mas isso objetivando a companhia dos amigos, nunca objetivando entorpecer-se... Isto é, qual o objetivo de sair? Incluir-se no grupo? Ah, falta de personalidade é um defeito grave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também detestei esse post.. Que droga, estou incomodadíssimo com isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-109815957551075017?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/109815957551075017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=109815957551075017&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109815957551075017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109815957551075017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/10/em-protesto.html' title='Em protesto'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-109761589446055765</id><published>2004-10-12T17:55:00.000-03:00</published><updated>2004-10-12T18:18:14.460-03:00</updated><title type='text'>Non-sense</title><content type='html'>Eu já deveria saber: não adianta, Filipe! Você não é como todo mundo!&lt;br /&gt;Às vezes eu queria ser como todo mundo me parece ser às vezes: uma parede instranponível de insensibilidade. O fato é que o mundo acaba exigindo certa insensibilidade e, ao que parece, todos se acostumam.&lt;br /&gt;Eu não consigo, não sei, transcede a minha capacidade. Não sou gado, não estou exposto em um açougue e tampouco gosto de me sentir usado.&lt;br /&gt;Outra dificuldade é entender a mente das pessoas: todas imprevisíveis e eu todo bobo. Cansei de me machucar com tonteira. E quando a vida parece pregar uma cilada, a resposta que eu encontro é ensimesmar-me. Sim. Se a vida está complicada talvez exija de mim um esforço de reformulação da mesma para melhorá-la até que piore outra vez e assim até o infinito ou à ataúde, de acordo com o que o leitor desejar.&lt;br /&gt;Muita gente sumiu e isso chateia um pouco. Não me achateio com a pessoa e nem com a atitude porque sei que às vezes é necessária, por &lt;i&gt;n&lt;/i&gt; motivos. O que chateia é a saudade/solidão/isolamento/compulsão por chocolate. Talvez seja melhor mesmo eu dar um tempo para ponderar sobre o que deve ser feito. Diabos de passionalidade que insiste em surgir quando tudo o que eu precisava era ser frio e insensível. Deve ser assim com todo mundo, não? Pouco importa, quero casa, música de fossa... E a droga do som da sala, que é o melhor daqui de casa, está com problemas para rodar alguns dos CDs. Maldição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou resistir, vou colocar "os ombros suportam o mundo", do Drummond, aqui. Poema lindo, lindo. Repetição? É sim, mas agora ele está em versão integral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Os Ombros Suportam O Mundo&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.&lt;br /&gt;Tempo de absoluta depuração.&lt;br /&gt;Tempo em que não se diz mais: meu amor.&lt;br /&gt;Porque o amor resultou inútil.&lt;br /&gt;E os olhos não choram.&lt;br /&gt;E as mãos tecem apenas o rude trabalho.&lt;br /&gt;E o coração está seco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.&lt;br /&gt;Ficaste sozinho, a luz apagou-se,&lt;br /&gt;mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.&lt;br /&gt;És todo certeza, já não sabes sofrer.&lt;br /&gt;E nada esperas de teus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?&lt;br /&gt;Teus ombros suportam o mundo&lt;br /&gt;e ele não pesa mais que a mão de uma criança.&lt;br /&gt;As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios&lt;br /&gt;provam apenas que a vida prossege&lt;br /&gt;e nem todos se libertaram ainda.&lt;br /&gt;Alguns, achando bárbaro o espetáculo,&lt;br /&gt;prefeririam (os delicados) morrer.&lt;br /&gt;Chegou um tempo em que não adianta morrer.&lt;br /&gt;Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.&lt;br /&gt;A vida apenas, sem mistificação.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-109761589446055765?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/109761589446055765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=109761589446055765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109761589446055765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109761589446055765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/10/non-sense.html' title='Non-sense'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-109703429479995772</id><published>2004-10-06T01:31:00.000-03:00</published><updated>2004-10-06T00:44:54.800-03:00</updated><title type='text'>Desgraça pouca definitivamente é bobagem</title><content type='html'>Deixando de lado as minhas brigas e erros com os outros (isso porque eu ando fazendo muita besteira), falemos da mais nova notícia.&lt;br /&gt;Já tinha algo no ar, mas parece que hoje se confirmou.&lt;br /&gt;Fui acordado com uma conversa entre a minha mãe e a minha irmã sobre matrimônio. É, casamento, junção de trapos, etc.&lt;br /&gt;Ao que parece, meu cunhado concordou. Deverão noivar no meio do ano que vem e casar em maio de 2006, já que é o mês das noivas.&lt;br /&gt;Minha opinião sobre isso? Apesar de achar que a maioria de vocês imagina, ela importa muito pouco.&lt;br /&gt;Como desgraça sempre vem acompanhada, talvez a mãe do meu cunhado mude para o meu prédio. Bom, né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma paráfrase de um pedaço dessa letra andou no meu nick no MSN e achei boa idéia colocá-la aqui. É do Pearl Jam e eu a adoro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Wishlist&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wish i was a neutron bomb&lt;br /&gt;for once i could go off&lt;br /&gt;i wish i was a sacrifice&lt;br /&gt;but somehow still lived on&lt;br /&gt;i wish i was a sentimental&lt;br /&gt;ornament you hung on&lt;br /&gt;the Christmas tree, i wish i was&lt;br /&gt;the star that went on top&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wish i was the evidence&lt;br /&gt;i wish i was the sound&lt;br /&gt;of fifty million hands up raised and opened toward the sky&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wish i was a sailor with&lt;br /&gt;someone who waited for me&lt;br /&gt;i wish i was as fortunate&lt;br /&gt;as fortunate as me&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wish i was a messenger&lt;br /&gt;and all the news is good&lt;br /&gt;i wish i was the full moon shining&lt;br /&gt;off a camaro’s hood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wish i was an alien&lt;br /&gt;at home behind the sun&lt;br /&gt;i wish i was the souvenir&lt;br /&gt;you kept your house key on&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wish i was the pedal break&lt;br /&gt;that you depended on&lt;br /&gt;i wish i was the verb to trust&lt;br /&gt;and never let you down&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wish i was the radio song&lt;br /&gt;the one that you turned up&lt;br /&gt;i wish, i wish, i wish, i wish&lt;br /&gt;i guess it never stops &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-109703429479995772?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/109703429479995772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=109703429479995772&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109703429479995772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109703429479995772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/10/desgraa-pouca-definitivamente-bobagem.html' title='Desgraça pouca definitivamente é bobagem'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-109685340564073367</id><published>2004-10-03T21:47:00.000-03:00</published><updated>2004-10-04T15:14:17.413-03:00</updated><title type='text'>"Quem sabe de tudo, não fale; quem não sabe nada, se cale".</title><content type='html'>Sim, eu sei.&lt;br /&gt;Sou orgulhoso e tenho certa dificuldade em assumir os meus erros. Mas acho que estou aprendendo.&lt;br /&gt;Talvez eu seja menos perfeito do que gosto de imaginar que sou.&lt;br /&gt;Com certeza su menos perfeito do que gosto de imaginar que sou.&lt;br /&gt;Tenho tentado ser humilde, mas difinitivamente não é fácil. Não é fácil porque a humildade deve ser seletiva. Quanto mais se abaixa, mais a bunda aparece e tem gente que tripudiará sobre você nesse caso. Existem aqueles outros que conseguem pensar no seu lado e te isentar da má fé. São esses os que eu aprecio.&lt;br /&gt;Lisa, meio que não tenho como te agradecer por me escutar com paciência em um dia que não estava bom nem para você. Você está sempre tentando me entender mesmo quando você não concorda, tentando colocar alguma ponderação e equilíbrio aqui dentro desse ser desequilibrado e muito passional dentro da sua racionalidade/frieza.&lt;br /&gt;Estou melancólico e me resta afastar de tudo o que me faz mal, ainda que sejam coisas que até então me faziam bem. Hoje li naquele horóscopo idiota do Orkut: "your first and last love is self-love". Deve ser verdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-109685340564073367?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/109685340564073367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=109685340564073367&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109685340564073367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109685340564073367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/10/quem-sabe-de-tudo-no-fale-quem-no-sabe.html' title='&quot;Quem sabe de tudo, não fale; quem não sabe nada, se cale&quot;.'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-109616836432598789</id><published>2004-09-25T23:44:00.000-03:00</published><updated>2004-10-10T20:09:59.750-03:00</updated><title type='text'>Para o inferno o Bon Jovi!</title><content type='html'>Sábado, quase meia-noite e eu estou em casa.&lt;br /&gt;Acabei de acabar com tudo o que restava da afinação do meu violão. Estou cansadíssimo: fiz prova no inglês (nessa eu me saí bem) e tive simulado no cursinho (no qual eu me saí muito aquém das minhas expectativas). Pouco do que fiz hoje rendeu alguma coisa boa.&lt;br /&gt;Minhas costas doem e estou impaciente. Não há uma música boa nas rádios e, definitivamente, não é o mundo que está indo abaixo. Talvez minhas costas nem estjam doendo tanto e talvez o Bon Jovi nem seja irritante a esse ponto. Talvez o resultado do simulado em si também não se mostre tão ruim dentro da média geral. Possibilidades. O que importa é que, neste momento, poucas coisas me dão alento e muitas provocam irritação profunda. O problema tem nome: Filipe.&lt;br /&gt;Se você não chorou hoje, sorte a sua. Ou azar, porque se acha machão demais para tanto. Encaremos os fatos: homens choram; bois reprodutores, não. Afortunadamente, vim ao mundo com funções pouco maiores do que vender meu sêmen.&lt;br /&gt;Eu chorei. Não aquele choro desesperado, urgente, barulhento de outrora. Um choro mais calmo, profundamente decepcionado, sobretudo triste. Talvez a serenidade maior seja sintoma do costume à vida real. Talvez antes eu me achasse mais capaz de mudar as coisas e, só hoje, consigo ver o quão impotente eu sou. Nem tudo depende de mim e quanto a essas coisas, não resta muito a fazer, o que é uma realidade cruel. Odeio pensar que devo simplesmente suportar estoicamente e que, enquanto o faço, ninguém se mexe para modificar nada. Tudo demanda força de vontade e eu já estou cansado. Será que é pedir demais querer a minha vida tranqüila, livre de comentários atravessados? Será que é tão difícil para as pessoas entenderem a minha relação difícil com o álcool? Por que diabos alguém sempre tem que enfiar o maldito dedo na ferida?&lt;br /&gt;Sinceridade? Pouco importa. Todos para o inferno.&lt;br /&gt;Para completar, amídalas inchadas e palato mole irritado. Talvez seja conveniente ir ao médico, mas não estou com a mínima vontade. Farto de médicos.&lt;br /&gt;Saco, odeio quando tenho a sensação de que desaprendi a escrever. Odeio mais ainda quando releio o que escrevi e percebo que talvez eu nunca tenha realmente sabido escrever. O corretor das redações do cursinho deve concordar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;Ahmmmm... Não é bem uma minhoca que tenho na cabeça. Não interessa quem e não interessa como eu soube, mas eu descobri que tem gente que acha q eu sou esnobe, que tenho o rei na barriga. Isso não me incomodou, sou muito arrogante quando não gosto de alguém mesmo... Mas, quando eu gosto, eu tento ser humilde, tratar bem... Só queria saber se tem alguém que tem essa impressão de mim por aí. Tem?&lt;br /&gt;A propósito, devo andar invisível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-109616836432598789?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/109616836432598789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=109616836432598789&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109616836432598789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109616836432598789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/09/para-o-inferno-o-bon-jovi.html' title='Para o inferno o Bon Jovi!'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-109522129810938305</id><published>2004-09-15T01:07:00.000-03:00</published><updated>2004-09-15T01:33:57.533-03:00</updated><title type='text'>Você já...</title><content type='html'>(Essa primeira parte é relativa ao dia de hoje e o estado emocional atual... É um modo resumido, bem efetivo e com alto grau de descrição sobre o que me preocupa no momento.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- se sentiu como sendo o ser mais egoísta da Terra?&lt;br /&gt;- sentiu como se você fosse incapaz de proferir qualquer coisa minimamente inteligente?&lt;br /&gt;- se sentiu pequeno?&lt;br /&gt;- se sentiu totalmente desprovido do mínimo traquejo social?&lt;br /&gt;-  se sentiu tentado a fazer coisas que não são moralmente lícitas e que você tem dúvidas quanto ao fato de conseguir se perdoar após fazer?&lt;br /&gt;- fez alguma burrada e se arrependeu amargamente 2 segundo depois?&lt;br /&gt;- sentiu que se tivesse pensado nas conseqüências 2 segundos antes teria evitado desconforto e tristeza?&lt;br /&gt;- quis ser melhor do que todo mundo que te rodeia e se estrepou com isso?&lt;br /&gt;- foi capaz de assumir essa sua necessidade de se sentir superior frente a alguém?&lt;br /&gt;- se assumiu frágil e percebeu, ao se assumir, que você é mais frágil do que gosta de supor?&lt;br /&gt;- se sentiu sozinho?&lt;br /&gt;- se sentiu sozinho no meio de um pessoal com o qual você se importa?&lt;br /&gt;- teve ódio de si mesmo ao magoar alguém?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- quis magoar alguém loucamente e foi incapaz de fazê-lo por realmente se importar com a dita pessoa?&lt;br /&gt;- maldisse tudo desde o céu até o inferno e não assumiu para ninguém o que realmente te incomodava?&lt;br /&gt;- desatou a falar o que te incomoda para um amigo e se sentiu chato por não ter conseguido ser generoso o suficiente para perguntar sobre os problemas dele?&lt;br /&gt;- quis que sua vida mudasse e apostou suas fichas numa barca furada mesmo sabendo, desde o princípio, que corria um grande risco de afundar?&lt;br /&gt;- se sentiu ridículo por ficar formulando um bilhão de perguntas idiotas?&lt;br /&gt;- quis conseguir externar com a maior sinceridade possível o que se passa dentro de você?&lt;br /&gt;- foi arrebatado por um surto de sinceridade aliado a um sentimento de "gostou, muito que bem e, se não gostou, amém"?&lt;br /&gt;- quis conseguir viver isolado do mundo?&lt;br /&gt;- quis negar todos os seus impulsos?&lt;br /&gt;- quis ser sábio o suficiente para errar muito menos?&lt;br /&gt;- ficou muito mal por ter errado mesmo sabendo que isso é característica humana?&lt;br /&gt;- quis detonar uma bomba no metrô?&lt;br /&gt;- quis socar compulsivamente uma pessoa apenas devido ao fato de o timbre de voz/jeito dela te irritar?&lt;br /&gt;- se arrependeu de algum comentário maldoso?&lt;br /&gt;- se arrependeu de uma atitude impensada?&lt;br /&gt;- quis ser "puro" o suficiente para nunca ter vontade/necessidade de fazer esses comentários?&lt;br /&gt;- quis socar uma pessoa para impedi-la de falar algo?&lt;br /&gt;- fez uma brincadeira de péssimo gosto que desejaria que jamais se repetisse e nem que fosse lembrada?&lt;br /&gt;- teve a impressão de que não aprende com os erros e tende a repeti-los vida afora?&lt;br /&gt;- atirou uma faca contra a janela?&lt;br /&gt;- deu chineladas no monitor do computador?&lt;br /&gt;- rolou no chão brigando com seu irmão porque esse se recusou a ficar quieto?&lt;br /&gt;- parou para analisar que você às vezes supervaloriza o sofrimento alheio e passa por cima do que te fere?&lt;br /&gt;- parou para pensar que você parece valorizar tudo o que não presta?&lt;br /&gt;- quis achar defeitos em pessoas a primeira vista perfeitas só para não se sentir diminuído com isso?&lt;br /&gt;- quis deletar algo que você acabou de escrever por achar de mau gosto?&lt;br /&gt;- quis muito acreditar que apenas os idiotas não se questionam?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada como música para fazer pensar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"o mundo se olhando no espelho&lt;br /&gt;começa a gritar&lt;br /&gt;o mundo te cai de joelhos&lt;br /&gt;tentando respirar"&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-109522129810938305?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/109522129810938305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=109522129810938305&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109522129810938305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109522129810938305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/09/voc-j.html' title='Você já...'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-109513547854983857</id><published>2004-09-14T01:16:00.000-03:00</published><updated>2004-09-14T01:17:58.550-03:00</updated><title type='text'>Narração só para não perder o costume</title><content type='html'>Não liguem se esse post ficar cheio de erros de digitação e gramática. Hoje é um daqueles dias em que o seu cérebro parece ter saído de ferias e deixado seu corpo no piloto automático.&lt;br /&gt;Fui tentar fazer uma questão simples de matemática e me senti uma múmia: não conseguia me concentrar no enunciado. Tentar fazer um exercício de matemática sem ter entendido o enunciado é como tentar resolver uma equação algébrica mascando chiclete. (Sim, foi uma menção do "Sunscream" (ou "filtro Solar"). Tomara que amanhã esteja melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final de semana foi chato. No sábado enforquei o cursinho porque, já no inglês, eu estava tombando de sono. Dormi a tarde inteira. Eu até ia ao show do Linkin Park, mas como não obtive resposta a respeito do ingresso que eu pretendia comprar, desencanei. Já me disseram q o show foi muito louco e já me disseram que foi "bonzinho". No próximo eu vou. Isto se o Chester conseguir não cuspir as cordas vocais até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado à noite eu fui ao Hospital Osvaldo Cruz para ver a minha prima. Ela operou o apêndice e passa bem. Ficamos muito pouquinho e depois a minha irmã teve a idéia de ir na Bella Paulista. Definitivamente, vale a pena ir lá. A primeira vista, é meio caro, mas pelo tamanho dos lanches e pela qualidade, é quase de graça. Só não foi melhor devido à companhia (e vocês devem imaginar a quem me refiro). Não vou me aprofundar sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahmmmmmmmmm... Hora de ir dormir, já está tarde. Tenho que estudar mas não quero! Que tortura! (E que post mais inútil!)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-109513547854983857?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/109513547854983857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=109513547854983857&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109513547854983857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109513547854983857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/09/narrao-s-para-no-perder-o-costume.html' title='Narração só para não perder o costume'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-109470092075786238</id><published>2004-09-09T01:35:00.000-03:00</published><updated>2004-09-09T00:49:23.236-03:00</updated><title type='text'>Divagações sobre a minha chatice</title><content type='html'>O que vou escrever tem, de certo modo, relação com o post anterior.&lt;br /&gt;Seguinte: eu não ando em um dos períodos de maior inspiração ou mesmo com vontade de escrever. Ando com mais vontade de falar, falar bastante sobre assuntos que já deveriam estar esgotados: minha família, minha questão com a minha irmã/meu cunhado. Isso já virou novela e eu sinto muito por ter infernizado alguns de vocês com meu monotematismo.&lt;br /&gt;Essa fixação pelo mesmo assunto deve ter lá suas bases e eu vou tentar fundamentá-la de modo a não parecer um chato gratuito ao menos.&lt;br /&gt;Estou levando uma vidinha rasa de vestibulando. Do cursinho para casa, de casa para o cursinho. Tem o inglês também. Só.&lt;br /&gt;Além disso, continuo encalhado (rs) e, portanto, não tenho grandes novidades sobre o lado amoroso e mais interessante da vida. Some a este estreitamento de horizontes imposto pela rotina que eu vou caracterizar como medíocre e você terá como resultado um chato de galochas: eu!&lt;br /&gt;Neste contexto, surge a minha irmã que me vem impondo grandes, para ser um tiqinho trágico, desgostos e um nervosismo absurdo, o que eu reputo ao à personalidade egoísta dela. Como este é o fato que mais me tem causado agitaçào e reflexão, considero natural até certo ponto que eu tenda a falar muito disso. Mil perdões. Como estou aqui me propondo a ir contra a minha tendência de esmiuçar novamente esse assunto, eu vou me limitar a diferenciar dois cognatos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1- egoísta: aquele que se importa somente consigo (ao que parece, minha irmã);&lt;br /&gt;2- egotista: aquele que escreve ou fala muito sobre si mesmo (eu, devo admitir).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi baseado nessa "reflexão etimológica" (olha a pretensão!) que eu achei um nome para este blog. Pode não ser a coisa mais original já vista e pode não ser o título de maior impacto, mas eu definitivamente não consegui arranjar nada melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto muito, Lisa... Sentir-me-ia (olha só, andei comparecendo às aulas de topologia pronominal e às do Carlos E....hehehe) um idiota completo se aceitasse o nome do seu antigo blog. Seria como assinar um atestado de burrice. De qualquer modo, grato pela oferta e pela pressãozinha. Ela contribuiu para me fazer pensar a respeito do nome e me levou a pensar sobre o negócio do egoísta/egotista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em Lisa, foi ela que achou essa letra na internet para mim. É uma obra-prima do Tom Jobim da qual eu gosto muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt; Matita Perê &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jardim das rosas &lt;br /&gt;De sonho e medo &lt;br /&gt;Pelos canteiros de espinhos e flores &lt;br /&gt;Lá, quero ver você &lt;br /&gt;Olerê, Olará, você me pegar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Madrugada fria de estranho sonho &lt;br /&gt;Acordou João, cachorro latia &lt;br /&gt;João abriu a porta &lt;br /&gt;O sonho existia &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que João fugisse &lt;br /&gt;Que João partisse &lt;br /&gt;Que João sumisse do mundo &lt;br /&gt;De nem Deus achar, Ierê &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manhã noiteira de força viagem &lt;br /&gt;Leva em dianteira um dia de vantagem &lt;br /&gt;Folha de palmeira apaga a passagem &lt;br /&gt;O chão, na palma da mão, o chão, o chão &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E manhã redonda de pedras altas &lt;br /&gt;Cruzou fronteira de servidão &lt;br /&gt;Olerê, quero ver &lt;br /&gt;Olerê &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por maus caminhos de toda sorte &lt;br /&gt;Buscando a vida, encontrando a morte &lt;br /&gt;Pela meia rosa do quadrante Norte &lt;br /&gt;João, João &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um tal de Chico chamado Antônio &lt;br /&gt;Num cavalo baio que era um burro velho &lt;br /&gt;Que na barra fria já cruzado o rio &lt;br /&gt;Lá vinha Matias cujo o nome é Pedro &lt;br /&gt;Aliás Horácio, vulgo Simão &lt;br /&gt;Lá um chamado Tião &lt;br /&gt;Chamado João &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recebendo aviso entortou caminho &lt;br /&gt;De Nor-Nordeste pra Norte-Norte &lt;br /&gt;Na meia vida de adiadas mortes &lt;br /&gt;Um estranho chamado João &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No clarão das águas &lt;br /&gt;No deserto negro &lt;br /&gt;A perder mais nada &lt;br /&gt;Corajoso medo &lt;br /&gt;Lá quero ver você &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sete caminhos de setenta sortes &lt;br /&gt;Setecentas vidas e sete mil mortes &lt;br /&gt;Esse um, João, João &lt;br /&gt;E deu dia claro &lt;br /&gt;E deu noite escura &lt;br /&gt;E deu meia-noite no coração &lt;br /&gt;Olerê, quero ver &lt;br /&gt;Olerê &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa sete serras &lt;br /&gt;Passa cana brava &lt;br /&gt;No brejo das almas &lt;br /&gt;Tudo terminava &lt;br /&gt;No caminho velho onde a lama trava &lt;br /&gt;Lá no todo-fim-é-bom &lt;br /&gt;Se acabou João &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Jardim das rosas &lt;br /&gt;De sonho e medo &lt;br /&gt;No clarão das águas &lt;br /&gt;No deserto negro &lt;br /&gt;Lá, quero ver você &lt;br /&gt;Lerê, lará &lt;br /&gt;Você me pegar&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-109470092075786238?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/109470092075786238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=109470092075786238&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109470092075786238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109470092075786238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/09/divagaes-sobre-minha-chatice.html' title='Divagações sobre a minha chatice'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-109443577975705653</id><published>2004-09-05T22:55:00.000-03:00</published><updated>2004-09-05T23:04:10.513-03:00</updated><title type='text'>O blog é novo mas os assuntos antigos permancem.</title><content type='html'>Alguém reparou que eu consegui arrumar o negócio dos comentários? É, a Haloscan tem um assistente que faz tudo para você se o seu blog está hospedado no Blogspot. Nem precisa mexer no HTML (o que é ótimo, uma vez que o HTML é rego para mim). Única coisa ruim é que perdi os comentários "anônimos" da Pink e da Lisa, mas beleza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, começando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou feliz mas também não estou triste. Não estou triste porque tenho alguma coisas que me fazem ficar alegre. Como esse blog é meu, mantenho a tradição: vou falar das coisas ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou completamente incomodado e engasgado com o que vem acontecendo. Meu maior problema é uma coisa que nem sequer deveria dizer-me respeito: meu cunhado. Estou incomodadíssimo com o rumo que o namoro dele e da minha irmã tem tomado, bem como com o comportamento atual da minha irmã. Falar com ela não adianta. Aliás, acho que falar com as pessoas dificilmente adianta. O que acaba surgindo é um desgaste absurdo e a necessidade de esconder os chocolates daquela draga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta agora eu juntar a coragem para mexer nessa questão com a minha irmã de novo, em abordagem direta, sincera, objetiva e, de preferência, ameaçadora na medida certa. Sim, ela é desse grupo de pessoas que tem q levar muita patada para aprender (ou compreender as coisas).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-109443577975705653?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/109443577975705653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=109443577975705653&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109443577975705653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109443577975705653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/09/o-blog-novo-mas-os-assuntos-antigos.html' title='O blog é novo mas os assuntos antigos permancem.'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8154520.post-109401218587096011</id><published>2004-09-04T01:49:00.000-03:00</published><updated>2004-09-04T01:50:22.950-03:00</updated><title type='text'>Post de apresentação nº 3</title><content type='html'>Primeiro post, terceiro blog.&lt;br /&gt;É fato, larguei o meu BliG e não foi por desgostar dele. Eu até simpatizava com ele. O que acontece é que não consigo mais acessá-lo e isso tem me deixado meio nervoso. Depois que me acostumei a escrever num intervalo semanal quase regular, é difícil ficar sem fazê-lo, sobretudo quando você realmente tem (ou acha que tem) algo para contar ou um surto para inspirar.&lt;br /&gt;Andei nervoso e meio triste, mas já estou bem. Passou e vi que eram apenas umas pequenas idiotices que podem ser resolvidas, ainda que de um jeito mais difícil ou traumático.&lt;br /&gt;Não vou ficar discorrendo a respeito do que eu espero deste blog posto que a audiência deste será a mesma do outro, com exceção de certa criatura bastante indesejada.&lt;br /&gt;No mais, espero que eu não tenha que fazer um quarto blog.&lt;br /&gt;Caso tenham sido argutos o suficiente para notar, ainda estou sem um nome para o blog. Alguma sugestão?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8154520-109401218587096011?l=omeuterceiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/feeds/109401218587096011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8154520&amp;postID=109401218587096011&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109401218587096011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8154520/posts/default/109401218587096011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://omeuterceiro.blogspot.com/2004/09/post-de-apresentao-n-3.html' title='Post de apresentação nº 3'/><author><name>Filipe Ferreira</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='23' height='32' src='http://educar.files.wordpress.com/2007/04/magritte.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
